Autoconhecimento

Makia – o 3º princípio Huna

Escrito por Leticia Vidigal

Em posts anteriores escrevi a respeito dos princípios Huna e de onde eles surgiram. Apresentei também o 1º e 2º princípios, Ike e Kala, e expliquei cada um deles. Neste texto, apresento o 3º Huna, Makia, que significa foco.

A cada dia que passa, temos mais dificuldade em escolher qual caminho seguir, quem ouvir, o que fazer.
Vivemos em uma nova Era. É a Era de Aquário, momento de evolução da Terra que tem sido observado e citado por diversas linhas espiritualistas e sensitivas, mas também momento em que as informações chegam em grandes fluxos. Elas chegam de todos os lados e de todas as fontes. As novidades surgem o tempo todo, mindfulness, meditação, Ho’oponopono, terapias holísticas, religiões, “segredos”, enfim, todo um vasto campo de conhecimento acessível a qualquer hora e lugar por meio dos nossos smartphones.

Entretanto Makia nos ensina que é preciso termos foco. E que precisamos escolher bem para onde vai o nosso foco, pois, de acordo com esse princípio, o que pensamos, o que acreditamos, o que falamos ganha força e energia nas nossas vidas, podendo ocorrer constantemente.

Para mudarmos isso, precisamos entender como esse princípio atua. Em primeiro lugar, acreditamos que situações acontecem nas nossas vidas sem qualquer tipo de controle. Acordamos pela manhã e fazemos tudo da mesma forma acreditando que, em algum momento, algo vai mudar. Não damos atenção para o que pensamos, para o que sentimos e nem como alimentamos esses sentimentos. E vamos atraindo mais e mais do que quer que esteja passando por nossas mentes e corações ao longo do dia, dando energia aos acontecimentos que acreditamos serem apenas decorrências da vida.

Em segundo lugar, acreditamos que apenas pensar sobre algo irá atrair o que pensamos e isso não é verdade. Com a popularização da lei da atração, confundimos desejar com conquistar. Mas Makia fala de foco e energia, o que significa que devemos “energizar”, e não apenas desejar algo. E como fazemos isso? Como podemos gerar energia para que coisas aconteçam em nossas vidas? Como podemos energizar aquilo que desejamos?

A resposta está na tradução do princípio e sobre o qual já falamos anteriormente: foco. Onde está o seu foco? Para onde você direciona os seus pensamentos, seus desejos, suas conversas, seus sentimentos? Ao acordar pela manhã, quais os primeiros pensamentos que lhe vem a mente? “Oh, não, mais um dia de trabalho?” ou “Gratidão por mais esse dia e por tudo que virá nele?”. Quando você conversa com alguém, seu principal assunto são reclamações ou você preocupa-se em compartilhar alegrias e bons pensamentos? 

Ao selecionar o que lê e o que ouve, você faz escolhas conscientes que possam te ajudar a sentir-se melhor ou sente-se atraído pelo apelo da mídia e assiste às notícias ruins que nos mantêm sempre em constante alerta com medo ou raiva?

Makia nos chama a atenção para mudarmos isso. Precisamos mudar nosso foco. Precisamos agir de forma consciente todos os dias e energizar o que realmente é importante para nós. Vocês podem não acreditar no que vou escrever, mas o mundo está melhor hoje do que há 100 anos. Ainda existem guerras, desigualdade e injustiças, mas a evolução da ciência e tecnologia tem garantido mais saúde e melhores condições de vida para um número cada vez maior de pessoas. A informação está muito mais acessível a todos, assim como a possibilidade de estudo. Podemos nos unir e agir em direção ao mundo que desejamos de uma forma que seria considerada loucura 50 anos atrás. E podemos escolher focar nisso. Focar no que nos fortalece, no que nos faz bem e que nos permite acessar a força divina que há em nós.

Além disso, para o Ho’oponopono, o que acontece em nossas vidas está totalmente sob o nosso controle. Podemos sempre purificar memórias e atuar em áreas que desejamos mudar. Quando fazemos isso, conseguimos direcionar nosso foco para o que há de bom e conseguimos vibrar melhor, atraindo cada vez mais coisas boas. E, o mais importante, passamos a acessar o Amor que há em cada um de nós com mais facilidade. E passamos a ser mais cuidadosos com o que pensamos sobre nós mesmos. Passamos a ser mais amorosos conosco e a vibrar esse Amor, beneficiando também o mundo.

Você também pode gostar

Meu convite para hoje é, portanto, este: vamos aprender com Makia a dirigir nossa energia, nossos pensamentos e nosso amor para aquilo que realmente nos faz bem. E vamos, a partir daí, colher os frutos como irmãos que somos, pois, para o Ho’oponopono, o que beneficia a um, beneficia a todos.

E assim é.

Aloha!


Você também pode gostar de outros artigos da autora. Acesse: Não existem limites: o 2º princípio Huna

  • Leticia Vidigal

    Leticia Vidigal

    Pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono
    [email protected](31) 99152-6843@hooponoponoanjos@HooponoponoAnjoshooponoponoanjos

    Letícia Vidigal é pedagoga, escritora e facilitadora de Ho'oponopono, com mais de 20 anos de experiência na área da educação. Ao longo de sua trajetória, atuou como professora, coordenadora pedagógica, gestora e, mais recentemente, na gestão de projetos educacionais e sociais.

    Seu encontro com o Ho'oponopono começou a partir das conhecidas frases “sinto muito, me perdoe, te amo e sou grata”. O interesse despertado por elas a levou a pesquisar e estudar a prática em uma época em que o tema ainda era pouco difundido no Brasil.

    Sua primeira leitura foi “Limite Zero”, de Joe Vitale. Em 2015, participou do curso online Zero Limits, com Joe Vitale e Dr. Hew Len, e posteriormente aprofundou seus estudos em formações internacionais promovidas pelo IZI LLC, Pacifica Seminars e Global Science Foundation.

    É autora do Oráculo Ho'oponopono, ilustrado por sua sobrinha Marie Amorim, além de produzir conteúdos, e-books e textos sobre Ho'oponopono, espiritualidade, autoconhecimento e experiências da vida.

    Aos 50 anos, também passou a direcionar sua escrita para temas relacionados à maturidade, aos recomeços e às transformações que acontecem quando aprendemos a olhar para nossa própria história não apenas como passado, mas como ferramenta para construir aquilo que ainda desejamos viver.