Saúde Integral

Dia Mundial do Braille

Olho de homem em foco olhando para o alto
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Em 4 de janeiro, é comemorado o dia Mundial do Braille. Louis Braille foi o criador do formato de leitura e escrita braille e determinou essa data para comemorarmos esse avanço que foi propiciado às pessoas cegas. Por meio do toque, pessoas invisuais são capazes de ler! E o sistema também permite a escrita, por meio de instrumentos próprios.

Mãos operando máquina em braile

O braille consiste em um alfabeto diferenciado com combinações entre 1 e 6 pontos em alto-relevo. Ele foi muito pensado por Louis, principalmente em decorrência de sua consciência como pessoa cega. Aos 20 anos de idade, no início do século XIX, Louis Braille lançou sua criação. São mais de dois séculos que o braile impacta a vida de muitas pessoas. Esse é um método extremamente útil para as pessoas com deficiência visual. Inclusive, muitos materiais são produzidos com adaptação em braile: CDs, livros, folhetos etc.

Dados, causas e tratamentos

Olhos de criança vistos de perto

Vivemos em um mundo onde convivemos com a cegueira já há muito tempo. Por mais que possa ser algo difícil de se lidar, as pessoas com deficiência visual têm uma essência muito forte em relação a essa dificuldade, e, por isso, muitas vivem bem. Em 1990, eram cerca de 39 milhões de pessoas afetadas pela cegueira, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Perto de comemorar mais um Dia Mundial da Visão (10 de outubro), a OMS lançou um relatório. Segundo esse relatório, publicado em 9 de outubro de 2019, “globalmente, cerca de 2,2 bilhões de pessoas têm uma deficiência visual ou cegueira, das quais pelo menos 1 bilhão delas tem uma deficiência visual que poderia ter sido evitada”.

As causas principais da cegueira são doenças que chegam com o tempo, em decorrência da idade – como catarata, glaucoma e degeneração macular. Uma exceção, e que vem sendo muito comum também, é o caso da retinopatia diabética. Os erros de refração – miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia – são considerados comuns, mas se o paciente não fizer o tratamento, há o risco de resultar em cegueira.

Homem com olhos operados pós-cirurgia
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O tratamento convencional para a catarata é uma cirurgia simples, com uma taxa de sucesso que supera os 90% e com mínimas chances de complicações. Nos casos de glaucoma, o tratamento é feito com aplicação de colírios específicos, mas também pode haver a necessidade de cirurgias e do uso de lasers. Em se tratando da degeneração macular, o tratamento é quase impossível, mas em alguns casos são indicadas as injeções intravítreas de antiangiogênicos (medicamentos que que impedem a formação de novos vasos). Essas injeções são aplicadas diretamente no vítreo (região interna e posterior do olho). Sua principal vantagem sobre as aplicações tópicas ou sistêmicas é que o medicamento consegue chegar diretamente à cavidade intraocular, tendo um impacto mais eficiente sobre a área comprometida.

A retinopatia diabética exige um controle do diabetes por parte do paciente, para que seu tratamento possa fazer efeito positivo. Se for o caso de ser tratado, o uso de aplicação de laser e injeções de substâncias antiangiogênicas pode ser muito eficaz. E claro, os erros de refração são os mais simples, muitos deles são tratados com o uso de óculos específicos, sob o acompanhamento de um oftalmologista.

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