Autoconhecimento

Poesia como forma de exaltar os sentimentos

Livro fechado em cima de uma cadeira com rosas em cima.
Paola Primão Correa
Muito mais que uma composição, a poesia é o retrato da alma do poeta, é a fusão de dois elementos: emoções e as palavras. Não necessariamente se encontram apenas nos livros, mas também em filmes. Assim sendo, tem-se no filme “Sociedade dos Poetas Mortos” a seguinte afirmação: “Medicina, lei, negócios e engenharia são ocupações nobres para manter a vida. Mas poesia, beleza, romance e amor são razões para ficar vivo”.

Nesse filme tão maravilhoso, podemos entender a partir da frase acima que a grande questão de estar vivo é que podemos sentir nossas emoções. Quando isso não ocorre, saiba que há algo errado!

Independentemente do sentimento, saber que temos essa característica, que é tão intrínseca ao ser humano, faz com que sejamos uniformes. Todos somos capazes de sentir, e por que não demonstrar esse sentimento? Sabe, é assim que funciona a poesia, seja qual for o estilo, toda poesia busca transmitir emoções e tocar a alma de alguém.

Pense em como é maravilhoso escrever algo com o qual várias outras pessoas irão se identificar. Coincidência? Não mesmo, e sabe por quê?! Todos temos uma rede imensa de sentimentos dentro de nós, dos mais obscuros aos mais belos, e depende de cada um saber por qual deixará ser dominado, ou seja, se se identificará mais com este ou com aquele.

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Para fazer poesia é apenas necessário entender essa questão que muitos dirão subjetiva. Eu discordo! A poesia é muito objetiva. Quer dizer, ou você sente ou não sente. Uma poesia precisa fazer com que alguém leia e pense, repense e pense mais um pouquinho, só para garantir.

Está entendendo? É expressar os sentimentos de forma intensa e verdadeira. Tá estressado, feliz ou com preguiça? Escreve sobre isso. Poesia é assim mesmo, é a união harmoniosa de palavras que forma intensos significados. Portanto saiba se permitir a escrever, afinal não faz mal para ninguém, não é mesmo?! Deixo-te com a seguinte leitura:

Livro de poesias aberto.

Doce futuro,

Por que o tiveras amado, se não o terias doce para mim?

Terei eu me enganado, projetado um futuro sob minha própria perspectiva ou foste tu quem me enganaste com essa aparência promissora? Basta! Milênios se passaram e ainda assim tu segues a ludibriar. Foras o Big Ban, não?! O adorável e misterioso grande acontecimento do universo!

Engraçado como resolveste ser essa complexidade do que chamamos futuro – ou será passado? Não creio que seja presente, afinal seria muito mais fácil, não é mesmo?!

A tua natureza é enganosa, não a entendemos e a denominamos tempo. E o que será o tão temido tempo que, por ócio, limita-se a absorver a vitalidade dos seres, deixando-os à mercê de sua própria sorte?

Não é composto por data nem horas, mas por ironia do destino foste encurralado pela ardilosa tecnologia, que consegue detê-lo e perpetuá-lo das mais diversas formas. E será esse o seu ponto fraco: manter-se entre os mais diversos tempos do universo? Hilariante como achaste que enganava e foste tu quem fores enganado!

Sinto muito, meu caro. Contenha-se em passar fluindo e que ainda, porventura, seja encurralado e tenha de servir ao exibicionismo dos seres. É natural? Quer dizer, ter que monotonamente garantir presença nas mais diversas gerações, assim, simultaneamente? E que ainda, pela grande revolução, agora passar a ser absenteísta das suas funções? Lamento informá-lo, mas como é também parte do universo, uma maldita parte, é justo que tenha um castigo à altura: a eterna fragmentação.

Afinal, foste tu quem começara!

  • Paola Primão Correa

Sobre o autor

Paola Primão Correa

Paola Primão Correa

Procuro sempre entender o quanto as relações humanas são importantes, visto que sou estudante de recursos humanos, e é por meio da comunicação que conseguimos alcançar um objetivo comum: transmitir ideias.

Amo escutar música, adoro Walt Whitman e, principalmente, amo escrever, pois assim consigo compartilhar minhas opiniões para que outras pessoas possam refletir junto comigo e assim criarmos um elo comum.

Quando criança sempre questionei assuntos incompreensíveis e, atualmente, sigo com o mesmo objetivo, entender e refletir, para poder assim buscar o aprendizado contínuo, já que entendo que o mais importante é viver a vida intensamente, e nada melhor do que expressá-lá, pois como dissera Walt Whitman “Olhe tão longe quanto puder, há espaço ilimitado lá; conte tantas horas quanto puder, há tempo ilimitado antes e depois”.

Sim, eu amo a vida!