Saúde Integral

Setembro Amarelo: perspectiva espírita

Mãos humanas estendidas para a luz. Em cima, tem o símbolo do Setembro Amarelo.
Caroline G. Chaves
Escrito por Caroline G. Chaves
A questão do suicídio é bastante delicada, e deve ser (re)vista com cuidado. Desistir da vida não deveria ser uma alternativa para ninguém, por mais difícil que o momento seja, mas sabemos que muitas pessoas não suportam mais viver, tamanho o sofrimento que enfrentam.

O Setembro Amarelo, campanha idealizada pelo CVV com o intuito de prevenir os episódios de suicídio, surgiu em 2015 no Brasil, a partir da iniciativa da International Association for Suicide Prevention. Empresas, organizações, cidades inteiras podem participar, utilizando o laço de cor amarela ou mesmo luzes e peças de roupa dessa cor. Ainda, reforça-se que o diálogo é a chave para impedir que alguém tome essa última extrema atitude.

Dois pares de mãos femininas segurando uma a outra.

Repartir a dor, conversar, buscar apoio terapêutico, familiar ou de amigos pode evitar que extinguir a vida seja uma alternativa possível (pois não deveria ser).

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O projeto “Prefiro Viver”, uma parceria da AME com a Federação Espírita Brasileira, tenta capacitar pessoas e discutir o tema, focando na prevenção e na posvenção ao suicídio. Trabalhadores espíritas do Brasil todo podem inscrever-se no projeto, que se dará por meio de webnários exclusivos, com a participação de diversos estudiosos a colaborar com o estudo do assunto.

Girassol amarelo com abelha em seu miolo.

O pré-cadastro para se unir ao projeto se dará por meio do link: https://www.febnet.org.br/prefiroviver/ e o cadastro definitivo será realizado a partir de instruções enviadas aos e-mails cadastrados. Fala-se em posvenção pois vê-se comumente o suicídio como um fim, mas na perspectiva espírita, não é; têm-se, ainda, atitudes a serem tomadas para intervenção de apoio ao espírito suicida, no plano espiritual.

Para quem acredita em outras vidas, outros planos, intervir positivamente com pensamentos, vibrações e orações pode ser decisivo para auxiliar o espírito a sair deste que é considerado, por muitos, o pior tipo de morte. “Sempre há uma saída” é a máxima essencial a prevenir o suicídio, através do diálogo e da solidariedade com a dor do próximo.

Sobre o autor

Caroline G. Chaves

Caroline G. Chaves

Sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Como educadora, atuei na educação infantil e na educação de jovens e adultos (EJA). Sempre gostei de escrever, e nos últimos anos tenho me aventurado à escrita de contos infantis. Tenho afinidade, ainda, por temas como direitos dos animais, abolicionismo animal e veganismo, por acreditar que os animais não humanos são merecedores de respeito e possuem direitos como os animais humanos – eles são nossos irmãos nesta caminhada de evolução. Sou também estudante do espiritismo kardecista, trabalhando em uma sociedade espírita da minha região.

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