Comportamento Drogas

Estrada Iluminada – Fumo de terceira mão

Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Quando nascemos, iniciamos uma trajetória neste planeta por um período que ainda não conhecemos, pois nos esquecemos das metas traçadas na espiritualidade, já que muitas crenças dizem que já existíamos antes. Algumas dizem que possuímos um corpo psicossomático, perispírito, alma, psicossoma, corpo astral, enfim, são muitas as denominações. Segundo elas, o corpo invisível para nós, já existia e sobreviverá após o passamento, pois a matéria orgânica se decompõe formando outros micro-organismos.

Concluímos então que todas as agressões que cometermos ao nosso corpo orgânico também repercutirão no corpo somático. Sendo assim, também concluímos sem muito aprofundamento que o ato de fumar, por exemplo, além de nos causar dificuldades já nesta vida, também será um fardo no qual teremos de conviver numa futura vida, até porque o vício continuará, mas isso é assunto para outro momento.

Cigarro apagado sobre uma superfície bege, com as cinzas espalhadas. Ao lado direito, quatro cigarros inteiros sobrepostos uns aos outros estão dentro de um recipiente.

Então se faz necessário darmos adeus a qualquer dependência, mas no caso específico do cigarro esse adeus deve ser sem rancores, sem mágoas, já que ele é considerado por muitos fumantes (foi também no meu passado) um companheiro em certas horas. 

Mas, pais que fumam e tentam disfarçar o ambiente, ligando ventiladores, abrindo janelas ou colocando aromatizantes, quase nada fazem de proveito, pois especialistas identificaram já há algum tempo outra ameaça à saúde dos filhos: o fumo de terceira mão.

Esse é o termo usado para descrever a mistura invisível, porém tóxica, de gases e partículas impregnadas nos cabelos e roupas de fumantes, sem mencionar travesseiros e carpetes, que permanecem por muito tempo após a fumaça sair do recinto. O resíduo inclui metais pesados, cancerígenos e até materiais radioativos com que crianças pequenas podem entrar em contato e ingerir, quando estão engatinhando ou brincando no chão. Médicos do Hospital de Crianças MassGeneral, em Boston, cunharam o termo “Fumo de terceira mão” para descrever essas substâncias químicas em um novo estudo que se focou nos riscos que elas representam a bebês e crianças. O estudo foi publicado em edição do periódico Pediatrics. “Todo mundo sabe que o fumo de terceira mão é prejudicial, mas disso eles não sabiam,” disse o doutor Jonathan P. Winickoff, autor líder do estudo e professor assistente de pediatria da Escola de Medicina de Harvard. 

Uma mão segurando um cigarro aceso soltando uma leve fumaça, sobre um fundo azul.

Fumo de terceira mão é aquele cheiro que sentimos quando um fumante entra no elevador ou transporte coletivo após ter saído para acender um cigarro, ele disse, ou em um quarto de hotel onde pessoas fumaram. “Seu nariz não mente,” ele disse. “Isso é tão tóxico que seu cérebro diz a você: ‘saia daqui”. “O que ouvimos em diversos grupos foi: “ligo o ventilador e a fumaça desaparece”. O doutor Philip Landrigan, pediatra que lidera o Centro de Crianças de Saúde Ambiental, na Escola de Medicina Mount Sinai, de Nova York, disse que o termo fumo de terceira mão é novíssimo e tem implicações comportamentais.

“Fechar a porta da cozinha ou área de serviço para fumar não protege as crianças dos efeitos da fumaça”, ele disse. “Existem substâncias cancerígenas nessa fumaça de terceira mão”.

Entre as substâncias do fumo de terceira mão, estão o cianureto de hidrogênio, usado em armas químicas; butano, usado em fluidos de isqueiros; tolueno, encontrado em solventes; arsênio; chumbo; monóxido de carbono; e até polônio-210, um cancerígeno altamente radioativo.

Está aí um ingrediente a mais para dar um basta no cigarro, visando preservar nosso corpo carnal e o espiritual. 

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Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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