Autoconhecimento Comportamento

Como melhorar a autoestima? Qual a diferença com amor-próprio? Saiba aqui!

Mulher em ambiente externo se olha em espelho.
Ben Schonewille / 123RF
Escrito por Moshé Bergel

Autoestima é a percepção negativa ou positiva que o indivíduo adquire de si ao ter ciência de seus atos, do seu comportamento, do seu modo de ser. Para o pai da psicanálise, Sigmund Freud, a autoestima está relacionada ao ego.

Ela é fundamental para a saúde física e mental de qualquer indivíduo, pois a partir da percepção que temos de nós mesmos geramos sentimentos que podem ser benéficos ou nocivos para a nossa saúde mental e qualidade de vida como um todo.

A autoestima reflete a aceitação que temos de nós mesmos. Se, por algum motivo, essa aceitação for negativa, alimentaremos pensamentos de inferioridade, que afetarão nossa confiança e incentivarão uma autocrítica exageradamente rígida, uma autocensura, um autoboicote.

Há também consequências no outro extremo, quando o indivíduo adquire uma percepção superestimada de si e desenvolve o que conhecemos como narcisismo ou assume uma postura egoísta.

Os dois extremos não são desejáveis, pois costumam trazer consequências negativas. O sentimento de inferioridade impede o indivíduo de explorar todas as suas potencialidades, deixando oportunidades passarem e se resignando a uma vida medíocre.

O sentimento excessivo de superioridade tende a alimentar muitos conflitos, causar separações, conduzir a uma percepção fantasiosa da realidade e provocar grandes quedas.

Em uma sociedade marcada por desigualdade social, crise econômica, desemprego e violência, creio que não seja estapafúrdio supor que o sentimento de inferioridade, a baixa autoestima, prevalece em nossos tempos.

Mulher cabisbaixa apoia o rosto em sua própria mão.
Andres Ayrton / Pexels

Por isso, meu foco neste artigo será o de passar algumas dicas, a partir das minhas experiências em consultório e dos meus estudos, de como melhorar a autoestima. Quais pensamentos e atitudes podem ser úteis para uma pessoa com uma percepção negativa sobre si?

Mas antes de responder essa pergunta aproveito para esclarecer outra questão que costuma gerar muitas dúvidas.

Qual a diferença entre autoestima e amor-próprio?

Muitos pensam que são a mesma coisa, ou seja, que são termos sinônimos, mas isso é um engano.

Basicamente, a diferença entre autoestima e amor-próprio é que o primeiro é uma qualidade e o segundo, um sentimento.

Como vimos, autoestima é uma avaliação sobre a própria imagem que pode ser positiva ou negativa.

Quando a pessoa tem uma boa autoestima, aceita-se do jeito que é, tem confiança em si mesma, pode-se dizer que isso é uma boa qualidade. Afinal, nem todos gozam de uma boa percepção sobre a própria imagem ou têm todas suas questões internas resolvidas.

Estar bem consigo mesmo em uma vida repleta de dificuldades e desafios é sem dúvida uma qualidade.

O mesmo para o lado contrário. Uma visão distorcida e exageradamente desfavorável sobre si é uma qualidade, mas negativa, pois indica que a pessoa ainda não reúne condições internas para se julgar de acordo com a realidade.

Já o amor-próprio é um sentimento de estima, dignidade ou respeito que cada um tem pela sua pessoa. Independentemente da visão que o indivíduo tenha sobre sua personalidade ou jeito de ser, talvez até ache que poderia ser melhor, gosta do que gosta, ama a si mesmo com todos os seus supostos defeitos e qualidades.

Dicas para melhorar a autoestima

Autoestima elevada é sinônimo de força, resistência a situações adversas. Mas quando ela não se encontra em alta o que pode ser feito para elevá-la? Quais seriam boas práticas para elevar a autoestima?

Sem culpa

A primeira medida é eliminar o sentimento de culpa. Esse sentimento é um dos principais motivos de rebaixamento da autoestima. A culpa constante por não estarmos fazendo algo ou ter feito algo que não devia, a ideia de ser culpado pela vida que leva.

Chega de se apegar ao passado. Pense que é livre para fazer o que quiser, inclusive o que sabe que tem que ser feito. Pense que cada minuto tem presente uma oportunidade de mudança.

