Comportamento

A diferença entre ser “bom” e ser “bonzinho”

Mulher segurando duas expressões de seu rosto
Vanessa Delfino
Escrito por Vanessa Delfino

Sabe aquelas pessoas que ficam na rua oferecendo cursos de marketing, de inglês, de administração, de informática? Que te abordam perguntando qual seu objetivo profissional e depois dizem que um desses cursos vai te ajudar a ter uma melhor qualificação no mercado de trabalho?

Pois bem.

Nunca dei muita atenção a essas pessoas

Sempre inventava alguma desculpa para encerrar logo a conversa, mas hoje acabei cedendo e dando corda. Sei lá, queria ver no que ia dar. E deu numa dor de cabeça que ainda estou resolvendo.

Acompanhei a moça que me abordou até a sala onde o gerente me falaria o preço dos cursos. Já enquanto subia as escadas, sentia que aquilo ia dar problema, mas mais uma vez não dei ouvidos a minha intuição e o pior é que sei que minha intuição nunca erra. Vieram falar comigo, passaram os valores – ABSURDOS! – e me ofereceram desconto.

Mulher cruzando os braços em X

Falei que não tinha dinheiro disponível naquele momento para investir num curso, disse que me viro sozinha e que não gosto de pedir dinheiro para os meus pais, aleguei que não queria pagar mais nada no crédito antes da minha fatura virar e que gostaria de mais tempo para pensar e que, se fosse o caso, voltaria. Disse também que quero ser escritora e que nenhum daqueles cursos me ajudaria naquele momento.

Mesmo eles me olhando como se fosse uma E.T. e chegando a falar que nunca viram alguém que gostasse tanto de escrever a ponto de transformar isso em profissão, continuaram insistindo. Óbvio que não queria nem olhar mais para a cara daquelas pessoas: dois sentados na minha frente e um em pé, todos me pressionando. Nesse momento me veio um pensamento:

É nisso que dá ser BOAZINHA, você acaba sendo feita de trouxa porque não fala um simples “não”. Se você fosse BOA, teria poupado o seu tempo e o tempo deles.

É isso: às vezes a gente se mete em cilada por querer ser educado demais, simpático demais, por ter medo de desagradar. Que necessidade é essa de querer agradar que nos faz ter dificuldade de falar “NÃO” com firmeza? Na verdade, nem sou tão trouxa assim, eu que paguei para ver mesmo e me arrependi. Mas se não fosse por esse acontecimento, não teria o aprendizado, nem o texto.

Resumo da história

A pressão foi tanta (para se ter ideia, quando falei que não estava com o cartão de crédito, o gerente chegou a pedir para a moça me acompanhar até em casa para pegar) que acabei assinando um contrato sem nem ler e ainda esqueci de pegar uma cópia. E eles também não me deram e ainda me disseram que se eu quebrasse o contrato teria que pagar uma multa. Agora estou me preparando psicologicamente para o estresse que está por vir.

Tem muita gente caloteira e aproveitadora por aí, não dá para esperar que todos sejam sensatos ou que sempre haja alguém para te ajudar, ou que Deus vai resolver o problema por você. Aliás, sei que Deus nos dá todas as habilidades que vamos precisar para nos virarmos nesta vida, e uma das que Ele me deu foi a força, a capacidade de ser firme e criar barreiras. Era aquele o momento de fazer uso dessa qualidade, mas fui ser BOAZINHA e deu no que deu.


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Sobre o autor

Vanessa Delfino

Vanessa Delfino

Aprendiz da vida, acho que esse é o termo que melhor me define, além de louca, é claro.

Tenho um amor profundo pela arte e me mantenho aberta a todas as experiências que a vida tiver para me ensinar. Através do teatro, da dança, da música e da escrita eu me descubro, encontro habilidades infinitas e encaro melhor a vida. Cada experiência é uma descoberta e uma aventura que quero compartilhar com o maior número possível de pessoas.

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