Comportamento

Planejamento social: como pode ajudar nas decisões?

Peças de madeira com a palavra "start" e "goal".
gajus / 123rf
Escrito por Flávia Rebouças

Já conhece a chamada Matriz SWOT/TOWS? A análise SOWT foi criada entre os anos 1960 e 1970, com autoria atribuída primeira e principalmente (mas não é um consenso) ao americano Albert S. Humphrey, consultor de negócios e administração especializado em gestão organizacional.

O modelo TOWS, no formato de matriz, elaborado por Weihrich (1982), é uma adaptação da análise SWOT, mais simples, enfatizando ambientes externos para análises estratégicas.

Com a união de ambas, visualizam-se os fatores internos e externos de empresas, permitindo uma percepção mais ampla de cenário para definição de estratégias. Embora o uso mencionado até aqui seja no cenário empresarial, a matriz pode ser utilizada como pessoal, ou seja, nas nossas vidas, como ferramenta de planejamento pessoal.

A Matriz SWOT possibilita um olhar ao seu contexto e uma forma de se planejar diante do que pontuar nos quadrantes da ferramenta.

Nos quadrantes temos as informações que preenchemos, sendo elas quanto a forças, fraquezas, ameaças e oportunidades.

De modo bem resumido, consiste em identificar quais são suas forças diante do que planeja (como suas habilidades e conquistas até aqui, sua expertise, o que pode ofertar, em que tem conhecimento, o que pode transmitir).

Anote, de preferência, suas observações. Então faça o mesmo para as demais variáveis.

Em fraqueza, o que há para ser atingido, como fazer para atingir, que ferramentas são necessárias, que oportunidades precisam ser exploradas ainda, que recursos são importantes para transformar pontos fracos em fortes.

Em ameaças, quais fatores contribuem? Há necessidade de recursos financeiros? Tem nicho de mercado pouco rentável, estagnado ou saturado? Tempo que requer e não dispõe?

Mulher negra escrevendo num papel.
Kelly Sikkema / Unsplash

Faça de modo elaborado. Não necessita realizar de uma única vez, mas reflita. Se necessário, retorne ao perceber o que mais pode ser inserido.

A ferramenta não é estática, pode acompanhá-lo durante sua evolução rumo ao que planeja e tem como submetas e metas.

O mesmo serve para as oportunidades.

Ferramentas como a Matriz SWOT/TOWS permitem uma visão mais ampla de onde se está e de onde se quer chegar.

O que falta e o que há de concreto? Quais as seguranças e necessidades? O que se deve objetivar?

Quando estamos sem direcionamento, os caminhos podem se tornar inúmeros questionamentos: o “será?” entra em cena.

Nada nos impede de experimentarmos, mas a dúvida é um quê a ser explorado e visualizado para escolhas mais palpáveis.

Em consultas com esse tipo de narrativa, costumo dizer três vezes a palavra hipótese.

Hipóteses, hipóteses, hipóteses. O que quero dizer com isso?

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Mostrar que o questionamento é uma ferramenta disponível, servindo de gatilho para recordar que, enxergando o cenário mais amplo, entram hipóteses que permitem ação. Ou seja, é um meio de relembrar ao paciente, mesmo com obstáculos, do que mais ele pode perceber que possa estar ao alcance de suas mãos.

Quais são as possibilidades, os caminhos, as escolhas e as necessidades que podem direcionar e trazer mais segurança em relação aos questionamentos?

Quais são as hipóteses que permitem avançar?

Então perceba… Há determinada situação; essa situação pode ocasionar insegurança, receio, até mesmo estagnação.

Se não houver um cenário pós-preocupação, esta pode vir a dominar o cenário.

Remoem-se dúvidas, estagnando ações possíveis.

Mulher branca com as mãos apoiadas numa mesa branca.
Keren Levand / Unsplash

Mas é normal que haja a presença de dúvidas, incertezas, receios. Porém dar atenção apenas a isso pode significar patinar sem sair da pressão exercida por esses obstáculos.

Ter algo nas mãos que o faça sentir alguma confiança diminui a ansiedade diante das possibilidades incertas e dos múltiplos caminhos. Até mesmo quando não se deslumbra nenhum caminho.

Sobre o autor

Flávia Rebouças

Minha paixão é compreender e pesquisar sobre nós, seres humanos. Acredito na visão holística, que considera o todo, nesta minha jornada. Na saúde, visão holística significa considerar todas as formas de tratamento para buscar a melhora ou cura.

Minha primeira formação, como publicitária, permitiu-me olhar as necessidades humanas como meios de vendas de produtos e serviços. Foi o início de descobertas que foram aumentadas pouco a pouco com especializações e cursos fora da publicidade.

Hoje sou psicanalista, psicopedagoga, instrutora de mindfulness, terapeuta integral e graduanda em nutrição. Anos de aprimoramento para alcançar um entendimento integral das relações entre comportamento e saúde mental e física.

Para resumir minhas atuações, utilizo uma frase minha: consciência e conhecimentos mudam histórias. E para melhor! Esse, creio ser o objetivo de todos nós, como seres em construção.

Nesse processo profissional das percepções do ser humano, foco em psique, comportamento, formas de aprendizagem e dificuldades, comunicação e expressão.

Resumindo minhas experiências, pelas capacitações, além da psicanálise, da psicopedagogia e da terapia integral:

— Mindfulness pelo IPq do HCFMUSP (Faculdade da Universidade de São Paulo);

— Reabilitação neuropsicológica em adulto e idoso — Albert Einstein;

— TAC em ambiente hospitalar, pelo IPq do HCFMUSP (Escola de Excelência);

— PENNSA – Programa especializado em neuroaprendizagem;

— Pós-graduação em nutrição neuropsiquiátrica, farmacologia aplicada à nutrição e outras.

Nossas experiências, quando acolhidas e bem interpretadas, são fontes de liberdade, em vez de obstáculos. Quando temos consciência das necessidades de mudança e rumamos em direção aos objetivos, refazemos e ressignificamos o passado, abrindo as portas para um futuro todo, que nos aguarda a qualquer tempo. Bem-vindos a este espaço!

Email: flamreboucas@gmail.com
Site: conectarecorpoemente.com.br
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