Convivendo

“Pessoas de lua”

Mulher segurando uma xícara de chá e olhando para janela sentada em sua mesa da cozinha
123RF/ Antonio Guillem
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Quantas vezes nos deparamos com pessoas que podem ser colegas de trabalho ou até parentes e residentes na mesma morada, que dizem: “hoje eu não estou nos meus dias”, “hoje não estou bem”?

De fato é comum encontrarmos pessoas assim; e certamente, para quem recebe essa afirmativa, não é fácil procurar meios para se comunicar e conviver, já que um simples gesto ou palavra pode complicar o relacionamento.

Dizemos que essas pessoas, por se reconhecerem problemáticas, já de antemão procuram avisar que não estão legais, o que até certo ponto é benéfico com relação a outrem.

Homem encostado na janela olhando para fora e pensando
Ethan Sykes/Unsplash

Mas o pior são aquelas criaturas que são “de lua”, como se diz, e não reconhecem tal comportamento, achando que a maneira como se conduzem (normalmente magoando os outros) é ser normal, o que faz com que seja difícil se obter uma conversação harmônica, pois estão sempre prontas a vir com “pedras na mão” ou com respostas inadequadas. Pior ainda, se essas pessoas ocupam cargo de chefia ou liderança na família, quando se faz necessário um “jogo de cintura” para se conviver com elas.

O que intriga a todos é o motivo pelo qual agem assim, pois notemos que não sentem prazer no proceder.

Explicamos que acordar sem ter dormido bem, ou ter de véspera um problema mais sério para resolver, ou não procurar elevar o pensamento à crença que tiver pela manhã, faz com que o dia se inicie conturbado. E, como é necessário o contato com outras pessoas, que muitas vezes têm o mesmo perfil, acaba acontecendo um confronto de estado de ânimo.

Mulher triste encostada em uma janela com vidro
Danny/Unsplash

Como estamos cercados por espíritos que têm uma sintonia com nossa maneira de pensar e nos conduzir, espíritos que muitas vezes adoram produzir contendas e ver “um barraco armado”, intuem-nos para que entremos em conflito.

Certamente uma pequena prece ao acordarmos, logo que abrimos os olhos, evita grande parte dos incômodos durante o resto do dia, e assim estaremos afastando de nós espíritos pertencentes à classe de zombeteiros, e por consequência atrairemos entidades mais equilibradas, que, ao invés de se comprazerem no mal, nos fornecerão intuições benéficas na solução dos mais diversos problemas que por ventura estivermos prestes a enfrentar durante o dia.

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Ninguém vem ao mundo predestinado a ser aluado ou ter temperamento incomodativo para com os outros. Nós é que, ao longo do tempo, nos acostumamos a não vigiar nossas atitudes e acabamos nos acostumando no mau proceder. Justificamos dizendo “hoje não estou bem”, tentando mascarar a falta de consideração ao próximo, cuja atitude passa a fazer parte de nossa personalidade e é reforçada pela influência que os desencarnados a nossa volta exercem.

Tenhamos firmeza nos pensamentos e pensemos um pouco mais em outrem, e certamente essa “lua” vai mudar.

Bons pensamentos a todos!

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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