Autoconhecimento

Aprenda a ensinar seus filhos a amar o que possuem

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

O fetichismo pela mercadoria, como definiu Karl Marx – estudioso das manobras do capitalismo- faz com que nós não demos mais valor ao processo de produção daquilo que consumimos, eliminando suas etapas até chegar em nossas mãos.

Esse fato aliado ao consumismo e à grande oferta de produtos acessíveis para compra tem feito todo nós, mas principalmente as novas gerações, a comprar desenfreadamente sem dar valor para aquilo que tem. E aí está um grande perigo.

A não valorização do material pode avançar e pular para outras etapas, em que a criança perde também alguns valores éticos e morais, desmotivadas a lutar por aquilo que desejam.

Novo cenário

É comum que pais queiram dar aos filhos tudo aquilo que podem. Porém, quando se trata de presentes materiais, a grande quantidade e facilidade de recebimentos deles faz com que um aparelho eletrônico de valor alto dado como presente no Natal, por exemplo, seja só mais um de todos aqueles brinquedos e recursos que o jovem dispõe.

Diferentemente do passado, a atenção das crianças de hoje em dia está difusa, dividida entre diversos assuntos, tecnologias e recursos. Cabe aos pais e adultos em volta dela trazê-las à realidade, clareando o valor de certas coisas e as alertando sobre esta perda em seu imaginário.

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Orientação

Não é necessário que seja aguardada a idade de trabalhar para fazer com que os jovens entendam o valor do trabalho duro. É tarefa dos pais e educadores ensinar-lhes que nada cai do céu e que seus objetivos devem ser colocados como metas pelas quais se deve lutar e correr atrás.

Algumas maneiras de introduzir esses conceitos no dia a dia dos pequenos são:

  • Atribuir-lhes tarefas dentro de casa. Deixá-los ter alguma responsabilidade fará com que enxerguem seu próprio esforço e aprendam a se organizar.
  • Fazê-los participar do orçamento familiar. Para os filhos já um pouco mais velhos, vale incluí-los nas contas do mês como conhecedores. Não é necessário expor números ou papéis, mas sim deixar claro o que foi gasto, como, por meio de que e quem realizará este pagamento.
  • Não dar tudo de mão beijada. Aceitar todos os pedidos das crianças é um grande erro dos pais. Com o intuito de agradar deixam de lado alguns itens importantes como o gasto que terão e, mais uma vez, a perda do valor de conquista para a criança.
  • Maneje uma mesada. Também para filhos com idade um pouco mais avançada, a mesada é uma boa opção para apresentá-los ao mundo “dos negócios”  e da racionalização.

  • Escrito por Julia Zayas da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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