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Vida além da Vida: Arenas

Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira
Olhar na televisão um jogo de futebol é muito bom para os amantes desse esporte, mas não se compara ao clima que se forma quando estamos em um estádio de futebol, atualmente chamado de arena. Diga-se de passagem: as arenas existiram antes de estádios, pois há muitos anos grandes espetáculos aconteciam nas arenas, a maioria sangrenta. 

Mas as arenas de hoje não se comparam com as da época do Mestre Jesus, pois quem vai para o estádio quer ver um espetáculo alegre, apesar de, em muitos jogos, no entorno formar-se aglomerações que entram em confronto, geralmente com feridos e até mesmo com vítimas fatais.

Arenas

Infelizmente muitas pessoas ainda levam ao extremo as disputas e deixam o fanatismo aflorar, daí, dando vazão à raiva que acaba por ensejar violência extrema. É assim nos jogos, eleições e religiões.

Mas como terminar com essas gangs que acabam se confrontando?

Acreditamos que o exemplo começa no campo, dentro dos estádios. Ali se juntam torcidas de ambas as agremiações e que, mesmo antes do jogo, iniciam um embate de cantos de guerra, com gritos e sons, em uma demonstração de força.

Começada a partida, os ânimos se exaltam, permanecendo todo o tempo do jogo, isso nas arquibancadas, cujo comportamento é fomentado pela ingestão de bebidas alcoólicas, nos locais que são permitidos. Quando o juiz toma alguma atitude que desagrada à torcida, é vaiado e frases ofensivas são dedicadas a ele em coro.

Mas as euforias de confrontos não se resumem às plateias, elas ficam explícitas nos técnicos dos respectivos clubes, uns mais irritados do que outros, com alguns perdendo o controle jogando copos, garrafinhas e chutando objetos em tom de raiva, além de afrontarem os árbitros responsáveis pelo evento.Arenas

Os jogadores, em sua maioria, vão na mesma linha. Passam os limites dos confrontos expondo poder de força de acordo com a capacidade física que cada um dispõe. Aplicam chutes, cotoveladas, tapas, empurrões, socos, rasteiras e até mesmo mordidas, como já aconteceu com um famoso jogador. Batem boca com o juiz do evento, apontando dedo, gritando e dizendo palavrões, gesticulando com a torcida, insuflando-a contra a equipe de arbitragem. Chutam a bola raivosamente e às vezes manifestam racismo.

O juiz, por sua vez, ao invés de coibir rigorosamente os procederes irregulares dos profissionais desportistas aplicando-lhes cartões, às vezes os expulsam, prefere normalmente conversar, demonstrando certo receio.

Compreendemos que existem jogadores que se acham poderosos, pois ganham uma fortuna mensal e o juiz se sente diminuído e receoso de aplicar penalidade grave e perder o seu emprego.

Enquanto não houver disciplina e respeito, fatos lamentáveis acontecerão, cujo comportamento tem que iniciar-se pelos promovedores do espetáculo, em uma demonstração de exemplo, para que a violência seja erradicada como foi nas arenas antigas.


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Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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