Autoconhecimento

Para que servem os sonhos ?

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Silvia Malamud
Escrito por Silvia Malamud
Desde os tempos mais remotos a questão dos sonhos vem intrigando a humanidade. Sonhos podem ser vistos como uma versão da realidade num universo paralelo ao nosso. Neste local, um aspecto nosso que podemos chamar de “eu onírico”, vivencia realidades com simbolismos bastante distintos das experiências de quando estamos acordados.

Questões das nossas realidades objetivas são compreendidas por nós do mesmo modo que os nossos eus oníricos compreendem o que ocorre nos sonhos. Por exemplo, num sonho, não há questionamento algum sobre coisas que seriam impossíveis de acontecer deste lado, muitos sonham que estão voando, fazendo sexo em público, falando com pessoas que já faleceram ou que sequer conheceram, e, no universo dos sonhos, tudo vai ocorrendo deste modo. Quando acordamos, não poucas vezes ficamos estarrecidos com algumas das vivencias, e, muitas vezes, podemos ficar intrigados. Não poucas vezes em que deixamos de lado um sonho, o sentimento que tivemos dele ou mesmos as imagens voltam a nos impactar ao longo dos dias. Por que será? 

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Porque igualmente aos sonhos, as nossas vidas são repletas de situações simbólicas que também fazem parte de questões emocionais embutidas. As sensações residuais que ficam dos sonhos e que, por vezes, se perpetuam dias a fio são outras versões de alguns dos nossos temas que nossos cérebros estão tentando resolver por intermédio dos sonhos. A ideia é que a todo tempo, os nossos psiquismos, ou algo maior que nós, estão se esforçando para sair de situações de looping, para que possamos ver e sermos além do nosso estado atual. Portanto, os sonhos nunca podem ser levados ao pé da letra, porque são produzidos no território onírico do cérebro, onde as imagens aparecem mediante a um simbolismo próprio, muitas vezes não compreendido na integra.

Pessoas desavisas podem confundir essas vivencias como algo premonitório, quando são representações de variáveis emocionais do psiquismo na tentativa de se auto resolver

Os pesadelos, por sua vez, fazem parte de situações emocionais de difícil solução quando estamos em estado de vigília, e representam nossos medos e desejos escondidos. Na maioria das vezes, pesadelos, quando surgem, deixam as pessoas assustadas ou angustiadas porque elas mesmas sequer tem consciência de que muitos são medos obscuros que ficam escondidos nos porões da consciência. Questões traumáticas mal resolvidas, como diversos tipos de abuso, por exemplo, podem sequencialmente ser reveladas em formato de pesadelos durante grande parte da vida das vítimas, até que possam ser devidamente reprocessadas. Podem ser contadas, quando necessárias, com terapias de reprocessamento cerebral, tais como EMDR e Brainspotting, os quais reproduzem a fase REM do sono de modo monitorado para que a solução dos conflitos e perturbações possam acontecer de modo eficiente.

Temos cerca de seis ciclos REM por noite, e é nesse período de tempo que os sonhos acontecem

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Por conta de crenças pessoais sobre a validade dos sonhos e, às vezes, pela dificuldade de receber informações do mundo interior, muitos especializam-se em somente em viver as experiências da realidade objetiva imaginando que não sonham, porém, enganam-se, pois apenas não acessam o conteúdo dos mesmos. 

Sonhos podem ser vistos como portais de comunicação de nós para nós mesmos. Nem sempre estamos habilitados a nos darmos tempo para que este espaço ocorra. Com treino, se logo ao acordarmos, este tipo de espaço for instalado, as informações de contato com as vivências começam a surgir de modo espontâneo, cada vez mais preciso e eficiente.

Quanto mais despertos, melhor! 


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Sobre o autor

Silvia Malamud

Silvia Malamud

- Psicologa
- Especialista em temas relacionados ao Abuso Emociona com narcisistas perversos em relacionamentos afetivos, familiares, mãe/pai filhos, escolares, sociais e de trabalho.
– Especialista em Terapia Individual, Casal e Família /Sedes
- Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
- Terapeuta Certificada em Brainspotting - David Grand/ EUA
- Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.

EMDR e Brainspotting são terapias de reprocessamento cerebral que visam libertar a pessoa do mal estar causado devido à experiências difíceis de vida, vícios, traumas, depressões, lutos e tudo o mais que é perturbador e que seja uma questão para que a pessoa queria mudar. Este processo terapêutico, por alterar ondas cerebrais viciadas num mesmo tipo de funcionamento, abre espaço para que a vida mude como um todo, de modo muito melhor, surpreendente e inimaginável anteriormente.

Mais sobre Silvia Malamud: Além de psicóloga Clínica, é também formada em Artes plásticas- Terapia Breve - Terapia de Casais e Família pelo Sedes Sapientiai. Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e em Brainspotting David Grand/EUA. Desenvolveu-se em estudos e práticas em Xamanismo, Física Quântica, Bodymirror. Participou e se desenvolveu em metodologias de acesso direto ao inconsciente, Hipnose, Mindskape, Breakthrough e outras. Desenvolveu trabalho como psicóloga Assistente no Iasmpe, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, com pesquisa sobre o ambiente emocional de residentes durante o período de suas residências, de 2009 até 2013. Participou do grupo de atendimentos de casais do NAPC de 2007 à 2008. Autora dos Livros "Projeto Secreto Universos", uma visão que vai além da realidade comum e Sequestradores de Almas, sobre abuso emocional que podemos estar vivendo, sem ao menos saber, sobre como despertar e como se proteger.

· Conhecimento terapêutico: Cenários e imagens: Já presenciei diversos pacientes fazerem "viagens" às vidas anteriores, paralelas, sonhos e mesmo se reinventarem em cenas reais ocorridas ou não. Vi-os saindo do túnel do reprocessamento, totalmente mudados e transformados, inclusive em suas linhas de tempo. Para mim, fica uma pergunta de física quântica... O que acontece com a rede de memória da pessoa se a matriz do acontecimento muda totalmente não o afetando mais? A linha do tempo e todos os significados emocionais transformam-se simultaneamente. Todos os eventos difíceis que a pessoa teve em relação ao tema ao longo da vida perdem o sentido e até parece que nem existiram, embora se saiba. A pergunta que fica é: O que é o tempo quando podemos nos transformar e nos auto-superarmos nesta amplitude?

· Coexistimos em inúmeras camadas de realidades que são atemporais. Por exemplo, o seu “eu” criança pode estar existindo e atuando em você até hoje... Outros aspectos desconhecidos também podem estar, sem que você suspeite.

Silvia Malamud
Psicóloga clinica Especialista em Terapias Breves individual, casal e
família/Sedes - CRP: 06-66624
Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Terapeuta Certificada em Brainspotting – David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.
email.: [email protected]