“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. Timóteo 2:47: Nas nossas existências, convivemos com verdadeiras turbulências de ordem física, mental e espiritual. Em verdade, poucos de nós se debruçam para analisar os fatos que nos ocorrem no dia a dia. Antes de tudo, falta-nos a serenidade para esse trabalho, que tem sua relevância no âmbito do nosso aprimoramento espiritual.
Para esse mistério, precisamos, primeiramente, nos conhecer, inspecionar o que somos, como agimos nos nossos relacionamentos e, principalmente, o que pensamos. Decorrem do pensamento a forma que poderemos aprimorar nossas atitudes, ou deixarmo-nos inundar com ideias incompatíveis com as virtudes tão necessárias para o nosso processo evolutivo. A escolha é nossa…
Nesse garimpo interior teremos oportunidade de vislumbrar quantos valores possuímos e tantos outros, carentes de uma atenção especial para o devido burilamento.
É preciso que tenhamos total isenção nessa tarefa diuturna e jamais deveremos nutrir o sentimento de culpa. Somos Espíritos, ainda em crescimento e, portanto, passíveis de erros. O principal de tudo isso é reconhecermos nossas fraquezas e buscarmos as devidas correções.
Obviamente, esse processo não se esgota em uma única reencarnação. Tenhamos paciência e saibamos esperar a mudança que, sem sombra de dúvida, ocorrerá. Um dos grandes problemas que nos afligem é o nosso “imediatismo” – uma verdadeira pedra no caminho –, que nos afasta da perseverança e da disciplina.
A vontade é imprescindível nesse contexto. Sem ela, nada faremos! Dela nasce a ideia daquilo que precisamos, regidos que somos pela inexorável Lei do Progresso, que nos exige evolução! Cedo ou tarde, alcançaremos esse objetivo precípuo das nossas reencarnações.
Partindo desse princípio, damos a largada para a grande tarefa. Passo a passo, conscientes da importância dessa missão própria de todos nós, mas não fiquemos na individualidade buscando o progresso. Essa obrigação estende-se para todos que convivem conosco, pois nunca evoluiremos sozinhos…
Os percalços serão muitos, mas disciplinados iremos superá-los. E a pergunta inicial: até quando seremos fortes? Podemos dizer que seja até o limite da nossa fé, perseverança e vontade de vencer. Não esperemos jamais, em um mundo de provas e expiações, facilidades ou comodidades. Tenhamos convicção de que tudo depende do nosso esforço pessoal. Poderemos ser ajudados, porém a matriz da nossa força reside em nós.
Momentos de fraqueza e desânimo podem acontecer, pela fragilidade que temos para as batalhas em nosso interior. As sombras do passado ainda pululam no presente, muito mais do que pensamos, trazendo-nos “insinuações” das atitudes do pretérito. Então, vale citar o exemplo do Apóstolo Paulo, conforme temos em 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
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Podemos considerar que essa “luta interior” se constitui no maior obstáculo para nossa evolução. Para sairmos vitoriosos, teremos que abdicar dos hábitos equivocados que praticamos, sabendo que é necessária essa atitude para conseguirmos o propósito almejado. Vinculados fortemente à matéria e sem vislumbrarmos o porvir com as promessas do Cristo, permanecemos nos emaranhados e pesadelos que nos dificultam caminhar para a nossa redenção. (A fé consolida a esperança e esta a fortalece).
Luiz Guimarães Gomes de Sá
Trabalha no Centro Espírita Caminhando Para Jesus
Site: www.cecpj.org.br
YouTube: Centro Espirita Caminhando para Jesus
