Autoconhecimento

Conduzir: assumindo o seu poder!

Peça de xadrez em destaque
Ivete Costa
Escrito por Ivete Costa

Quem sou eu? A resposta a esse questionamento representa o desenvolvimento da consciência de si mesmo, por meio da auto-observação, do reconhecimento, da aceitação e harmonização dos próprios sentimentos, de sua luz e sombra, do contato mais consciente com o corpo e sintonia com a espiritualidade (independentemente de religião). Conhecer seus pensamentos e buscar o sentido e significado da própria existência para direcioná-la.

Homem e mulher em ilustração olhando-se no espelho com ponto de interrogação em seus rostos

Quais os pensamentos que governam e motivam suas ações?

É por meio do autoconhecimento que reside a capacidade e a possibilidade da realização dos nossos sonhos. “A vida psicológica pode ser considerada como a polarização e tensão contínuas de diferentes tendências e funções, e também como um esforço constante, consciente ou não, para estabelecer o equilíbrio.” Roberto Assagioli, psiquiatra italiano, idealizador da Psicossíntese.

O autoconhecimento é um belo ensinamento de um dos mais antigos filósofos, Sócrates, “Conheça-te a ti mesmo”. É a possibilidade de deixarmos de ser conduzidos por pensamentos de incapacidade, pessimismo, sentimento de menos valia, rejeição, vitimismo e assumirmos o poder que nos foi concedido desde sempre – o poder da escolha. Atraímos tudo aquilo com que nos identificamos.

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Mas por quê? Normalmente, perdemos nosso referencial e ligamo-nos mais ao referencial externo. Dessa maneira, deixamo-nos influenciar pelas aparências, posses, pessoas, mídia, “profetas”, buscando, incessantemente, respostas, um caminho, um rumo a seguir, um porto a chegar. Iludidos e, muitas vezes, manipulados. Até descobrirmos, surpresos, que as respostas sempre estiveram no mesmo lugar: dentro de nós! E os outros? São facilitadores, espelhos com os quais aprendemos constantemente. Vemo-nos através e com o auxílio do outro, por meio das relações, do compartilhar.

Mulher olhando seu reflexo no espelho

Pessoas que desenvolvem o autopoder, por intermédio do melhor conhecimento e compreensão de si mesmo, podem atrair e conquistar o que desejam, assumindo a responsabilidade, as consequências e usufruindo dos bônus, pois sabem o que querem e traçam planos e metas para realizá-las. O que realmente você quer?

Prestar atenção ao que ocorre dentro e fora de nós, em nosso ambiente de trabalho, em nosso lar.

Quem sou eu nos vários ambientes que transito?

Quem sou eu com cada pessoa que me relaciono?

Quem sou eu quando estou em oração?

Quem sou eu na natureza?

Quem sou eu quando estou só? Ao volante?

À medida que nos aproximamos de nós, respeitando quem somos, nossos limites, dando importância aos nossos sonhos, realizando nossos objetivos e buscando suprir nossas necessidades, vamos aprendendo a gostar mais de nós mesmos e a reconhecer que o outro também é merecedor, tem direitos, estabelecendo relacionamentos mais éticos, assertivos e de boa vontade.

Há várias formas de percorrer esse caminho. É inevitável. Surpreendente. Uma aventura!

O caminho que todos procuramos, o porto seguro, o alvo a atingir. Procuramos fora até descobrirmos que é interior. Mas precisamos uns dos outros para encontrar este caminho. Aprendemos mais sobre nós quando interagimos com os outros e observamos nosso comportamento nos relacionamentos. Perdemos a oportunidade de aprender quando criticamos ou julgamos o outro e não olhamos para nós. Muitas vezes, o que estamos criticando no outro também faz parte do nosso comportamento.

Por que será que algumas pessoas são assertivas no trabalho e passivas no lar? O que ocorre internamente com essa pessoa quando está se relacionando no trabalho e em casa? A consciência do próprio comportamento e a origem de tal comportamento são os primeiros passos para se perceber melhor. O próximo passo é reconhecer e admitir o próprio comportamento, as consequências das atitudes e da sua forma de pensar e sentir.

Mão bloqueando um ataque

Vivenciar a dor da decepção, da desconsideração em relação a si mesmo, do autoabandono. A omissão, a desistência, o medo que paralisou, o trauma que congelou, a raiva e a dependência que o levaram a atitudes de autodestruição. Talvez haja arrependimento pela forma como tem tratado os outros. Tristeza pela maneira como vem permitindo que o tratem.

Encarar tudo isso não como derrota, culpa ou cobrança, mas como um movimento em direção ao futuro, à transformação. Deixar no passado a bagagem do passado. Aprender para fazer diferente no presente. O passado não deve ser negado, mas encarado como parte do aprendizado, da experiência. Como um sinal de alerta para evitar futuras repetições.

Não é momento para reclamações, desânimo, julgamento e punição. Nada de martírio e drama. Alcançar a compreensão que a nossa vida, neste momento, é resultado do que estamos sentindo, pensando e fazendo há muito tempo. Encarar como oportunidade de seguir em frente transformando o que for necessário para que possamos ter resultados melhores.

É preciso ter coragem e fé para sair da negação e assumir a responsabilidade que nos cabe pela situação em que a nossa vida se encontra. Ao mesmo tempo, esse reconhecimento nos preenche de força e sentimento de libertação. “Se eu sou responsável, então posso mudar a direção.” Este é o nosso poder!

Mulher regando a si mesma

Ao acreditar que a vida é um sacrifício, que tudo é difícil e que você é vítima, só poderá atrair sacrifícios e dificuldades. A vida é fiel aos nossos pensamentos. Mude seus pensamentos e mudará sua vida. O que ocorre é que muitas vezes não conhecemos nossos pensamentos. Não sabemos quais as crenças estão governando e direcionando nossa vida. Observe sua fala e seus pensamentos. Veja se eles se assemelham a estes: “É sempre assim, tudo é difícil para mim”; “É sempre a mesma coisa, as pessoas não me ouvem”; “Não adianta, não dará certo mesmo”; “Ele(a) não vai gostar de mim, não sou interessante”; “Tudo é muito difícil, complicado”; “Tudo está cada dia pior”; “A vida está um caos”; “A minha vidinha está como sempre”; “Não tem jeito”; “Isso não é pra mim”.

O que você merece? Antes de responder, respire profundamente. Vá além dos clichês: “eu mereço o melhor”, “eu mereço tudo de bom”. Respire profundamente mais algumas vezes, silencie a mente e deixe a resposta surgir, aceite a resposta que vier. Só conseguimos mudar o que conhecemos de nós.

Se você realmente acreditar, com convicção, que merece o melhor, terá o melhor.

Se em alguma área da sua vida o melhor não estiver acontecendo, pode ser que tenha outra crença ou não tenha clareza e determinação do que realmente você quer. O essencial para que a mudança ocorra é o comprometimento com você mesmo e com as ações e atitudes que você direcionará para alcançar o que quer.

Resgatar a alegria do reencontro consigo mesmo. Ficar de bem com você e com a vida!

Abraço fraterno!

Sobre o autor

Ivete Costa

Ivete Costa

Atuando na área terapêutica há mais de 20 anos em atendimentos individuais, grupos e consultoria, utilizando as técnicas de Psicossíntese, Cognitivo-Comportamental, Constelação Sistêmica, Coaching Integrado, dentre outras. Coautora dos livros: ‘Quais de Mim Você Procura’, ‘Mães Empreendedoras’ e ‘FETRANSPAR - 25 anos’.

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