Comportamento

A armadilha do perfeccionismo

Homem pressiona as têmporas e possui o semblante de quem tem dor. Ele está com uma capa vermelha e, atrás dele, há post-its em uma parede azul.
Alexander Koltyrin / 123RF
Escrito por Andrea Pavlo

Conversei com um cliente novo ontem, um profissional com certo sucesso no mercado, mas querendo mais. Nada de errado em querer ser melhor a cada dia. Na primeira mentoria, geralmente, a pessoa coloca seus pontos fracos e fortes e conversamos sobre isso. E um dos pontos que ele disse que tem, o qual não quer perder, é o perfeccionismo.

Interessante porque ele não é a primeira pessoa que teme não ser assim. As pessoas associam sucesso ao cuidado com os detalhes e é aí que vem a armadilha. Nada de errado no cuidado com os detalhes, desde que eles não ultrapassem o todo. Quando isso passar desse ponto e quando a virgula for mais importante do que o texto, é que vem o problema.

O perfeccionismo é uma maneira de procrastinar e um medo. Eu não posso errar e decepcionar as pessoas (sem elas quem elas sejam), então simplesmente não faço. Quem não faz não sofre críticas e não terá problemas, mas também não faz nada, não é mesmo?

Quando eu comecei a reorganizar a minha vida para uma performance melhor, eu não queria uma vida nota 10. Eu estabeleci uma vida nota 7, na verdade. O que seria um relacionamento nota sete? O que seria uma nota sete no meu trabalho? Fui organizando isso dentro da minha vida e, no meu planejamento de vida, isso foi mais eficaz do que querer tudo de uma vez.

Mulher carrega duas pastas grandes em um braço. O outro está sobre sua testa. Ela olha para cima e tem o semblante aflito.
Andrea Piacquadio / Pexels

O perfeccionista se compara a padrões que ele não tem condições de alcançar. Quando eu comparava a minha vida a de alguém que tinha uma vida que eu considerava perfeita, ficava tão, tão longe daquele lugar que desistia. Eu nunca faria as coisas tão bem. Eu nunca teria tanto equilíbrio e controle, então nem começava.

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Quando eu vi que poderia ir só mais um pouquinho para frente aos poucos e parei de me cobrar, o perfeccionismo foi devidamente controlado e comecei incrivelmente a sair do lugar no meu tempo, entendendo os processos profundamente e me expondo pouco a pouco.

Um dia, sai do armário para o mundo, mas essa transformação da borboleta levou anos de casulo. Querer ser perfeccionista só vai afastá-lo do momento de sair dele.

Seja suficientemente bom, pelo menos por um tempo. O projeto não é está perfeito, mas está bom (e tem muitas melhorias que posso fazer depois!), então lance-o assim mesmo! Coloque-se no mundo e vá lidando aos poucos com as consequências. Tenho a certeza de que a sua vida vai começar a andar melhor também.

Sobre o autor

Andrea Pavlo

Psicoterapeuta holística, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e outros assuntos de várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa. Mãe da Nina, de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

E-mail: contato@andreapavlo.com