Autoconhecimento

A importância da ética e da moral em sua vida

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Escrito por Eu Sem Fronteiras

Discutir sobre ética é uma das questões mais complexas que existem. Quantas vezes uma pessoa já acusou a outra de ser “antiética”, mas sem ter a mínima ideia do que significa esse termo. Como disse uma vez o polêmico cartola do Vasco da Gama, Eurico Miranda: “ética é coisa de filósofo”, quando questionado se não estaria agindo errado em uma situação.

Ética é coisa de filósofo, sim. Mas também é coisa de jornalista, açougueiro, padeiro, escritor, professor de química, engenheiro, autônomo e para todos os seres humanos. Discutir sobre ética é avaliar qual é a forma certa de agirmos, mas sem chegar a uma cartilha universal padrão sobre os comportamentos corretos. Afinal, com as transformações do mundo e as subjetividades implícitas, essa tabela de valores teria que ser atualizada a cada minuto.

A ética está no campo das ideias e muitas vezes é confundida com moral.
Basicamente, a moral é o tipo de atitude que você toma baseado no que acha certo e que tomaria mesmo se não tivesse nenhuma pessoa por perto te vigiando. A repressão oprime a moralidade, pois ela inibe àqueles de má índole de se manifestarem porque temem a punição, mas não porque são verdadeiramente bons.

Uma parábola que ilustra a moralidade está no livro “A República” do filósofo Platão. De forma resumida, a história conta que Gyges era um pastor bondoso e que ao descobrir um anel com poderes mágicos poderia se tornar invisível. Quando fica invisível, Gyges seduz a rainha, mata o rei e comete outras atrocidades. A moral da história é até que ponto alguém pode resistir à tentação se soubesse que seus atos não seriam testemunhados ou punidos?

Enquanto a ética busca a reflexão da forma certa de agir, a moral é a prática.

shutterstock_286916795Você pode ter alguns valores éticos próprios, enquanto outra pessoa pode ter outros totalmente diferente e cada um agir da sua própria maneira, sem que nenhuma esteja necessariamente errada.

Vamos pegar um exemplo prático. Um grupo de pessoas no trabalho se compromete que nenhuma irá de carro na quinta-feira porque querem ajudar a preservar o meio ambiente. Elas estabeleceram um valor ético e ninguém foi trabalhar de carro na primeira quinta-feira. Na outra quinta, João acordou mais tarde e perdeu o ônibus. Se ele não for de carro, o outro ônibus fará com que chegue uma hora atrasado e seja punido pelos seus chefes. Aí entra a questão da moralidade: agir de acordo com os seus princípios ou não? Só agir quando convém, não vale.

Nossas limitações humanas não vão permitir que a gente aja sempre corretamente, isso é natural. Mas é preciso abolir o tal do “jeitinho brasileiro” e a ostentação aos “espertinhos”. O mundo carece de exemplos, então que tal fazermos nossa parte? 


  • Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras

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