Espiritualidade Religiões

Agarrado ao cofre

Parte interior de um cofre brilhando
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Escrito por Nilton C. Moreira

É normal, ao sermos acometidos por qualquer tipo de doença ou em qualquer momento no qual se possa ensejar morte, recorrermos a Deus, e daí em diante ficamos na mão dos médicos.

Somos muito apegados à matéria; a bens materiais, propriedades, então não suportamos pensar em deixar tudo que acumulamos durante a vida ir parar em mãos de outras pessoas, mesmo que se tratem de nossos parentes.

Numa das atividades mediúnicas das quais participamos, apresentou-se para esclarecimento um espírito que desencarnara e que possuía muitos bens. Ele mantinha, num dos cofres em uma das fazendas que possuía, soma considerável em ouro.

O espírito, embora não pertencesse mais a esta vida, permanecia agarrado ao cofre, tentando abri-lo, e se negava a seguir a trajetória na espiritualidade, acompanhando os benfeitores espirituais, situação esta que foi difícil de ser resolvida, pois que o desencarnado acreditava ainda estar no corpo físico, sentindo-se como se estivesse sonhando.

Homem com expressão maravilhada correndo atrás de uma cédula
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É comum situações assim após o passamento, pois infelizmente somos preparados para viver e esquecemos de que temos um tempo de validade. Tomamos sempre por parâmetro nosso tempo de permanência aqui na Terra pela idade das pessoas idosas, achando que vamos durar muito, mas durante a maior parte de nossa vida não nos preocupamos com religiões e preparação para o momento derradeiro.

A maioria das crenças não aborda vida além-túmulo, informando aos seguidores que tudo termina com a morte e que entrarão num sono profundo de descanso e apenas acordarão no dia em que houver o chamado juízo final.

É evidente que se a gente não conversar e se instruir a respeito do que acontecerá após a morte física, então teremos dificuldade de lidar com nossa realidade ao aportarmos no mundo espiritual. Não é porque não acreditemos ou não conhecemos que certas realidades não existam.

O apego aos bens, centralizando-os ou ter por hábito acumular cada vez mais e mais, demonstra pouca evolução espiritual e também ambição, já que nada poderá ser levado.

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Mas este é um costume bilenar, pois os faraós já tinham essa peculiaridade e até eram sepultados com grande quantidade de ouro e prataria, pois acreditavam que no lugar para onde iam poderiam usufruir dos bens.

Quem tem apego desta maneira certamente sofrerá ao passar para o outro plano e se comportará como o abastado que permaneceu anos e anos agarrado ao cofre.

Vivamos a vida com plenitude, sem acúmulos que nos possam causar “dor de cabeça” no além.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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