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Masculino e feminino: aspectos complementares

Carla Bettin
Escrito por Carla Bettin
Diante do que conheço sobre a história da espécie humana, em relação à era industrial e às novas descobertas do homem, não havia em tal década oportunidade tão grande de evolução tecnológica e material, o que atualmente temos ainda em maior proporção, principalmente em se tratando de tecnologia.

Mas o que tenho observado atualmente, até onde vai o alcance de minha percepção e visão terapêutica, mostra que nunca houve tanta oportunidade de evolução interior e de integridade para o homem como agora. Digo homem me referindo ao aspecto masculino mesmo.

Dizem que muitas de nós mulheres estamos masculinizadas, que deixamos de ser o sexo frágil para sermos um sexo forte e competitivo. Dizem inclusive que estamos querendo ocupar o lugar dos homens.

Eu, sinceramente, não sei de onde saíram estas informações e se elas têm fundamento, mas o que percebo é que nós, mulheres, nos apropriamos daquilo que é um dos nossos maiores dons e privilégios, que é a facilidade que temos de nos conectarmos com nosso mundo interior, de investigar as águas de nossas emoções e enfrentar as enchentes e inundações de sentimentos que, muitas vezes, se materializam no nosso corpo físico e são vivenciados em dores nas nossas cólicas e períodos menstruais.

Numa negação e competitividade constante entre masculino e feminino, muitas vezes o homem acaba se fechando para a sabedoria da mulher e a mulher acaba por se sentir insegura em relação ao homem. São energias complementares que se tornam opostas por falta de confiança e, muitas vezes, humildade de reconhecimento.

Quando um homem encontra uma mulher de personalidade forte, encontra junto com ela a oportunidade de fortalecer e evoluir em seu aspecto masculino, no momento em que sentir a necessidade de equilibrar-se junto com ela na mesma vibração.

É percebendo as atitudes do homem que a mulher, então, acaba despertando internamente a sensação de segurança e, assim, naturalmente floresce um outro aspecto importante de sua personalidade, que é a delicadeza. Delicadeza natural que em nada diminui sua força, pode ser forte e delicada ao mesmo tempo.

Quanto mais analiso as questões de vida intra-uterina e processo e nascimento, vejo que este padrão se inicia ali, na relação mãe/filho. E para a mulher também, se inicia na relação com o pai.

Uma coisa homem nenhum nesse mundo pode negar, por mais poderoso que seja, e por mais que considere que sua mãe não foi a “mãe perfeita” como ele gostaria (que aliás é o que toda criança idealiza), é que para que ele venha ao mundo, uma mulher precisa — mesmo que inconscientemente — dizer SIM e aceitar ser um canal físico, mental, espiritual e emocional para que sua vida aconteça neste plano.

O homem também traz consigo dons e privilégios que o fazem ter facilidades onde muitas vezes a mulher encontra dificuldades.

Ambos se complementam e enquanto não existir confiança e reconhecimento da necessidade que os dois sentem de evoluírem juntos e auxiliarem-se mutuamente, haverá conflitos, e estes conflitos serão projetados onde quer que haja o aspecto masculino e o aspecto feminino em questão.

Esta análise não se destina unicamente a casais, até porque sabe-se que em casos de casais homossexuais ambos estão manifestando aspectos complementares. Destina-se como acabei de escrever, a tudo o que seja energia feminina e masculina, seja pai e filha, patrão e funcionária, amigo e amiga e inclusive dentro de nós mesmos com a nossa energia Yin e Yang. Por exemplo: a energia yang traz uma semente, uma ideia, e o aspecto feminino – yin – acolhe esta semente, interioriza, gesta, alimenta e na hora certa, manifesta, e o nosso yang, poder de ação, coloca em prática e leva ao mundo.

Que haja harmonia entre masculino e feminino… E que comece dentro de nós, reconhecendo que somos duais e tendo humildade para acolher todos os nossos aspectos.

Sobre o autor

Carla Bettin

Carla Bettin

Formada em Administração e mais recentemente em Parapsicologia Clínica pela linha científica do Sistema Grisa. Atuação de trabalho com técnicas como: Reprogramação mental, análise da Tabela Familiar (Genetograma), Regressão, Hipnose, Orientação Parapsicológica individual, em grupo, familiar ou empresarial.

Carla Bettin - Parapsicóloga Clínica
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