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Mitos sobre feminismo que precisam ser desconstruídos

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
De uns anos pra cá, muito se ouve falar em feminismo. Independentemente do seu posicionamento e de concordar ou não com os movimentos políticos e sociais, para se defender, argumentar ou discutir é preciso se aprofundar no assunto e, principalmente, entender a diferença entre feminismo e femismo.

Facilitando as definições:

Feminismo: por definição, é um movimento político, filosófico e social que defende direitos iguais entre homens e mulheres.

Femismo: por definição, é expressão que hipoteticamente significaria um conjunto de ideias que considera a mulher superior ao homem e, sendo assim, é ela quem deve dominá-lo. Pode ser considerado sinônimo de machismo, porém com os papéis invertidos. Ambos pregam a construção de uma sociedade hierarquizada a partir de um determinado gênero sexual.

A história do feminismo é praticamente dividida em três períodos: o primeiro teve início no final do século XIX e início do século XX, quando as mulheres passaram a exigir o direito ao voto. O segundo grande movimento aconteceu na década de 1960, associado às ideias e ações com os movimentos de liberação feminina que lutavam pela igualdade jurídica e social das mulheres. O terceiro teve início na década de 1990 e permanece até hoje, sendo considerado uma continuação e uma reação às falhas do segundo movimento.

Ainda que o feminismo não seja um movimento recente, dúvidas e muitos mitos cercam o assunto. Vamos aos esclarecimentos:

1- O feminismo favorece as mulheres

Como já dissemos, o feminismo é um movimento que busca igualdade, ou seja, ninguém deve estar preso a estereótipos de gêneros. Por exemplo, a menina não precisa ser ensinada desde pequena a gostar de bonecas, tarefas domésticas e da cor rosa, assim como os meninos não precisam gostar apenas de azul e brincar com carrinhos.

2- Feministas odeiam homens

Esqueça essa ideia de que feministas odeiam o sexo oposto. Ao contrário deste pensamento, muitas são casadas, namoram e levam uma vida normal, afinal, exigir direitos iguais não é nada absurdo.

As feministas defendem causas como salários iguais, direito de ocupar os mesmos cargos nas empresas, esposas poderem trabalhar, não sendo obrigadas a cuidar da casa e dos filhos sozinha etc. As mulheres que têm aversão ou ódio ao sexo masculino são chamadas de misândricas.

3- Donas de casa não podem ser feministas

De acordo com o feminismo, a mulher pode ser exatamente o que ela quiser e isso significa que ela não vai ser mais ou menos feminista se estiver fazendo as tarefas de casa. Algumas mulheres preferem dar mais atenção à casa e aos filhos, mas isso deve ser uma escolha delas, não uma imposição masculina.

4- Feministas não são vaidosas

Para deixar claro mais uma vez: elas podem fazer do corpo e da vida o que elas bem entenderem. Passar maquiagem, fazer depilação e usar roupas curtas, por exemplo, são questões de escolha. O importante é se sentir bem.

5- Feminismo é o contrário de machismo

Como escrito anteriormente, ao contrário do machismo (comportamento expresso por opiniões e atitudes, de alguém que recusa a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros sexuais, favorecendo o sexo masculino), o feminismo luta por direitos iguais. Podemos considerar que o femismo é o verdadeiro oposto do machismo.

6- Feminismo é uma espécie de ditadura

Não. O feminismo não obrigada ninguém a nada, muito menos utiliza força e medo como forma de convencer alguém sobre seus conceitos. Feminismo não tem nada a ver com opressão, mas com liberdade.

7- Feministas não deixam o homem pagar a conta ou abrir a porta do carro

Aceitar gentilezas também não faz uma pessoa mais ou menos feminista. A questão é não acreditar que isso é uma obrigação do homem, mas que qualquer pessoa pode fazer uma gentileza para outra, independentemente de gênero.

8- Para ser feminista é preciso ser ativista

Apenas o fato de concordar com as ideias da causa e praticá-las já faz de alguém uma feminista. Mas, não, não é preciso estar nas ruas para provar isso.


Texto escrito por Natalia Nocelli da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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