Budismo Espiritualidade

Você sabe o que é o budismo e como ele funciona?

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Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Apesar de ser muito disseminado em todo o mundo, muitas pessoas ainda não sabem o que de fato é o budismo e como ele funciona. Há muita informação que é mito, criado pela população ao longo do tempo por causa da falta de conhecimento sobre o tema e, com isso, da criação de falsidades sobre a verdadeira essência dessa prática.

O budismo, na realidade, é um sistema religioso e filosófico criado há muito tempo atrás (600 anos antes de Cristo) por seu fundador Siddhartha Gautama, ou Buda como é conhecido. Os ensinamentos de Buda mostram que a verdadeira libertação está em práticas espirituais, como a meditação, por exemplo. O objetivo é se tornar um ser iluminado.

Segundo ele, a mente humana é muito poderosa e por meio de uma disciplina regrada de muita reflexão, questionamentos internos acerca de si e do mundo e aceitação, é possível chegar ao Nirvana, que é o estado supremo de plenitude e luz. Toda a evolução mental e espiritual faz com que o praticante sinta menos sofrimento, porque ele entende motivos, causas e efeitos de tudo.

Como o objetivo é o Nirvana, os budistas fazem o necessário para atingi-lo. A meditação é um dos meios, mas não é a única forma para conseguir. Tanto que muitos budistas ao longo da história deixavam a meditação em segundo plano e se preocupavam com outras formas de elevação espiritual, que acreditavam ser mais eficientes, como, estar cada vez mais distante dos desejos materiais do mundo carnal.

Ao contrário do que se imagina, há muitas formas de meditação budista. Algumas focam na concentração da mente livre, algumas são reflexivas, outras, inclusive, têm como objetivo encontrar o próprio Buda em seus pensamentos, entre tantas.

Budismo.

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Há outro mito bastante difundido que diz que todos os budistas são vegetarianos. Muitos, de fato, são, mas não todos. Para ser monge budista, é preciso pedir por comida – uma vez que você não possui coisas do mundo material, como o dinheiro. Muitos literalmente mendigam por ela. Então, eles comem o que lhes é oferecido, o que inclui qualquer tipo de carne. Mas, a verdade é que depende da categoria budista. Os budistas na China, por exemplo, são vegetarianos. Já no Tibete, comem carne.

O local de maior popularidade do budismo é na Ásia, porém há budistas por todo o mundo – inclusive no ocidente – e, com o tempo, o budismo foi difundido em escolas, que ensinam a mesma teoria, porém com diferentes práticas. Há a Theravada e a Mahayana, sendo que nessas duas escolas há diversas categorias.

A Theravada é a forma mais clássica, que reserva a possibilidade do Nirvana aos monges e monjas. Já a Mahayana entende que a iluminação plena pode ser estendida aos leigos e praticantes iniciantes do budismo, ou seja, você não precisa ser um monge para atingir este estado. Ainda nas duas escolas, há muitos ramos do Budismo, como o Zen, Ryobu, Tendai e muitos outros.

Independentemente da escola e do seguimento budista há, de forma geral, as quatro verdades, que são conhecidas como as Quatro Verdades Nobres, que possuem absoluta relação entre elas, que são o sofrimento, a origem, a cessação e o caminho.

Em suma, elas dizem que (1) Viver é sofrer. (2) Este sofrimento é causado pelos desejos e apegos do mundo material. (3) Se uma pessoa deseja extinguir seus sofrimentos, basta eliminar seus apegos e desejos do mundo carnal. (4) Você consegue fazer isso por meio do caminho que consiste em obter o entendimento, o pensamento, a palavra, a ação, o modo de existência, o esforço, a atenção e a concentração que sejam corretos para tal.

O budismo, mesmo sendo considerado uma religião, não acredita em um Deus criador. Como conta a história, Buda não teve acesso a religiões, por isso, enquanto criou o budismo, não mencionava nada a respeito de qualquer deus.  Portanto, ao longo da história, muitos budistas continuaram com a prática de não falar ou pensar em um ou em outros deuses. O foco é a busca pela luz plena, o Nirvana, ou o encontro com Buda.


Texto escrito por Giovanna Frugis da Equipe Eu Sem Fronteiras

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