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O universo existe da forma como o vemos ou da forma como somos capazes de vê-lo?

Imagem da silhueta humana olhando para o universo/céu estrelado, sugerindo a ideia de realidade expandida e percepção limitada.
Benjamin Farren / Pexels / Canva
Escrito por Giselli Duarte

A percepção da realidade é limitada pelos sentidos e pelos filtros cognitivos que moldam a experiência humana. O cérebro interpreta estímulos incompletos e constrói uma versão subjetiva do mundo. Dessa forma, o que se compreende como realidade pode ser apenas uma representação parcial daquilo que existe, influenciada por fatores internos e externos.

Passamos a vida acreditando que enxergamos o mundo como ele é. Olhamos para uma árvore e pensamos estar vendo a árvore. Olhamos para o céu e pensamos estar vendo o céu. Olhamos para outra pessoa e acreditamos estar vendo quem ela realmente é.

Mas será que é isso mesmo que acontece?

Nossos olhos captam apenas uma pequena faixa da luz que existe. Há comprimentos de onda circulando ao nosso redor que não vemos. Alguns animais enxergam cores que jamais veremos. Outros percebem campos magnéticos, vibrações ou frequências que passam completamente despercebidas para nós.

O que chamamos de realidade talvez seja apenas uma versão traduzida da realidade.

O cérebro recebe informações limitadas, interpreta esses dados e constrói uma experiência que chamamos de mundo.

Talvez seja por isso que duas pessoas possam viver exatamente a mesma situação e sair dela com conclusões completamente diferentes.

Não observamos apenas o que está diante de nós. Observamos por meio de nossas memórias, crenças, medos, expectativas e experiências.

Uma pessoa vê uma oportunidade. Outra vê um risco.

Uma vê um recomeço. Outra vê uma perda.

O acontecimento é o mesmo. A experiência é diferente.

Isso levanta uma pergunta interessante: quanto do mundo pertence ao mundo e quanto pertence ao observador?

A física moderna trouxe questionamentos que desafiaram a ideia de uma realidade simples e objetiva. Quanto mais os cientistas investigavam a matéria em seus níveis mais profundos, mais percebiam que o universo parecia escapar das explicações intuitivas que usamos no cotidiano.

Ao mesmo tempo, a experiência humana também revela algo semelhante.

Quantas vezes você descobriu que estava completamente enganado sobre alguém?

Imagem de uma mulher observando o mundo diante de um lindo pôr do Sol, simbolizando percepção e interpretação da realidade.
AzmanL / Getty Images Signature / Canva

Quantas vezes interpretou uma situação de uma forma e, anos depois, percebeu que ela tinha outro significado?

Talvez enxergar não seja apenas receber informações.

Talvez enxergar seja interpretar.

E interpretar é um processo profundamente influenciado por quem somos.

Isso não significa que cada pessoa cria seu próprio universo. O mundo continua existindo independentemente das nossas opiniões. Mas a forma como o experimentamos passa inevitavelmente pelos filtros da consciência.

Talvez a realidade seja muito maior do que a versão que conseguimos perceber.

Talvez existam camadas da existência que nossos sentidos não alcançam.

Talvez o universo seja mais vasto, mais complexo e mais surpreendente do que a pequena janela através da qual o observamos.

E talvez uma das formas mais interessantes de crescimento não seja acumular respostas, mas ampliar a capacidade de perceber.

Porque quanto mais aprendemos, mais percebemos uma possibilidade desconfortável e fascinante ao mesmo tempo:

Talvez nunca tenhamos visto o universo exatamente como ele é.

Talvez tenhamos visto apenas aquilo que, até agora, fomos capazes de enxergar.

  • Giselli Duarte

    Giselli Duarte

    Fundadora da Terapeutas Digitais | Estrategista de Negócios
    [email protected][email protected][email protected](12) 99629-2906@giselliduarte_@app.terapeutas.digitaisgiselliduarte.comgiselliduarte.com/ensaios@nocaminhodoautoconhecimento@terapeutasdigitais@giselliduarte_1linkedin.com/in/giselliduartegiselliduarteeeeTerapeutasDigitais@Terap_Digitaisopen.spotify.com/show/1rpsi8CvX8mM6Fa1R3e2Hy?si=LCFtTezQQWSGWBo8HB3cJg&utm_source=whatsapp

    Giselli Duarte atua na interseção entre negócios, inovação, comportamento humano e comunicação estratégica, apoiando profissionais e empresas na construção de posicionamentos consistentes, no desenvolvimento de processos e na tomada de decisões relacionadas ao crescimento de seus negócios.

