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Mulher Quebrada

Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara

“Qual o ser humano que tem se aventurado na busca por saber sobre si?”

Eu, você, nós, todos já passamos, estamos passando ou passaremos por reflexões profundas sobre nossa existência em busca de nossa essência. Nenhum crescimento vem sem uma boa dose de experiências (positivas ou negativas), mas que nos fazem avaliar aquilo que vivemos: o que é real, o que é ilusão?

Por meio de uma personagem anônima, simplesmente denominada Mulher Quebrada, Daiana Barasa, autora do livro “Mulher Quebrada” nos traz uma obra que “é uma aventura de um ser humano dentro dele mesmo”, segundo suas próprias palavras.

Uma personagem que pode muito bem se acomodar tanto numa figura feminina quanto numa masculina. Mais importante que o gênero é o processo de questionamento, de busca de si mesmo, desse mergulhar para dentro de si.

Sensações de inexistência, de morte ou da falta de vida são refletidas por alguém que se sente em pedaços, quebrada. Optando pela vida a personagem vai em busca da restauração, dando início ao processo do autoconhecimento.

Mulher Quebrada

Escolher a vida a faz viver entre dois mundos: o dos sonhos, que a coloca em contato com simbologias e com a percepção de si mesma, e o mundo real, que em sua visão se torna muitas vezes o mundo ilusório. Existe veracidade no mundo dos sonhos? Por que ele é muitas vezes mais vivo e verdadeiro que a “realidade”? Que pedaço de nós ele nos mostra? Não estaria ali nossa verdadeira essência? Seria isso o mundo dos sonhos ou o nosso verdadeiro mundo?

A Mulher Quebrada optou por ser inteira, compreender-se na integralidade de sua alma. Para isso é preciso se quebrar para, só então se restaurar. Estar quebrado faz parte da tentativa de acertar, mas acertar para quem? Atender às expectativas da sociedade, dos outros?

“Mulher Quebrada” é, segundo Daiana, uma narrativa psicológica que revela a profundidade de uma personagem que, assim como muitos de nós, se dá conta de que estando quebrada, precisa recolher os pedaços, se reorganizar de maneira que as coisas adquiram um novo sentido.

Sabemos que quando reconstruímos algo, algumas partes perderão o sentido, outras ganharão novos, e o resultado final é um mosaico com novos formatos, percepções e vivências.

Conversei com Daiana Barasa, jornalista e escritora que está lançando seu segundo livro “Mulher Quebrada”, em São Paulo e em Portugal, concomitantemente. Daiana Barasa é jornalista (e escritora antes de tudo). Autora dos livros Na Atemporalidade das Palavras – o brio, o vento e o talvez, pela Cia do eBook e da obra Mulher Quebrada, pela Chiado Editora. O relacionamento mais importante para ela no mundo é o que mantém com as palavras. Acredita que quando trabalha para o fomento à literatura, de alguma forma está contribuindo para levar luz às almas por meio de histórias.

Contato: [email protected]

Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

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Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!