Convivendo

Quando o sentimento de tristeza é um processo para a criatividade

Pessoa segurando uma lampada acesa ao lado de bolinhas de papel
123RF
Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu

Alguns de nós sentem nas emoções negativas uma energia poderosa de criação; como se toda a nossa mente se tornasse muito mais receptiva aos estímulos, muito mais forte a aprofundar sentimentos, muito mais engenhosa. A tristeza desenha-se assim como um terreno fértil para a criatividade.

“A criatividade na tristeza é uma defesa para sair dela.”

Muitas vezes a criatividade na tristeza é apenas um meio para encontrar soluções para esse sentimento. Uma forma de escape da dor, uma autodefesa, um remédio para uma mente que está negativamente abalada.

Por outro lado, e em oposição, existem os que buscam a tristeza de forma propositada.

“Há quem goste da tristeza, pois nela busca a criatividade para fazer o que gosta.”

Vaso com flores mortas
Annie Sprat/Unsplash

Há indivíduos que se agarram na tristeza, na melancolia ou na nostalgia com uma percepção de que nelas e com elas irão surgir bons pensamentos e ideias. Como se esse sentimento desenvolvesse um foco na tarefa com muito mais profundidade.

As emoções fluem sem travão e a pessoa não tem medo de as explorar e tirar partido delas. A tristeza está mais relacionada ao interior em oposição aos sentimentos de felicidade ou euforia que extravasam para o exterior. A tristeza é um sentimento maduro no sentido de que não representa uma reação instantânea a um estímulo. É antes um sentimento que se constrói a partir de um ponto e é alimentado com recordações, com memórias, com análise constante das nossas vivências mais negativas, com perdas e sentimentos de impotência.

Mulher sentada no chão da sala lendo um livro

A tristeza é interna, é nossa, muito própria. A tristeza provavelmente fará com que nos conheçamos melhor e mais profundamente e por essa razão é o caminho de abertura para o nosso lado mais criativo.

Por outro lado, e se refletirmos bem sobre a questão, o inverso também pode ser uma realidade. Pessoas com mentes mais criativas podem de certa forma ser mais propensas à tristeza. Intelectos mais desenvolvidos, mais amplos e com menor barreira tendem a criar mais, mas, por outro lado, tendem a ver a realidade em toda a sua plenitude.

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A dureza dessa realidade torna-nos pessoas mais introspectivas, mais sós. Numa relação de dois sentidos, num vaivém de sentimentos e emoções e racionalidade, a tristeza e a criatividade caminham lado a lado, uma alimentando-se da outra.

Sobre o autor

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, psicanalista, neuropsicanalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e especialista em neurociência cognitiva e comportamental, neuroplasticidade, psicopedagogia e psicologia positiva.

Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional.

Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo, criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil.

Lançou os livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, “Como Se Tornar Uma Celebridade”, “7 Pecados Capitais Que a Filosofia Explica” no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, sendo considerado um dos maiores do mundo.

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