Relacionamentos

A árdua tarefa de namorar

Homem mexe em celular. Deste, saem corações.
Ion Chiosea / 123RF
Escrito por Nilton C. Moreira

Houve um tempo em que era demorada a caminhada para conseguir namorado ou namorada. Tudo iniciava em um flerte, uma leve aproximação de olhares completados com sorrisos, um abaixar de cabeças mostrando um recato ou uma expressão corporal demonstrando segredos e mistério e, às vezes, uma piscada de olho pelos mais atrevidos.

O tempo passou, e o telefone chegou dando a quem dele dispunha na época uma ferramenta impulsionante nas comunicações a distância, bastando que as partes descobrissem o número a discar e efetuassem ligações e lançassem, assim, seus galanteios e suas seduções.

Com um salto maior no tempo, chegaram as baladas, os barezinhos, os saraus e, por consequência, os encontros ocasionais que favoreciam que as pessoas se conhecessem sem compromisso de horário, alegando ser a noite uma criança. O amor parecia então ser livre de compromissos, e surgiram as expressões amizade colorida, ficar, curtir e tirar onda como variantes de namorar.

Mas a tarefa de namorar é bem cheia de meandros. Se é um período em que os casais se conhecem, é também o mais complexo da trajetória do relacionamento a dois, pois o compromisso não existe, e, de uma hora pra outra, pode-se desfazer o elo, pois, dependendo do momento e local onde os dois se encontraram, a atração sentida inicialmente pode se esvair num breve momento.

Homem e mulher abraçados sentados sobre um banco de madeira.
Andre Furtado / Pexels

Finalmente chegamos nos dias atuais, em que a tarefa de namorar ficou mais árdua. Hoje, com a pandemia, os rostos estão cobertos e é preciso procurar ler nos olhos a mensagem que cada um quer dizer. Claro que a máscara também proporciona certo mistério e charme para quem vê romantismo em tudo, mas também esconde a expressão facial, e o sorriso fica afeto à contração da maçã do rosto que flexiona os olhos.

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Se no passado tínhamos o telefone, hoje contamos com WhatsApp, Telegram, Skype, Facebook e tantos outros canais para os namorados se comunicarem, e com uma grande vantagem, que é o olhar em tempo real.

Mas, se em meio à pandemia está difícil alcançar o visual facial por inteiro, não nos preocupemos, pois os espíritos que somos certamente se reencontram e se reconhecem em meio às multidões, pois eles se identificam pela energia, pela aura que exala de sua psicosfera. Afinal é o espírito que ama, e não o corpo material. E certamente, quando essa conexão acontece, passa a existir uma simbiose apaixonante, inexplicável aos sentimentos. E o amor verdadeiro acontece.

Namorar é trocar uma energia ímpar. Feliz semana dos namorados.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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