Nutrição

Democratizar o acesso à alimentação saudável no Brasil: conheça o Saladorama

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Escrito por Eu Sem Fronteiras



Ter acesso a uma comida saudável nem sempre é fácil. Pensando nisso, foi criada no Rio de Janeiro a Saladorama, uma empresa de delivery que faz entrega de saladas. Conversamos com um dos sócios, Hamilton Henrique, que nos contou como surgiu este negócio e como ele já atingiu uma proporção grande em apenas um ano de trabalho. Confira a entrevista:

Eu Sem Fronteiras – O que é o Saladorama?

Hamilton Henrique – O Saladorama é um negócio social que tem a missão de democratizar a alimentação saudável no Brasil, empoderando a base da cadeia, pois observamos que hoje a alimentação saudável é privilégio de alguns, mas acreditamos que é direito de todos.

ESF – Como foi pensado e por quem?

12080041_894737750615968_7486336520403130747_oHamilton Henrique – Tive a ideia após começar a trabalhar em um lugar de classe A e perceber que o rico optava por uma alimentação saudável, por entender os benefícios. Reparei que não existia opções em São Gonçalo (onde moro).

Depois que vi que muitas pessoas próximas a mim estavam ficando doentes por problemas relacionados ao péssimo hábito de se alimentar mal, vi que podia fazer algo pelo bairro e, em consequência, pelo mundo.

ESF – O propósito do Saladorama é universalizar o acesso a uma alimentação mais saudável. Vocês têm conseguido atingir isso?

Hamilton Henrique – Sim, e muito mais que isso, estamos conseguindo empregar pessoas, transformá-las em empreendedoras, mudar hábitos alimentares e ajudar na prevenção e tratamento de doenças. Hoje, somos mais de 160 mil pessoas impactadas. 

ESF – O Saladorama já se encontra em várias cidades. Como isso aconteceu em apenas um ano de empresa?

Hamilton Henrique – conseguimos criar um modelo muito particular, em que acreditamos no empoderamento de pessoas, isso facilitou muito o processo das coisas. Hoje, estamos em 9 estados e até o fim do ano esperamos nos tornar o maior delivery do Brasil, sendo o maior negócio social focado na democratização da alimentação no mundo.

ESF – Como é este trabalho dentro das comunidades? É bem aceito?

Hamilton Henrique – Percebemos no decorrer do caminho que a barreira foi criada por nós mesmos. Quem não mora em comunidade imagina que quem mora só come feijão e farinha porque acredita que todos são pedreiros e precisam de sustância. O que observamos é que esse pré conceito estava acabando com a saúde das pessoas. Depois que apresentamos uma opção saudável para o dia a dia e mostramos o porque de cada item, o porque de comer um brócolis, vimos que a aceitação foi muito maior.

Percebemos que as comunidades (do conceito de viver com unidade) reagem de maneiras diferentes. As comunidades de classe A e B são educadas a ter uma boa alimentação, porém, nessa transição de sair de casa, ter o próprio dinheiro, etc, acontece uma mudança de percurso na hora da compra de um alimento, eles precisam ser estimulados a voltar para o caminho certo, o do equilíbrio alimentar.

Já as comunidades de classe C, D e E não possuem essa “educação alimentar”. São estimuladas a comerem quando criança, mas não ensinadas sobre os benefícios da alimentação e isso causa uma dificuldade maior na transição alimentar, pois começam a entender que o que faz bem é ruim e o que faz mal é bom .
Depois de entender isso, fica mais fácil trabalhar os grupos.

ESF – Os alimentos comercializados por vocês são as saladas orgânicas. Até hoje, quantas pessoas já foram atendidas?

Hamilton Henrique – Sim e temos parceiros que fazem com que isso se torne possível, como o Clube Orgânico, que é um negócio incrível que apoia a agricultura local, recebendo produtos orgânicos sob demanda direto dos produtores, entre outros agricultores que trabalham com a gente.
Hoje, já totalizamos o número de 160 mil pessoas impactadas.

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ESF – Qual a maior dificuldade encontrada até aqui?

Hamilton Henrique – Nossa maior dificuldade é trabalhar em cima dessas transições, é algo que estamos nos renovando a cada dia, pois queremos mudar o mundo ajudando as pessoas a comerem melhor.
Não focamos em ser a maior empresa de salada do planeta, isso é legal, pois aumenta e muito nosso impacto, mas nosso foco esse ano está em impactar mais de 1 milhão de pessoas e, para isso, precisamos estar em constante evolução para acompanharmos essas transições.

ESF – Como é fazer parte de um trabalho que proporciona mais saúde para as pessoas?

Hamilton Henrique – Nossa, é maravilhoso ver as pessoas comendo, absorvendo educação e melhorando a vida, seja por emprego ou por se tornar uma franqueada, isso realmente transforma e dá força para continuar e alcançar coisas ainda maiores. Quando vejo que uma pessoa que foi impactada não por mim diretamente, mas pela vida de uma outra pessoa que nem faz parte da empresa (diretamente), me deixa com os olhos cheios d’agua.

ESF – Deixe uma mensagem

Hamilton Henrique – Minha mensagem vai direcionada para aqueles que querem abrir uma empresa: vai e faz! Estamos esperando e precisando de transformadores e fazedores de um país melhor.

Serviço

Site: https://saladorama.com/
Facebook: https://www.facebook.com/saladorama


Entrevista realizada por Angelica Weise da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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