Mulher com a mão sobre um dos olhos. Ao fundo, há um lago. Imagem em preto e branco.
Vlada Karpovich / Pexels

Troque o sentimento pelo que fez ou devia fazer pela boa expectativa de começar a fazer um novo começo.

O ponto pacífico é: alimentar sentimento de culpa não ajudará em nada a elevar a autoestima.

Chega de comparações

Temos a mania de nos compararmos aos outros, muito estimulados por uma lógica de competitividade presente em nossa sociedade. Mas medir o seu sucesso pelo sucesso dos outros é cultivar frustrações.

Cada ser é dotado de experiências e de uma trajetória única. O ideal de felicidade de um não corresponde necessariamente ao ideal de felicidade do outro.

A vida não tem base de comparação: faça o que te faz feliz, o que te faz bem.

Você quer ser o novo gerente porque acha que tem condições, qualidades, aptidões para exercer esse cargo ou porque entende que o ideal de sucesso disseminado na sociedade é exercer um cargo de liderança?

Aceite-se do jeito que é, batalhe pelas conquistas que almeja sem olhar para o gramado do vizinho. É você que deve estabelecer o seu ideal de realização e felicidade.

O futuro (nem sempre) repete o passado

Uma crença limitante que colabora para manter a baixa autoestima é a ideia de que, pelo fato de ter falhado no passado, ter tido más experiências, o episódio voltará a ocorrer.

Não deixe essa percepção te aprisionar, inibi-lo a voltar a entrar em cena, a tentar novamente. Não é porque as coisas não deram certo no passado que elas voltarão a ocorrer da mesma forma.

As coisas mudam, você muda, desenvolve novas habilidades, adquire uma nova visão sobre o mundo e as coisas. Nada se repete igualzinho ao passado.

Perdoe a si mesmo

Você sabe: errar é humano e se você perdoa os erros dos outros, por que não perdoará os próprios?

Mulher, com os braços abertos, inclina-se para trás em campo de flores. Seus cabelos estão ao vento.
Olga / Pexels

Desenvolva um olhar compassivo para seus atos. Não significa deixar de se cobrar, mas não encarar qualquer erro seu como algo imperdoável, pois deixar de falhar é impossível. Faz parte da natureza humana.

Busque o autoconhecimento

Outra forma de melhorar a sua autoestima é entender o que funciona para você. O que te faz sentir mais autoconfiante? Aprender algo novo? Cantar? Fazer algo que já gosta? Praticar exercícios físicos?

Conhecer-se é fundamental para que entenda o que te ajuda a se sentir melhor e assim superar os momentos de crise, a ter novas ideias, reenergizar as baterias.

Se você tem dificuldade para compreender os seus gostos, o que realmente deseja, o que te faz sentir melhor, um apoio profissional sem dúvida poderá dar um suporte adequado.

Psicólogos e hipnoterapeutas são os mais indicados por trabalharem questões internas, examinar o passado, significá-lo e ressignificá-lo para um futuro livre de crenças limitantes.

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Sobre o autor

Moshé Bergel

Moshé Bergel é formado em:

- Hipnoterapeuta certificado pela National Guild of Hypnotists (fundada em Boston desde 1950)
- Seminário Internacional em Hipnoterapia Ericksoniana – Jeffrey Zeig PhD. – Fundador e Diretor do Instituto Milton H. Erickson Foundation – E.U.A.
- Formação de Hipnoterapia do Básico ao Avançado – Método TESS
- Curso Intensivo em Segredos da Hipnose Ericksoniana – George Szenészi – Certified Master Trainer em PNL e Diretor da Metaprocessos – Mudanças Humanas Aceleradas
- Coaching Estrutural Sistêmico pela Metaforum International
- Coaching Estilo Americano pela International Society of Coaching
- Coaching Emocional pela Metaprocessos – Mudanças Humanas Aceleradas
- Terapia da Linha do Tempo pela Metaprocessos – Mudanças Humanas Aceleradas
- Master Practitioner em PNL
- Monitor de Practitioner em PNL
- Pós-graduado em Cultura Judaica pelas Faculdades Renascença
- Graduado em Bachelor of Talmudic Law pela Ner Israel Rabbinical College (Baltimore, MD – EUA)
- Pedagogo pela Michlalah Jerusalem College
- Contador de Histórias pelo instituto Sedes Sapientiae

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