Autoconhecimento

O Trem, A Tesoura e A Roda

Homem em pé, parado, enquanto um trem passa em alta velocidade a sua frente.
businessman at the train station
Roberto Guelfi
Escrito por Roberto Guelfi

Você, na estação, esperando o trem que o levará à viagem de seus sonhos. Mas ele não para; passa a toda velocidade e você mal consegue distinguir os vagões.

Você, diante de uma tesoura mecânica, que abre e fecha a uma velocidade que mal permite que você enxergue suas lâminas. Abaixo dela, o segredo da eterna juventude. Se colocar a mão para pegá-lo, será decepada.

Você, olhando a roda de três raios que ligam o eixo ao aro, girando a tal velocidade, que aos seus olhos os raios parecem parados.

Nas três situações, você é desafiado por um objeto: o trem, a tesoura e a roda. Eis o poder que, se você o tivesse, resolveria os três desafios: a capacidade de atingir uma velocidade igual à dos objetos em movimento.

Você ainda poderia pegar o trem, se, correndo atrás dele, pudesse alcançá-lo. Você teria para si o segredo da eterna juventude, se, num movimento com velocidade igual à das lâminas, conseguisse inserir e retirar sua mão entre elas, no momento brevíssimo e exato em que elas estivessem abertas. Finalmente, você conseguiria acompanhar a rotação dos raios da roda se pudesse movimentar seus olhos, em círculo, à velocidade em que a roda gira.

Duas mãos se tocando em meio a raios de luz.
123RF/Pop Nukoonrat

Agora, considere um outro “objeto”: o espírito. Você não consegue vê-lo nem alcançá-lo porque a velocidade, ou frequência vibratória, de seus sentidos é infinitamente menor que a frequência vibratória do plano espiritual.

Mas, por mais incrível que possa parecer, é muito mais fácil adentrar o plano do espírito que pegar um trem em alta velocidade, penetrar as lâminas velozes da tesoura mecânica ou girar o olho à velocidade da roda. Seu corpo físico não possui o atributo de se movimentar a tais velocidades. Mas sua alma possui o atributo de aumentar sua frequência vibratória para atingir os planos sutis do espírito.

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Nisso se resume o processo de evolução: aumentar a frequência vibratória dos veículos inferiores (físico, emocional e mental). Quando esta frequência vibratória for igual à do plano espiritual, você fará a viagem de seus sonhos, descobrirá o segredo da eterna juventude e se desvencilhará da ilusão da roda parada: o movimento do universo se descortinará diante de seus olhos.

Cada salto evolutivo aumenta nossa frequência vibratória, a velocidade em que a matéria e a energia vibram em nós. Não só nossa consciência se aproxima do Espírito como também a velocidade em que agora vibramos impede que as trevas, em sua vibração “quase parando”, consiga penetrar as lâminas velozes de nossa alma.

Sobre o autor

Roberto Guelfi

Roberto Guelfi

Espiritualista, escritor, revisor literário, músico amador. Seu trabalho é divulgado na mídia digital e por meio de livros que propaguem a Luz.

De formação profissional na área de gestão de empresas e na área acadêmica, particularmente em finanças, desde muito jovem tem se lançado ao desafio de seguir o roteiro, imposto pela consciência de olhar para cima, para fora do sistema socioeconômico-cultural (a matrix), fazendo do desenvolvimento da consciência seu projeto de vida, o que só parece fazer sentido se compartilhado com quem quer que se coloque na trajetória dessa intenção.

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Livro: Ousar Saber