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Ler é ter a liberdade de se caminhar por onde quiser

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Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara

Dia Nacional da Leitura

Desde pequena, eu tive verdadeiro fascínio pelos livros. Sabe quando você olha para um livro com a cara de quem achou um tesouro? Pois é, era assim mesmo que eu ficava toda vez que um livro caia em minhas mãos.

Um pequeno livro com a capa azul clara e um patinho amarelo desenhado. Acima do patinho há o título do livro que chama onde está o patinho?Minha cartilha de primeiro ano chamava-se: “Onde está o patinho?”. Lembro que eu tinha o maior carinho e cuidado com ela. Adorava folhear, ler e reler. No ano seguinte ao meu primeiro ano na escola, a minha mãe emprestou a cartilha para a filha de uma vizinha que acabara de entrar na escola. Fiquei com um ciúme danado. Não queria me distanciar do meu livro, aquele que me iniciou nas aventuras da leitura. Quando ela me devolveu, ao final do ano, a capa estava rasgada, emendada com uma fita crepe. Imaginem a minha cara de alegria… Uma profanação! Bem, mas já superei esse trauma e louvo a atitude da minha mãe que permitiu à outra criança o acesso ao aprendizado. Parabéns, mamãe!

Ler é um prazer enorme para mim! Viajar em histórias e informações, personagens e casos, castelos, cidades e países. O cheiro do livro novo: o mistério, o desconhecido, a esperança de encontrar algo novo e inusitado! O cheiro de livro velho: o conhecimento, a tradição, a história e a ancestralidade. Seja como for, os livros são capazes de nos levar para lugares distantes, dentro ou fora de nós.

A leitura nos permite o acesso às infinitas possibilidades, mundos que podemos construir do jeitinho que queremos. As imagens são geradas a partir de nossa imaginação, permitindo ampliar as nossas percepções das coisas, do mundo, das pessoas, dos locais e dos cheiros. Quando lemos, podemos colocar em prática o nosso potencial criativo.

 

Novas tecnologias têm nos facilitado o acesso aos diversos conteúdos, seja por livros virtuais ou conteúdos da internet. A questão é que, na maioria das vezes, o acesso à leitura por meios tecnológicos traz fotos e imagens descritas no texto, minimizando a necessidade de uso de nossa capacidade de traduzir palavras em imagens mentais. Sim, eu sou um pouco romântica em relação a isso! Os celulares, as mensagens truncadas e os emoticons/emojis agilizam a comunicação, solicitando cada vez menos a capacidade da leitura e, por consequência, a escrita também é sacrificada. O segredo está no poder escolher, em fazer com que essas formas nos prestem um serviço, mas não nos limitem.

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Cito aqui uma frase de Bill Gates sobre livros e leitura: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive a sua própria história.”.

Por outro lado, compreendo e valorizo o fato de que essas novas possibilidades ajudam a disseminar conteúdos que antes eram restritos àqueles que podiam adquirir livros, revistas, jornais, etc.

Segundo uma pesquisa chamada Retratos da Leitura realizada em 2016 pelo Ibope, a pedido do Instituto Pró-Livro, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Nem vou entrar na questão do analfabetismo funcional, da dificuldade financeira em adquirir um livro, do sistema educacional que enfrenta muitas dificuldades para estimular crianças e jovens à leitura. Esse é um assunto que custaria artigos e mais artigos.

leituraQuero me ater ao prazer da leitura que deve ser despertado logo na infância. Além da oportunidade de estar mais perto dos pais, quando uma criança é estimulada com boa literatura desde a tenra idade, ela desenvolve a sua imaginação, cria um referencial e ainda tem a sua formação cultural enriquecida.

A leitura permite colocar em discurso quaisquer temas sob um olhar compassivo e empático. A criança descobre por meio de personagens e histórias aquilo que é diferente de seu contexto, outros hábitos e culturas. Toma conhecimento de mundos diversos ao seu e tem a chance de se tornar mais tolerante e compreensiva com realidades diversas à sua. E quer saber? Isso também serve para os adultos!

Pais, criem o hábito de levar os seus filhos, pelo menos uma vez por mês, em uma livraria. Permitam que eles toquem, folheiem, cheirem livros e revistas. Leiam para eles antes de dormir e deem livros de presente

 

Independentemente da forma, ter acesso à leitura de bons conteúdos é fundamental para a formação da capacidade crítica e imaginativa dos indivíduos de uma sociedade. Como dizia Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros.”.


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Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

Contato:
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Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!