Convivendo Espiritualidade

Você sabe o que é islamofobia?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
A chegada dos anos 2000 prometia avanços significativos na tecnologia, principalmente com os avanços e o potencial dos computadores e a tal internet. A troca de ideias e conhecimento eram promissores para que a evolução intelectual dos seres humanos fosse promovida e gerasse resoluções pacíficas para problemas comuns. Hoje, meados de 2017, isso ainda é possível, porém a esperança reduziu-se gradativamente com o passar dos anos. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de 11 de setembro de 2001, o atentado que derrubou duas torres nos Estados Unidos.

Na época, um homem chamado Osama Bin Laden assumiu a responsabilidade pelo ato terrorista e gerou medo e pânico em todo o mundo. Com uma bandeira intitulada de “combate ao terrorismo”, o presidente dos Estados Unidos à época, George W. Bush, conseguiu a reeleição e desenvolveu dezenas, talvez centenas de missões no Oriente Médio para combater “fanáticos religiosos do islamismo”. Mas o que é o islamismo? E há algum motivo para tanto medo por parte do mundo ocidental?

Juntamente ao Cristianismo e ao Judaísmo, o Islamismo é uma das três maiores religiões do mundo. Assim como em toda religião, possui milhões de adeptos e diversos grupos fanáticos. O homem de turbante e barbas longas virou sinônimo pejorativo de perigo que ameaça a segurança das pessoas boas. Os responsáveis e as razões para a origem desse rótulo geram polêmica, assim como tudo que envolve religião. A diferença quase antagônica sobre o que é o islamismo para um ocidental não-adepto e para um praticante dessa religião é tão grande quanto comparar o que uma mulher sacrificada como bruxa e um padre achavam do catolicismo no século XIII.

Da mesma forma como ocidentais se revoltam com atos definidos como “terrorismo” praticados por povos islâmicos, eles também se incomodam com práticas chamadas de “imperialistas” de ocidentais nas terras de origem dos fanáticos islâmicos. Da mesma forma que milhares de pessoas inocentes morreram nos atentados terroristas do World Trade Center, em 2001, outras milhares de adeptas do islamismo morrem vítimas dos ataques dos países aliados em países como Síria, Iraque, Kuwait, Irã, Afeganistão etc.

As raízes do Islamismo mostram que a religião possuía vertentes muito mais tolerantes e pacíficas há alguns séculos do que os próprios católicos, por exemplo. Uma religião existe de acordo com as práticas difundidas pelos povos da época. Portanto, suas características mudam com o passar do tempo. As mudanças podem ser para melhor ou para pior, de acordo com o momento presente. Se há diálogo, conflitos etc. Tais coisas podem amenizar ou acirrar os ânimos de qualquer religião.

Por causa desse rótulo pejorativo surge a islamofobia, que significa o ódio, aversão e/ou desprezo por pessoas que sejam adeptas a essa religião. Assim como todo preconceito, seja a xenofobia, o racismo ou qualquer outro, a islamofobia é uma característica ultrapassada, mas que ainda está presente em muitas camadas de nossa sociedade. Da mesma forma que você, cristão, não é responsável pelos absurdos causados pela Igreja Católica no passado, as pessoas adeptas do Islamismo não podem pagar pelos atos criminosos de outras pessoas. A empatia, ou seja, a percepção de saber se colocar no lugar do próximo é uma lei universal, portanto, qualquer tipo de “fobia” com outra raça, cultura ou gênero é uma ofensa à inteligência humana que não deve ser tolerada por ninguém.


Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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