Cidadania Convivendo

Acessibilidade

Que a nossa sociedade é excludente, todo mundo sabe, mas agora eu quero ver se você sabe o que se comemora dia 05\12? Não? Nessa data, comemora-se o Dia da Acessibilidade. Precisamos divulgar essa data. Que todos tenham acesso a tudo e a qualquer lugar. É inadmissível que, em alguns lugares de nosso país, ainda existam barreiras impendido a entrada de pessoas com deficiência. Por isso, é urgente e necessário uma política de inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. Uma política séria, e não só no papel.

Infelizmente ainda são muitos os desafios para construirmos uma sociedade includente. As barreiras são muitas, principalmente as barreiras sociais. Mas a pior de todas é a mental. Quando o sujeito coloca na cabeça que não vai conseguir, ele perde a esperança e a vontade de lutar. No entanto, não existem barreiras que não sejam superadas quando se tem apoio. O apoio é fundamental na superação dos desafios, sejam eles quais forem. Imagine um cadeirante, se ele não tiver apoio de alguém, de um parente, de um amigo, ele nem sai de casa, porque as vias, as calçadas, as ruas das cidades brasileiras não o favorece. Os agentes públicos precisam urgentemente atender as demandas dessa população.

Quando uma pessoa com deficiência, seja ela física, mental, intelectual ou sensorial, recebe apoio e incentivo para desenvolver o que ela quer fazer, naquilo que ela se capacitou, certamente ela o fará em igualdade de condições com as demais pessoas. Tudo o que uma pessoa com deficiência precisa, muitas vezes, é uma oportunidade. Infelizmente, a pessoa na sociedade atual não é vista por aquilo que ela é, e sim, por aquilo que ela veste, por aquilo que ela fala, pelos lugares que ela anda, com quem ela anda. O caráter, a índole, o respeito mútuo, parecem que se tornaram relíquia, coisa do passado. No entanto, é preciso lutar. É preciso dizer que o bem sempre vence e que a retidão é o melhor caminho.

O homem preconceituoso precisa esquecer o preconceito urgentemente. Para que se complete o arrependimento, é preciso que se abra ao outro. Que acolha o outro da forma que ele é, independentemente de sua ideologia partidária, de sua crença religiosa, de sua orientação sexual, se é uma pessoa com deficiência ou não. O bom é todo mundo junto e misturado!

Quatro garotas caminhando em um corredor a céu aberto, na escola. Uma delas é cadeirante.
Natee K Jindakum / Shutterstock

O humanismo deve falar mais alto em todas as tratativas entre as pessoas. O problema da acessibilidade é este: ninguém pensa no outro. Por exemplo, quando se constrói uma escola, não se pensa na minoria, se pensa sempre na maioria. A maioria dos estudantes não são cadeirantes, não possuem deficiência intelectual, hiperatividade etc.

Mudando essa lógica de pensamento, tenho certeza de que, num futuro próximo, viveremos numa sociedade mais includente, em que as pessoas possam frequentar o local que elas quiserem, sem o impedimento do livre acesso, e que as pessoas passem a respeitá-las por aquilo que elas são, pessoas humanas, e não por suas características físicas, sociais, morais, religiosas, intelectuais, sexuais etc.

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Por fim, o lugar da pessoa com deficiência é onde ela quiser estar, onde ela quiser frequentar, onde ela quiser trabalhar, respeitando, é claro, as especificidades, as características de cada um. E para que a acessibilidade seja de fato algo concreto em nosso país, é preciso que sejamos mais humanos e que sejamos capazes de construir uma nova vida, sem preconceito e sem rancor, como o Filho de Deus nos ensinou!

Sobre o autor

Luis Lemos

Luís Lemos é filósofo, professor, autor, entre outras obras, de “Jesus e Ajuricaba na Terra das Amazonas – Histórias do Universo Amazônico” e “Filhos da Quarentena – A esperança de viver novamente”.

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