Autoconhecimento

A violência online

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Silvia Malamud
Escrito por Silvia Malamud
Afunção deste artigo é servir de alerta e ajuda no discernimento do que pode ser uma conversa aleatória e informal iniciada via web ou algo terrivelmente pior.

Hoje, mais do que nunca, a violência cibernética avança de modo drástico em suas infinitas formas de assédio. E, dependendo do grau de persuasão da hora da conquista, psicopatas e abusadores emocionais, podem literalmente desmoronar a vida de inúmeras pessoas desavisadas.

Em se tratando da violência dos abusadores, não existem limites de idade quando aparecem brechas para que suas possíveis ações ocorram. Tão logo determinem um alvo a ser atingido, predadores do universo online farão uso de todas as formas possíveis e imaginárias de sedução. Se nessas ocasiões, as vítimas derem o mínimo de trela, eles certamente não desistirão até que possam se sentir totalmente seguros em seus enredamentos.

Se acaso você perceber que esta num bate-papo com um possível assediador, corte o mais rápido possível a conversa e de imediato bloqueie ele de todos os seus contatos e de sua vida, pois muitos podem inclusive ser hackers

 

Constam entre os tipos de violência que vem pela internet: golpes financeiros, exposição massiva e fraudulenta da pessoa com toda sorte de humilhação e exposição indevida. Abusadores ameaçam, acuam e chegam a postar fotos íntimas, muitas tiradas sem que a vitima saiba, e que são expostas como aviso de exposições maiores que poderão vir a ocorrer se acaso não cumprirem com o que desejam que, na maioria das vezes, são exigências financeiras.

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Muita chantagem, extorsão, humilhação e agressões rolam nos bastidores para que as ações não se estendam de modo mais ameaçador ainda. Em nosso tempo, esse tipo de violência tem mais chance de acontecer por conta da falta de conhecimento suficiente de que a internet também pode servir de arma perigosa para que muitas pessoas mal-intencionadas ajam.

O perigo está muito mais próximo do que se pode imaginar, e é uma situação alarmante que há poucos anos atrás seria impensada. As ameaças e ações ainda incluem, além da propagação de imagens, a exposição de privacidade, incluindo invenções de diálogos que nunca existiram. Quando os assediadores são hakers, ainda invadem outros diálogos em outras situações privadas podendo expor tudo de maneira indevida a ponto de servir de ameaça à imagem das vítimas.

As invasões funcionam como um verdadeiro assalto, em que pessoas mal-intencionadas agem como se pudessem entrar na casa dos outros, abrindo à força seus quartos, armários e gavetas pessoais, fazendo todo tipo de bagunça e ameaça para que não as exponham em suas intimidades.

Situações que envolvem bullying e preconceito também são fatores preponderantes que podem ser categorizados como manobras de violência.

Como medida de precaução, todos que estão em busca de parcerias afetivas via internet necessitam, antes de mais nada, conhecer os perigosos caminhos que podem levar qualquer conversa que de início pode até parecer ingênua, nunca se abrindo demais e sempre evitando exposição de qualquer tipo de intimidade.

 

Numa conversa online, aprender a ouvir mais, observar o que se ouve de modo mais crítico do que o usual e falar o menos possível sobre si mesmo é de grande valia.

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Buscar saber referências concretas sobre a pessoa com quem se está conversando, como amigos, trabalho, família e histórico, também são atitudes importantes de autoproteção. Impossível ser ingênuo quando se trata de conversas pelo universo online.

Ao se perceber, tanto violência psicológica como violência cibernética, por mais difícil que possa ser organizar provas, a pessoa acuada imediatamente deve buscar ajuda e denunciar o que está acontecendo

 

Enfrentando os desafios que, de início, com certeza, serão menos prejudiciais do que continuar tentando resolver sozinho a situação.

Nenhuma carência afetiva, por maior que seja, vale uma exposição massiva de si mesmo por um desconhecido que se conheceu pela internet. Por mais que ele, a princípio, possa parecer dócil e convincente. Lembre-se de que a sua vida é e sempre será o seu bem maior.

Quanto mais despertos, melhor!


Você também pode gostar de outro texto da autora: Sim, isso é abuso!

 

Sobre o autor

Silvia Malamud

Silvia Malamud

- Psicologa
- Especialista em temas relacionados ao Abuso Emociona com narcisistas perversos em relacionamentos afetivos, familiares, mãe/pai filhos, escolares, sociais e de trabalho.
– Especialista em Terapia Individual, Casal e Família /Sedes
- Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
- Terapeuta Certificada em Brainspotting - David Grand/ EUA
- Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.

EMDR e Brainspotting são terapias de reprocessamento cerebral que visam libertar a pessoa do mal estar causado devido à experiências difíceis de vida, vícios, traumas, depressões, lutos e tudo o mais que é perturbador e que seja uma questão para que a pessoa queria mudar. Este processo terapêutico, por alterar ondas cerebrais viciadas num mesmo tipo de funcionamento, abre espaço para que a vida mude como um todo, de modo muito melhor, surpreendente e inimaginável anteriormente.

Mais sobre Silvia Malamud: Além de psicóloga Clínica, é também formada em Artes plásticas- Terapia Breve - Terapia de Casais e Família pelo Sedes Sapientiai. Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e em Brainspotting David Grand/EUA. Desenvolveu-se em estudos e práticas em Xamanismo, Física Quântica, Bodymirror. Participou e se desenvolveu em metodologias de acesso direto ao inconsciente, Hipnose, Mindskape, Breakthrough e outras. Desenvolveu trabalho como psicóloga Assistente no Iasmpe, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, com pesquisa sobre o ambiente emocional de residentes durante o período de suas residências, de 2009 até 2013. Participou do grupo de atendimentos de casais do NAPC de 2007 à 2008. Autora dos Livros "Projeto Secreto Universos", uma visão que vai além da realidade comum e Sequestradores de Almas, sobre abuso emocional que podemos estar vivendo, sem ao menos saber, sobre como despertar e como se proteger.

· Conhecimento terapêutico: Cenários e imagens: Já presenciei diversos pacientes fazerem "viagens" às vidas anteriores, paralelas, sonhos e mesmo se reinventarem em cenas reais ocorridas ou não. Vi-os saindo do túnel do reprocessamento, totalmente mudados e transformados, inclusive em suas linhas de tempo. Para mim, fica uma pergunta de física quântica... O que acontece com a rede de memória da pessoa se a matriz do acontecimento muda totalmente não o afetando mais? A linha do tempo e todos os significados emocionais transformam-se simultaneamente. Todos os eventos difíceis que a pessoa teve em relação ao tema ao longo da vida perdem o sentido e até parece que nem existiram, embora se saiba. A pergunta que fica é: O que é o tempo quando podemos nos transformar e nos auto-superarmos nesta amplitude?

· Coexistimos em inúmeras camadas de realidades que são atemporais. Por exemplo, o seu “eu” criança pode estar existindo e atuando em você até hoje... Outros aspectos desconhecidos também podem estar, sem que você suspeite.

Silvia Malamud
Psicóloga clinica Especialista em Terapias Breves individual, casal e
família/Sedes - CRP: 06-66624
Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Terapeuta Certificada em Brainspotting – David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.
email.: [email protected]