Comportamento Convivendo

Como será a vida pós-pandemia?

Pessoa segurando uma máscara de proteção descartável para cima, com as mãos abertas.
123RF/Estanis Bañuelos
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos

Se perguntarmos para qualquer pessoa sobre o que ela espera da vida após a pandemia da Covid-19, sem dúvida alguma receberemos as mais diversas respostas, certamente, todas voltadas para a esperança de que dias melhores virão.

Alguns adotarão o entusiasmo para superar as dificuldades da vida cotidiana; outros, a coragem para enfrentar os sofrimentos; a maior parte, talvez, com a convicção de que, no fim, tudo dará certo, escolherão a esperança.

Entendo por esperança a qualidade de quem acredita que dias melhores virão, que os problemas que acontecem em nossas vidas são meios para nos tornamos melhores, mais fortes. Esperança é, também, acreditar que juntos vamos vencer essa pandemia.

Mulher colocando álcool em gel nas mãos de um homem na rua, durante o dia, enquanto os dois usam máscaras de proteção descartáveis no rosto.
Foto de Gustavo Fring no Pexels

Com sua habitual precisão intelectual, Santo Agostinho, filósofo e doutor da Igreja, afirma que: “A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”.

Essas “duas filhas” são frutos de considerações que justificam uma espécie de certeza de que obteremos o desejado. No entanto, para que isso aconteça não bastam atitudes otimistas diante da vida, é preciso ter coragem para lutar por aquilo que acreditamos.

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Na Carta aos Romanos, capítulo 5, versículos 3 e 4, o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espirito Santo de Deus, diz que: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança”.

Nessa perspectiva, Paulo afirma que o tempo presente é cheio de tribulações, e que, por isso mesmo, a esperança é a rainha das virtudes. Assim, ter esperança é saber que, apesar das dificuldades que enfrentamos nesta vida, o melhor ainda está por vir. É nisso que eu acredito, é isso que eu espero!

Mulher na rua retirando a máscara de proteção do rosto.
Foto de Anna Shvets no Pexels

Assim, se estamos aproveitando esse período de isolamento social para intensificar o diálogo, o amor, o respeito mútuo, a religião, com os nossos familiares, nossos parentes, nossos amigos, mesmo que seja à distância, virtualmente, certamente podemos acreditar que a ciência vencerá o vírus, que o amor vencerá o medo, enfim, que dias melhores virão.

Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).