Convivendo

Liberdade de Cultos

Ilustração de pessoas segurando adereços de diferentes religiões.
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

O dia 7 de janeiro é a data de comemoração da liberdade de cultos no Brasil. A data veio para destacar a liberdade que todos os habitantes brasileiros possuem para expressar suas crenças.

A lei foi inicialmente criada em 1890 por Demétrio Ribeiro que, na época, era o ministro da Agricultura. Alguns anos depois, a lei se tornou presente na constituição em forma de artigo, inserida pelo escritor baiano Jorge Amado, em 1946.

O nosso país, por ser considerado um local multicultural, precisava dessa lei em vigor. As crenças e as religiões que possuímos são considerados símbolos de enriquecimento do país.

A liberdade de cultos é um assunto de extrema importância mundial. Por meio dessa liberdade, podemos compreender a importância do respeito em relação à individualidade de cada um. Ou seja, é com essa liberdade que podemos acessar a tolerância em relação às escolhas do próximo, e isso inclui aqueles que não possuem nenhuma crença.

A liberdade de cultos funciona?

Ilustração de ícones religiosos, como símbolos cristãos, budistas e muçulmanos, sobre fundo rosa.

Sim, a liberdade de cultos “funciona” no Brasil. Porém, uma questão muito importante é sobre a perseguição dessas religiões. É claro que não vemos manifestações umas contra as outras ou brigas entre as religiões mas a crença dos seguidores pode ser o problema. É realmente difícil colocar um evangélico e um católico para conversarem sobre religião, por exemplo!

Além dessas religiões tradicionais temos a Umbanda, Espiritismo, Testemunhas de Jeová, ortodoxos, Budismo, etc. Entre todas as religiões, não vemos desrespeito em relação aos seus modos de se reunirem e celebrarem seu Deus mas entre seus seguidores, já é outro caso.

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Portanto, podemos dizer que a lei realmente funciona quando o assunto é montar uma doutrina e realizar cultos. Nesses casos, ninguém vai aparecer na frente da igreja e falar que ela não pode existir, porém, quando um seguidor encontrar outro, o conflito pode ter início. Ou seja, a liberdade de cultos funciona no aspecto físico, mas, na mente de algumas pessoas, ela nem sequer existe.

O conflitos gerados pela não aceitação

Ilustração de duas pessoas vistas de perfil, com símbolos religiosos dentro da representação do cérebro. Á direita, o símbolo judaico; à esquerda, o símbolo cristão.

Pois bem, a falta da aceitação mental dessa liberdade pode ser o que causa tantos conflitos entre algumas pessoas. Em primeiro lugar, a religião é uma forma de expressar nossas crenças, sejam elas quais forem. Justamente, é por esse motivo que escolhemos o que desejamos seguir! E, por exemplo, se eu escolher ser um budista e você um católico, eu devo respeitar sua crença assim como você deve respeitar a minha, certo?

Nem sempre é isso que acontece! A intolerância mental é a maior geradora de ataques à integridade pessoal e até mesmo física. Portanto, não importa se a igreja respeita a outra, se os seus seguidores não forem capazes de respeitar uns aos outros, muitos conflitos podem surgir.

Ataques pessoais, diminuição do próximo, demonização da crença alheia, brigas físicas e até mesmo mortes podem acontecer em casos de não aceitação da liberdade de cultos. Isto é, sejam elas em relação à aceitação das igrejas ou até mesmo em relação à aceitação mental.

O próprio DUHD – Declaração Universal dos Direitos Humanos – em seu Art 18 diz que todos nós temos o direito de escolhermos em ter ou não ter crenças ou religiões. Isso está na lei e deve ser respeitado. E você, é participante de qual crença e religião? Como você busca lidar com a liberdade física e mental de cultos?

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