Educação dos filhos

Pai Novo

Pai e filho tocando as mãos em praia.
Andrews Rodrigues
Escrito por Andrews Rodrigues

Um pai segue no caminho reto quando tudo o que faz visa o bem dos filhos e não o desejo bruto de seu ego.

Deixa de lado sua bagagem emocional e coloca na frente algo novo, que deve ser criado em especial para suas crianças. Não se deve tentar reproduzir a educação de seus próprios pais, não se deve tentar moldar o filho ou a filha a seu gosto, a seu bel prazer, fazer deste uma pequena cópia de si mesmo.

Pai segurando criança na praia.

Pouco se conta sobre os erros dos pais na criação, mas converse com um psicólogo, um psicanalista ou um constelador familiar. Boa parte dos desequilíbrios na vida dos adultos vem da criação dos pais, dos desentendimentos, da pressão, da cobrança, do cuidado demasiado, do apego, da indiferença.

Para ser um pai, um bom pai, é preciso estar bem pronto ou ao menos estar bem ciente da sua própria relação com seus pais para não repetir os padrões negativos que lhe causaram tantos transtornos. Deixar de lado toda a bagagem recebida da sociedade do que é certo ou errado, do que deve ou não deve ser um pai, do que é bom ou ruim para uma criança.

Pai levando crianças para passear no parque.

Cada criança é um diamantezinho na espera da lapidação, e a maioria dos pais não tem qualquer ferramenta para esse trabalho delicado.

Moldam-se crianças em uma forma já untada pelos padrões sociais. Robozinhos sendo educados nas chamadas escolas de modo a se matar a cada dia a essência vital que torna originais esses pequenos seres.

Todos sentem que algo está errado no mundo, mas olham sempre para o lado errado, apontam o dedo uns para os outros, “o problema é fulano”, “o problema é o governo”, “na minha época era diferente”, “o ‘diabo’ tomou conta do mundo”. Porém ninguém olha para a causa primária de todo o problema. Si mesmo.

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Acima disse sobre os grandes problemas que os adultos enfrentam devido a uma criação descuidada dos pais. Esse é o grande problema de não entender a fundo sua relação com seus pais, pois qualquer problema com eles pode e muito certamente será replicado na criação de seus próprios filhos. Se analisar por que foi criado por seus pais do modo que foi verá que eles apenas replicaram o modo de criação que receberam, sendo que o pai é mais provável de repetir isso. As exceções geralmente se encontram onde os pais identificam como e onde sofreram na infância, e trabalham de algum modo isso, cuidando assim para não projetar o mesmo em suas crianças.

Homem e criança dando as mãos.

E como ser um pai novo? O pai da Nova Era?

Primeiro de tudo é se tornar um bom filho, um bom irmão, um bom amigo, um bom namorado, um bom marido, um bom homem. Ser o melhor para você mesmo, cuidar de si, trabalhar com qualquer trauma ou dificuldade que tenha com seus pais, tratar feridas desse passado. Estar pronto para assumir a nova responsabilidade na vida, que é guiar uma nova alma que vem experienciar este mundo tão belo e caótico.

Acompanhe as mudanças do mundo e mude junto. Tudo o que permanecer estagnado irá ser arrastado sem dó ou piedade, é como a evolução funciona. Vai acontecer quer queira ou não. Adaptar-se e crescer vale para todas as áreas da vida, e os padrões do que representa ser um pai já mudaram há certo tempo, embora muitos resistam em compreender e/ou aceitar.

Pai ao lado da filha.

Bem, estas foram algumas palavras do que eu, em minha experiência, considero importante para a aguardada hora de me tornar um pai. Quero estar pronto para tomar as decisões corretas na tão delicada tarefa de guiar este pequeno ser que virá confiando em mim para que seus primeiros anos nesta terra sejam de amor e compreensão.

Um beijo a todos os pais e que a consciência se expanda.

Sobre o autor

Andrews Rodrigues

Andrews Rodrigues

Há anos atrás surgia por estas terras um pequeno garoto, um garoto que amou logo de cara o que viu. Um pequeno sonhador, explorador do quintal de casa, curioso pelas coisas a fora. Este pequeno amava desde cedo criar, e explorava sua criatividade com uma folha e lápis na mão, desenhando seus personagens preferidos.

Os anos passaram e o pequeno esticou em tamanho, porém a curiosidade e ânsia em criar se mantiveram as mesmas. Hoje o garoto tem novas ferramentas e conhecimento para explorar mais e mais. Hoje o quintal é maior, relativamente maior. As experiências muito mais desafiadoras e as vezes assustadoras, mas o desafio maior é manter viva a alegria do garoto, mesmo em meio a tantos obstáculos.

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