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Doar sangue: um ato de amor, caridade e energia que salva vidas

Pessoa doando sangue, ao lado de um carrinho com tubos de exames.
123rf/belchonock
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Em 14 de junho de 1868, na Áustria, nasceu o médico imunologista Karl Landsteiner. Ele se tornou conhecido por descobrir o fator Rh (que define se o sangue de alguém é positivo ou negativo) e doenças derivadas de cada tipo sanguíneo.

Embora Karl tenha falecido em 1943, as descobertas que fez são essenciais para a Medicina. Por isso, em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu homenageá-lo e transmitir uma mensagem ao mundo.

14 de junho, data do nascimento do imunologista, passou a ser o Dia Mundial do Doador de Sangue. A relação dessa data com a descoberta de Karl é simples: o fator Rh define quais tipos sanguíneos podem doar para outros e de quais cada um pode receber.

Por exemplo, enquanto pessoas com sangue do tipo O negativo podem doar para todos os tipos sanguíneos, as pessoas com sangue do tipo AB positivo podem receber doações de todos os tipos sanguíneos.

Mãos segurando uma estátua em formato de gota, vermelha, representando sangue.
iStock/Photobuay

Estudos como esse são essenciais para a Medicina, porque, em muitos casos, doenças e cirurgias provocam a dependência da doação de sangue por terceiros. São inúmeras as vidas de pessoas salvas por esse gesto, mas esse não é o único benefício de se doar sangue.

Existe uma teoria que baseia a doação de sangue em três pilares fundamentais: amor, caridade e energia. Cada um desses fatores afeta o doador e o receptor de formas diferentes.

Doar sangue é um gesto de amor porque, nesse momento, o que prevalece é o amor ao próximo e à vida, valorizando a importância de as pessoas terem as condições básicas para viver.

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A doação é uma demonstração de amor tanto quando é feita para parentes e conhecidos como quando é feita para pessoas anônimas que estejam precisando dessa ajuda.

Doar sangue também é um ato de caridade, porque, no momento em que esse ato é feito, o que importa não é a própria pessoa, mas sim o próximo. É uma atitude que coloca o outro como o mais importante, como aquele que precisa de ajuda e que deve ser atendido.

A caridade e o amor, independentemente da religião, sempre são princípios pregados pelas mais diferentes doutrinas. Ainda que existam controvérsias sobre o posicionamento das religiões sobre a doação de sangue, o principal é pensar nos ensinamentos puros de qualquer divindade.

Por fim, o último pilar mostra que a energia de uma pessoa é transmitida para a outra por meio da doação de sangue. Isso porque a intenção por trás da doação de sangue é sempre positiva, carregando uma energia também positiva.

Além de ser um ato de amor e de caridade, a doação de sangue é uma forma de transmitir energia e pensamentos positivos, tanto para quem doa quanto para quem recebe.

Desenho de braço com um cano conectado, ligando até uma bolsa de sangue.
Freepik

Se você quiser fazer parte dessa atitude de preservação da vida, atente-se para as seguintes regras para doar sangue:

  • ter entre 16 e 68 anos;
  • pesar mais de 50 quilos;
  • não ter hepatite B, hepatite C, doença de Chagas, sífilis, AIDS (HIV), HTLV;
  • estar bem alimentado(a) e descansado(a);
  • esperar entre 90 e 180 dias após o parto (no caso de mulheres que acabaram de se tornar mães);
  • se estiver gripado(a), esperar no mínimo 7 dias após a recuperação para poder doar.

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