    É fundadora da Terapeutas Digitais®, empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções para psicólogas e terapeutas. Ao longo dos anos, o projeto evoluiu e ampliou sua atuação, reunindo estratégia, comunicação, marketing, gestão, tecnologia, produtos digitais, mentorias, consultorias e outras soluções desenvolvidas especificamente para esse mercado.

    Também é fundadora da Prana Comunicação, marca por meio da qual atua com empresas de diferentes segmentos, integrando estratégia, comunicação, marketing e desenvolvimento comercial. O trabalho envolve áreas como posicionamento, planejamento, comunicação institucional, presença digital, produção de conteúdo, LinkedIn, e-mail marketing, prospecção B2B, materiais comerciais, sites e apoio ao desenvolvimento de novas oportunidades de negócio.

    Ao acompanhar empreendedoras ao longo dos anos, Giselli percebeu que determinados desafios de comunicação, vendas, posicionamento e gestão continuavam se repetindo mesmo após mudanças de estratégia. A partir dessa observação, criou o Método Origem, metodologia utilizada em suas mentorias, diagnósticos e projetos estratégicos para investigar o contexto em que determinados padrões, comportamentos e decisões foram construídos antes da definição de novas estratégias.

    Sua atuação parte da compreensão de que empresas são construídas por pessoas e que, por isso, determinados desafios empresariais também podem estar relacionados à forma como suas lideranças se comunicam, tomam decisões, estabelecem relações, respondem às mudanças e conduzem o próprio negócio. Essa perspectiva aproxima sua experiência em estratégia e gestão dos estudos desenvolvidos ao longo dos anos sobre comportamento humano.

    Giselli é formada em Marketing, possui MBA em Gestão Estratégica de Negócios e pós-graduações em Design Gráfico, Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing, Psicanálise Clínica, Inteligência Emocional e Constelação Familiar Sistêmica. Também possui extensão em Gestão de Projetos pela PUC-Rio e atualmente cursa Direito.

    Paralelamente à formação acadêmica e empresarial, desenvolveu uma extensa trajetória de estudos ligados ao desenvolvimento humano e às práticas integrativas. É formada em Hatha Yoga e Reiki Master e possui estudos e formações em meditação, atenção plena, técnicas de respiração, práticas contemplativas, Programação Neurolinguística (PNL) e outras abordagens integrativas. Já ministrou aulas de yoga e meditação e criou o projeto Pranayama, que reuniu yoga, meditação e surf.

    Ao longo de sua trajetória profissional, atuou em diferentes setores e contextos, passando por tecnologia, comunicação, marketing, área comercial, empreendedorismo, engenharia e startups. Essa diversidade de experiências contribuiu para uma visão multidisciplinar sobre gestão, posicionamento, inovação, comportamento, processos e desenvolvimento de negócios.

    Giselli também possui uma trajetória consolidada na escrita. É autora de quatro livros e coautora de sete obras, além de participar de outros projetos editoriais. Escreve para o portal Eu Sem Fronteiras desde 2016 e também publica artigos na Revista Statto. Sua produção aborda temas relacionados a comportamento humano, comunicação, empreendedorismo, espiritualidade, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

    Também atua como instrutora de meditação nas plataformas internacionais Insight Timer e Aura Health, nas quais publica meditações guiadas, práticas de respiração e conteúdos relacionados à atenção, presença, yoga, autoconhecimento e desenvolvimento humano.

    Além da atuação empresarial, Giselli realiza mentorias voltadas a empreendedoras. Os acompanhamentos podem envolver estratégia, posicionamento, comunicação, marketing, vendas, gestão e questões relacionadas ao Método Origem, de acordo com o contexto, os objetivos e as necessidades de cada negócio.

    Também atua como mentora voluntária na Rede Mulher Empreendedora (RME), apoiando mulheres na análise de desafios relacionados à gestão, posicionamento e desenvolvimento de seus negócios.

    Sua trajetória reúne áreas que, à primeira vista, podem parecer distintas, como negócios, comunicação, tecnologia, comportamento humano, psicanálise, pensamento sistêmico, yoga, meditação e terapias integrativas. Em sua atuação, esses conhecimentos funcionam como diferentes perspectivas para compreender pessoas, empresas e os processos envolvidos na construção e no desenvolvimento de um negócio.

    Curso: Meditação para quem não sabe meditar Livros: Conheça meus livros Aplicativos: meditações guiadas disponíveis no Aura Health e Insight Timer