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Pono, o Princípio Huna que explica sobre o poder da fé

Imagem de uma mulher de frente para uma montanha coberta com gelo. Ela está com as mãos em posição de fé e com os olhos fechados.
Thiagosnot23 / Pixabay / Canva
Escrito por Leticia Vidigal

Resultados moldam crenças, mas padrões antigos nem sempre servem ao nosso presente. Ter fé no que limita é aprisionar-se. É hora de rever certezas, quebrar ciclos e escolher, com consciência, novos caminhos que nos fortaleçam e ampliem nossa liberdade interior.

Pono nos ensina que a medida da eficácia é o resultado. Isso significa que estabelecemos nossas crenças a partir de resultados, principalmente aqueles que se repetem ao longo de nossas vidas.

Por exemplo, se uma criança é agredida física ou verbalmente ao gritar, ou chorar para expressar sua frustração – uma vez que ela ainda não consegue fazer isso de outra forma – ela provavelmente irá ficar quieta quando se sentir assim novamente, guardando seus sentimentos.

Quando ela perceber que, ao ficar quieta, ela não será agredida e que seus pais ou responsáveis apenas irão ignorá-la, ela aprenderá que, ao se sentir frustrada, ficar quieta é a forma eficaz de não ser agredida.

Está, assim, criado um padrão de comportamento a partir do resultado obtido.

Ficamos tão acostumados aos padrões de pensamento e comportamentos que estabelecemos como os que nos trarão os resultados desejados que nem pensamos que podemos fazer novas escolhas.

Passamos a ter uma fé incondicional no que deu resultado e nos colocamos em uma verdadeira prisão de hábitos, de pensamentos e atitudes.

“Eu já sei o que funciona e o que não funciona – já avaliei o que é eficaz ou não pelos resultados que venho obtendo – portanto, vou continuar repetindo o mesmo comportamento, os mesmos pensamentos e as mesmas atitudes sempre. E muitas vezes, ainda vou querer impor minha escolha para outras pessoas, a partir dos meus resultados.”

Pono é um princípio que fala da força da fé. Isso significa que, o que eu acredito e que já se materializou na minha vida, fortalece o que eu acredito e que continua se materializando na minha vida, criando um ciclo contínuo de acreditar e ter o resultado esperado.

Imagem de fundo com um lindo Sol e em destaque uma pessoa olhando para ele com as mãos ao alto.
Doidam10 / Canva

E a fé é algo que pode ser maravilhoso, mas que também pode nos colocar em grandes armadilhas.

Se temos fé em algo que nos enfraquece e que nos paralisa, não conseguiremos mais agir de uma forma diferente e vamos ter sempre os mesmos resultados.

Vamos nos apropriar desse conhecimento ancestral sobre a vida para usá-lo a nosso favor e não para ficarmos para sempre presos em crenças que estão nos limitando.

  • Leticia Vidigal

    Leticia Vidigal

    Pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono
    [email protected](31) 99152-6843@hooponoponoanjos@HooponoponoAnjoshooponoponoanjos

    Letícia Vidigal é pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono, com mais de 20 anos de experiência na área da educação. Ao longo de sua trajetória, atuou como professora, coordenadora pedagógica, gestora e, mais recentemente, na gestão de projetos educacionais e sociais.

    Seu encontro com o Ho'oponopono começou a partir das conhecidas frases “sinto muito, me perdoe, te amo e sou grata”. O interesse despertado por elas a levou a pesquisar e estudar a prática em uma época em que o tema ainda era pouco difundido no Brasil.

    Sua primeira leitura foi “Limite Zero”, de Joe Vitale. Em 2015, participou do curso online Zero Limits, com Joe Vitale e Dr. Hew Len, e posteriormente aprofundou seus estudos em formações internacionais promovidas pelo IZI LLC, Pacifica Seminars e Global Science Foundation.

    É autora do Oráculo Ho'oponopono, ilustrado por sua sobrinha Marie Amorim, além de produzir conteúdos, e-books e textos sobre Ho'oponopono, espiritualidade, autoconhecimento e experiências da vida.

    Aos 50 anos, também passou a direcionar sua escrita para temas relacionados à maturidade, aos recomeços e às transformações que acontecem quando aprendemos a olhar para nossa própria história não apenas como passado, mas como ferramenta para construir aquilo que ainda desejamos viver.