Convivendo

21 de Março: Dia Mundial da Infância

Três crianças sentadas em um tronco com os pés balançando.
123RF/Brian Jackson

A infância é uma das etapas mais bonitas e importantes do desenvolvimento. É quando ocorre o desenvolvimento cognitivo e suas fases (descritas por Jean Piaget) e é quando descobrimos o mundo por meio das experiências e da aprendizagem. É, possivelmente, o estágio em que mais precisamos de apoio, pois ainda não temos autonomia e discernimento para tomar determinadas decisões, ainda não somos completamente responsáveis por nossos atos e ainda estamos trilhando a caminhada da vida com miúdos e cambaleantes passos.

Crianças correndo e brincando na rua em Cao Lãhn, no Vietnã.
Unsplash/MI PHAM

Daí a necessidade de termos cuidado especial com os pequenos que estão sob nossa guarda. Como pais, tios ou avós, precisamos prover o zelo para, com cada movimento das crianças bem jovens, fornecer o alimento, a saúde e o entretenimento, proporcionar aprendizados significativos, protegê-los para que tenham bem-estar e fazer de tudo para que cresçam boas pessoas, com caráter. Como professores e tutores, precisamos fornecer instrução e afeto para que descubram, por si só, suas experiências e conhecimentos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um conjunto de normas jurídicas que visa a proteção integral da criança e do adolescente, de modo que todos deveríamos conhecer seu regimento como instrumento de acolhimento e defesa dos direitos desses sujeitos. O estado de Alagoas disponibilizou o download completo e atualizado do ECA para quem quiser ler; está hospedado neste link: http://www.conselhodacrianca.al.gov.br/sala-de-imprensa/publicacoes/ECA%20ATUALIZADO.pdf/view

Afora isso, preservar as boas condições da infância é tarefa de todos. Todos fomos crianças e jovens um dia, então a nossa sanidade depende também da resolução de nossos traumas e desafetos dessa fase da vida. E como é importante cultivar boas lembranças na/da infância! Quantas questões das terapias adultas estariam solucionadas e se tivessem dado a atenção necessária a nós.

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Uma infância rica de possibilidades e de frutos é o que desejamos para todo ser humano. A criança interior, que todo adulto possui, também deve ser cultivada: aquele espírito infantil, que precisa de mimo, colo e atenção, habita cada ser adulto e repleto de seriedade e responsabilidades. Certa vez, uma amiga me contou que estava se sentindo triste e, antes de dormir, depois de ter chorado de tanto soluçar, comeu um pacote de bolachinhas recheadas e foi deitar sem escovar os dentes. Aquilo lhe proporcionou a sensação de conforto de que precisava, o gostinho da bolacha na boca e as memórias de quando não era obrigada a se preocupar com problemas. Mimar nossa criança interior pode significar também satisfazer algumas de nossas vontades, como realizar uma viagem que vai nos libertar dos incômodos mesmo quando estamos com pouco dinheiro, comprar aquele objeto de decoração ou livro que tanto queríamos e namorávamos na vitrine, preparar uma comfort food, aquela comidinha que aquece o corpo e o estômago trazendo boas lembranças, adotar um cãozinho ou um gatinho para nos fazer companhia, coisa que nossos pais não nos permitiram fazer quando bambinos… Fazer esforços para nutrir a alma é necessário, caso contrário nos afogamos nos aborrecimentos e nos embaraços do cotidiano desenvolvido.

Homem adulto e criança pequena de mãos dadas, caminhando na praia em direção ao mar.
Unsplash/Derek Thomson

Em suma, toda criança, seja pequena ou crescida, precisa de amparo e de atenção. As sensações, as alegrias e as frustrações vividas nos primeiros anos de vida determinarão o quão bem-sucedidos e felizes seremos nessa caminhada de evolução.

Sobre o autor

Caroline Gonçalves Chaves

Caroline Gonçalves Chaves

Sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em psicopedagogia e TICs, também pela UFRGS. Como educadora, atuei na educação infantil e na educação de jovens e adultos (EJA). Sempre gostei de escrever, e nos últimos anos tenho me aventurado à escrita de contos infantis (meu primeiro livro, "Dorminhoca", foi lançado em 2019). Tenho afinidade, ainda, por temas como direitos dos animais, abolicionismo animal e veganismo, por acreditar que os animais não humanos são merecedores de respeito e possuem direitos como os animais humanos – eles são nossos irmãos nesta caminhada de evolução. Sou também estudante do espiritismo kardecista, trabalhando em uma sociedade espírita da minha região.

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