Autoconhecimento Psicapometria

É preciso aprender a ter fé

Paulo Tavarez
Escrito por Paulo Tavarez
Ao longo de tantos séculos, ouvimos a palavra fé ser tratada com gigantesca reverência, mas será que sabemos o real sentido desta palavra?

O curioso é que fé passou a ter um significado muito próximo de esperança, ou seja, ter fé em algo significa acreditar que o melhor está no futuro, assim podemos suportar os desconfortos da existência, portanto, ter fé passou a ser uma atitude de negação da realidade, pois negamos o presente ao decidirmos não aceitá-lo e nos refugiamos em um mundo ideal, que não existe, que é totalmente ilusório. Em busca de um sentido para a existência nós abandonamos o corpo e aceitamos o açoite.

Será que não passou pela cabeça de ninguém que não haverá dias melhores? Que o futuro não existe e não existirá nunca? Que o melhor é aquilo que está acontecendo aqui e agora, e que não será negando a realidade e refugiando-se em idealizações que aprenderemos as lições que a vida tenta nos ensinar?

Buda já ensinava que a primeira nobre verdade da existência é o sofrimento.

Fé não é acreditar que tudo vai dar certo, a verdadeira fé é saber que tudo já está certo e esse é o grande salto de compreensão que a humanidade precisa dar.

Precisamos colocar a nossa fé no lugar de onde ela nunca deveria ter saído: no presente. Para isso, ela precisa estar mais próxima da compreensão, da tolerância e da aceitação. Não podemos agir como bebês, dando tapinhas na colher que quer nos alimentar.

Está na hora do homem compreender que tudo que incide sobre ele é para o seu próprio bem, isso é confiança, isso é fé, não importa o tamanho do problema, mesmo que se julgue um desgraçado e sinta-se injustiçado, quando ele alcançar um maior discernimento, perceberá que a melhor forma de se relacionar com tudo isso é agradecendo.

Agradecer a quem? Agradecer às forças que atuam em favor do seu despertar e essas forças estão dentro dele mesmo, ou seja, agradecer a si mesmo, pois este será o único Deus que ele conhecerá.

É claro que para grande maioria, todo esse discurso será tratado como um absurdo, pois ninguém quer sofrer e poucos abrirão mão de suas crenças, mas pare e pense, você já se perguntou por que sofre? Você já tentou entender por que Jesus dizia: “Bem-aventurados os que sofrem”? Que bem-aventurança é essa?

É simples, o sofrimento tem um único objetivo: trabalhar pelo nosso despertar. Estamos adormecidos, vivendo na ilha dos lotófagos, acreditando nas ilusões de Maya, por isso sofremos.

Sim, meu amigo, você precisa acordar, ajustar-se ao Universo, precisa seguir as suas Leis, obedecer aos imperativos da evolução e quando essas forças encontrarem resistência em você, elas responderão com o sofrimento. O mesmo sofrimento que te abate agora e o faz esconder-se no futuro através de uma fé irracional, é aquele que o transformará.

Está na hora de nos estudarmos profundamente, dialogar com a própria dor, aprender a respeitá-la, pois ela é a nossa maior aliada. O homem cresce e amadurece com o sofrimento, pois não há consciência que não evolua sem ele.

Se removermos esse sentido distorcido da fé nos dias atuais, estaremos implodindo a grande maioria das religiões, pois elas se alimentam da nossa ignorância e precisam dessa devoção.

O homem precisa encarar a vida, entender a dor e parar de fugir da realidade.

Buda já ensinava que a primeira nobre verdade da existência é o sofrimento.

A segunda nobre verdade é que o sofrimento tem uma causa e a causa do sofrimento é a ignorância.

Os grandes iluminados já ensinaram isso, por que insistimos em não aceitar?

Buscar prazer para aliviar a dor não é a solução, pois a mesma mão que afaga é aquela que apedreja.

Sobre o autor

Paulo Tavarez

Paulo Tavarez

Instrutor de yoga, pedagogo, escritor, palestrante, terapeuta holístico e compositor. Toda a minha vida tem sido dedicada à construção de um mundo melhor.

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