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Braile: Inclusão e comunicação

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Louis Braille. Esse sobrenome soa familiar para você de alguma forma? Provavelmente sim, não é mesmo? Ele foi um jovem francês que viveu no século XIX e abriu portas para muitas pessoas ao redor do mundo, inclusive até os dias atuais.

Criador do sistema de leitura para deficientes visuais, Louis Braille, perdeu a visão de seus dois olhos com apenas três anos de idade, após se acidentar enquanto brincava. Contudo, durante sua juventude, tirou forças de sua dor para estudar e criar um método que facilitasse a vida das pessoas que, assim como ele, possuíam alguma deficiência visual.

O Braile é um sistema de leitura que utiliza o tato, ou seja, é a leitura com as mãos. Possui 64 símbolos baseados em relevos e combinações de até seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. Com o braile pode-se fazer a representação de letras, números e até sinais de pontuação. Parece um pouco complicado, mas é algo extremamente útil no dia a dia de algumas pessoas.

O Brasil foi um dos primeiros países a adotar o sistema, com o Instituto dos Meninos Cegos, em 1854 (hoje Instituto Benjamin Constant, principal instituto com obras em Braile no país).

Não é preciso dizer que é um método inclusivo e que permite que os deficientes visuais possam conquistar seu espaço na sociedade, no mercado de trabalho e adquirir independência.

A cultura, a informação, o lazer e o conhecimento não podem ser privilégio de alguns, devem ser um direito de todos! E o braile proporciona o acesso e a inclusão.

No entanto, apesar de ser uma ótima forma de inclusão social, o braile ainda possui limitações. As obras impressas em braile costumam ser muito caras, pesadas e de difícil manuseio. Um outro ponto a ser apontado é a falta de pessoal especializado a ensinar e educar os deficientes visuais para que aprendam a ler utilizando o método.

Por essa razão, além do Braile, temos outras formas de acesso à informação para os deficientes visuais, como os “audio-books” e as audiotecas. Na internet, já podemos encontrar formas de inclusão das pessoas com alguma deficiência visual, alguns sites possuem leitores de tela com sintetizadores de voz, agilizando e facilitando a comunicação com esse segmento, como o software Liane, Orca, DOXVOX, entre muitos outros.

Os seres humanos são plurais e capazes de coisas incríveis. Com o auxílio certo, qualquer barreira é passível de superação. Cada pessoa no mundo é única, com suas forças e fraquezas, tropeços e recomeços. E todas elas merecem ser respeitadas, independentemente de quaisquer deficiências.

FONTES

http://www.cmdv.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=681

http://www.unifafibe.com.br/revistasonline/arquivos/revistafafibeonline/sumario/10/19042010095015.pdf

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/01/braile-aumenta-inclusao-de-cegos-na-sociedadehttp://portal.rac.com.br/correio-diario-braille/onde-esta-o-problema.php

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