Convivendo

Menos apego material

Pessoa segurando notas de dinheiro em um campo com gramado
Karolina Grabowska/Pexels
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Planejar o futuro, de certa maneira, pode parecer válido quando temos metas em curto prazo. Já aqueles planos que enveredam pelos tempos são meras projeções que servem para que mostremos aos outros que o futuro está idealizado, visto que, na maioria das vezes, eles não se concretizam.

Já dizia um filósofo que devemos viver intensamente o presente, já que o passado não volta mais e o futuro é o hoje que já chegou. O apego aos bens materiais nos faz, muitas vezes, deixar de usufruir possibilidades ou permitir que outros usufruam, além do fato de nos escravizarmos. Exemplos disso são aquelas pessoas que vão ao banco diariamente consultar o saldo mesmo possuindo um aplicativo que lhes permite consultar; essas pessoas, porém, não se contentam, pois têm a necessidade de conversar com alguém do banco para saber como as “coisas” estão e, naturalmente, aproveitar para “filar” um cafezinho.

Pessoa colocando moedas em um porquinho de cofre
cottonbro/Pexels

Aglomeramos riquezas e deixamos de levar ou proporcionar uma vida mais confortável aos nossos familiares próximos! Privar-se do conforto e do lazer ou deixar de auxiliar o próximo são formas íntimas de exteriorizar o egoísmo.

Na realidade, toda a fortuna e todos os bens materiais que acumulamos acabam no momento em que retornamos à pátria espiritual e, por ocasião da partilha, a fortuna fragmenta-se, deixando de ser riqueza para se tornar frações que serão administradas pelos que ficaram, com outros objetivos e direcionadas a finalidades que muitas vezes seriam abominadas pelo então acumulador.

Viva o hoje sem acumulação de bens! A justificativa de juntar para deixar aos filhos é desculpa para esconder o apego à matéria. Proporcione ao seu filho o que é mais importante, a possibilidade de ele alcançar o conhecimento por meio de estudo, pois, assim, ele se tornará autossuficiente e conquistará a sua própria fortuna.

Planeje, mas com objetivos concretos, sem utopias.

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Jesus, quando esteve aqui, nos ensinou e demonstrou vários procederes e, naquela ocasião, disse: “não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam, porque onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração”. Embora tenham sido ditas há mais de 2000 anos, devemos vivenciar essas palavras cada vez mais, pois só assim, quando retornarmos ao plano espiritual, menos ansiedade nos acometerá.

Preparemo-nos para o ano vindouro com menos apego material. Paz a todos.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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