Sabemos que grande parte das maiores invenções no mundo surgiu a partir de uma série de problemas que rezam a questão em que foi criada tal suposta solução, mas existem soluções que não deixam de trazer problemas políticos e sociais até os dias de hoje, inclusive, de riquezas naturais que podem impedir o avanço de novas possibilidades por motivos de monopólio e outros tipos de arbitrariedade por parte do poder de quem controla essa fonte de riquezas.
Muitas vezes, não bastam boas intenções se não há boas relações com objetivos que possam ser benéficos ao coletivo da sociedade. Estamos passando por momentos históricos na política mundial, em que os poderosos aparentam boas intenções, mas que podem dizimar vidas por conta do ego estrutural de poder. Um dirá: “É meu território”, e outro dirá: “Está nas minhas terras, é meu”, bem como outro dirá: “É meu por ter mais poder”.
Vejam se não são adultos infantilizados que parecem não querer renunciar a um brinquedo roubado.
Assim ocorre nos menores detalhes das simples sociedades em todo o planeta, isto é, nossa humanidade tem doença mental e não há o que fazer senão um mínimo de consciência e rotina em tentar transmitir a realidade fora das alucinações de cadáveres adiados.
Muito se fala em exposição da experimentação das intenções com apoio da máquina do poder público (Congresso, Senado e poder jurídico) para legalizar os projetos que saíram de intenções, e sabemos que aqui no Brasil, particularmente, intenções se cobrem de desvios e comissões divididas para setores políticos organizados.
Quando a intenção é vista de boa-fé, basta analisar o efeito, o que seria sem essa ação e o que pode acontecer com essa ação. Neste sentido, vamos encarar a realidade de que a maioria plena das intenções possui um véu que tenta esconder o óbvio (benefício egoísta).
Não obstante, sem o erro de generalizar, uma parte pequena dos resultados das intenções pode beneficiar a dualidade; no entanto, mais de 90% das instituições inclinam-se para a direita ou para a esquerda, portanto, poucos podem beneficiar os 2 lados, uma vez que um contrato social vigia e pune os valores opostos ao total da intenção teoricamente.
Ser um ponto de referência de equilíbrio é quase um palavrão, ao mesmo tempo que a dualidade perde sentido ao definir um lado que por si só se vê como a intenção certa, em que aquilo que pensar diferente precisará ser punido pela exclusão ou pelo combate militante. E não se trata de política; trata-se de você em seu convívio social, mas vale discernir o campo político, que também adora muito esses aspectos de uma avaliação crítica.
Eu, Nilo Deyson Monteiro Pessanha, fundei no mundo a filosofia da imparcialidade participativa, na qual, a partir desta dimensão, estará essa proposta filosófica de crítica sobre os mistérios da dualidade e a penetração sob solos ocultos da propriedade intacta antes da validação de sua problemática e sua forma de ser no mundo convencional.
Voltamos ao que a intuição pode ajudar na intenção. Talvez ela possa cometer muitos erros por se debruçar tão somente sobre o interesse inicialmente e se esquecer dos interstícios posteriormente, em que cenários mudam e começam a surgir jurisprudências das mais variadas formas em relação à previsibilidade e consequências observáveis que se limitaram ao subestimar o outro lado da margem quanto à sua extensão, que poderia ser melhor e menos complexa para validar um consenso coletivo.
Obviamente, o tempo todo ambas se dão por criar estratégias para demonstrar que a intenção tem um planejamento construtivo e benéfico à sociedade, mas, com vênia, reparar antes de validar seria sensato e prudente. O mundo precisa refletir melhor suas loucuras e invenções, como, por exemplo, a bomba nuclear, que é de tal imbecibilidade que parece crianças disputando um brinquedo ou um quintal para se divertir e não medem as consequências, porque crianças são assim, brincam sem levar em conta as consequências de poder se arranhar, se machucar ou até mesmo perecer.
Estamos em um mundo louco e os valores invertendo sentidos. Teríamos uma série de invenções e projetos que deram em caos e discussões por não atenderem a interesses específicos, e sabemos a importância de regularizar uma ideia se essa for de cunho político-social, e, neste sentido, uma espécie de aproximação da polis se faz inevitável. Quanto às ideias individuais na vida humana em suas tomadas de decisão, precisamos verificar se não se trata de consequência de traumas e outros elementos que moldam a persona do sujeito; logo, podemos entrar no campo psicológico da questão.
Nossas experiências no mundo podem, sim, mudar nossa realidade a partir das ideias de realidade de mundo, que na maioria das vezes não condizem com a realidade convencional da sociedade em um senso comum. Exemplo: Um homem traiu sua esposa por ter uma esposa que é muito ciumenta, a ponto de impedir que ele veja a mãe e os amigos, ao passo que ele acaba por conhecer uma mulher mais equilibrada e de alto astral diferente. Ao que ele resolveu, portanto, pedir a separação, e sua mulher não aceita. Bom, do ponto de vista da ética, essa ideia de pedir a separação é válida para que ele não tenha problemas de traição e mantenha a conduta da moral integral ao seu caráter; no mesmo caso, do ponto de vista da sociedade, a decisão de separação é vista com repúdio por grande parte e a decisão vai mudar a realidade dos envolvidos na questão. Veja como a vida é complexa ao idealizarmos uma vida que fosse ideologicamente melhor, porque aquilo que é melhor para nós vai afetar outras vidas, dependendo do contexto e do espírito do tempo. Viver o mundo é caos constante, e precisamos estudar a mente humana e suas características em detalhes de graus de consciência e razão.
Uma outra opção de hospedagem da investigação sobre o curso das boas ideias ou intenções seria o caminho da não necessidade peculiar em detrimento do bem coletivo. Se há possibilidade de uma ideia, uma construção de ideologia ter a grandeza de atender tão somente ao coletivo que abrace a dualidade, isto é, que possa verificar seus efeitos, tais quais: (a) o que isso mudaria se aplicado? (b) Sem isso, como fica o cenário atual? Seria possível verificar se isso não tem uma ideologia de espírito maquiavélico no sentido filosófico-político? O futuro de todas as ideias e intenções está sob a moral dos fortes, que controla a servidão voluntária do inconsciente coletivo.
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Segredos e regras universais jamais serão compreendidos por mentes limitadas, e fica o único espaço que lhes cabe, a saber, suas próprias atitudes de construção a partir das intenções e ideias que, mesmo sendo limitadas do ponto de vista da totalidade das forças existentes ocultas, ainda servem para manter uma sociedade moralmente sob o controle das leis vigentes que possa frear os impulsos da natureza primária do animal humano.
Sugiro que conheça a filosofia da imparcialidade participativa e os grandes filósofos da história em seus textos mais importantes sobre o cérebro humano. Vejamos se sua vida muda ou não após o acesso ao conhecimento construtivo de uma mente forte. Tudo é flexível e as possibilidades se encontram nos interstícios entre uma vênia e uma unanimidade, mesmo com jurisprudência e justificativa sem metodologia estrutural.
Palestrante:
Filósofo Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Instagram: @Palestrante Nilo Deyson Monteiro
O mundo das ideias é um processo bastante complexo e a vida é caos puro.
“Agora que nada do que se criou se fez valer, vamos militar oposição até que nossa boa intenção venha tomar o poder ou esquecemos e vamos demitir os políticos?”
