Convivendo

A Importância da Realização

Mulher olhando para o lado com um laptop em sua frente aberto
123RF

Gostaria de contribuir com um pouco de conteúdo, que, desculpem-me, foge um pouco da questão toda que anda nos cercando, mas de certa forma trata de inteligência emocional, em especial às mulheres; trata de uma entrevista ao site de minha amiga, a Dra Euri Mérida, que inclusive já esteve por aqui em nossa seção ‘Convivendo’ quando falamos da PNL, lembram-se?

Estimados, na ocasião eu tratei do assunto “A importância da Realização” para nós, mulheres, e aqui com vocês compartilho um pouco desta entrevista, já devidamente traduzida. Me acompanham?

Para aqueles que não me conhecem, antes de meu “muito prazer”, gostaria de dizer que há anos venho conhecendo, aprendendo e interagindo com mulheres em situações de risco, extrema pobreza e em condições de vulnerabilidade; tudo isso por conta de minhas ações de voluntariado, que tiveram início no ano de 2004. Eu havia me graduado um ano antes em Direito e as áreas em que tratavam do ser humano num contexto mais “humano” me agradavam, e muito, então fui buscar lugares, pessoas e instituições que pudessem me ajudar no ingresso a este mundo… Então, eu me deparei com uma realidade diferente e assustadora, mas que me possibilitou estar diante da vida mais real que eu poderia estar, e tal fato me encantou… Bem, eu não segui muito tempo na área do Direito, aqui conto de maneira muito humilde e despretensiosa: eu me via mais como uma voluntária, com um certo conhecimento adquirido na faculdade, mas com muita vontade de estar próxima “àqueles que precisassem” de ajuda… inclusive eu!

Pessoas segurando mão de outra pessoa para ajudar
Remi/Unsplash

Dei início a esta jornada pelos programas assistenciais do governo, conheci cada um deles, conheci profissionais da linha de frente, visitei instituições e cheguei a uma organização que cuidava de crianças e suas famílias em situações de extrema pobreza e violência, no interior do estado, onde realizei uma pesquisa sobre tal cenário e logo depois fui convidada a integrar uma equipe, já em outra organização, esta um pouco mais bem paramentada e internacionalmente conhecida… enfim… o que quero, muito desajeitadamente dizer, é que, com certo grau (e ainda pouquíssimo) de conhecimento e muito orgulho do que tenho feito, como voluntária e aprendiz, é saber de cada um suas histórias, seus passos, suas motivações e a consciência que têm ou não, em muitos casos, de seus direitos, em especial as mulheres.

Cuidar da mulher em nossa sociedade causa imediata reflexão em suas famílias, meio ambiente, e mundo.

Na entrevista ao site da Dra. Euri, eu falei de algumas dicas em todo esse processo de aprendizagem, inteligência emocional e despertar da realidade:

Mulher sentada em uma rocha perto do mar
Josh/Unsplash

1. Temos que saber o que buscamos em realidade: sim, amadas; temos que saber em sua exaustão o que queremos e para onde queremos chegar, Eu diria até que as perguntas em todo esse processo de autoconhecimento são mais importantes que as respostas, ok?

2. Como começar: assim que temos em mente o que queremos, podemos traçar nosso plano de ação, e essa etapa requer empenho e dedicação, análise de prós e contras e minuciosa análise de riscos… e cuidado para, nessa fase, não pensar em desistir! Nunca!

3. Saber direitinho quem somos!E o quanto somos fortes! Sim, mil vezes sim… tudo depende de nós, de nossa força, que, até nos depararmos com os desafios, pouco a conhecemos; mas ela está aí… para carregarmos em cada batalha diária! Se você sabe o que quer, traçou seu plano e sabe onde vai chegar… medo do quê, hein?

Mulher encostada em uma janela pensativa
Vin Stratton/Unsplash

4. O perdão pode te curar emocionalmente… perdoe inclusive a si mesma! O bem que lhe fará é incalculável e só vai te ajudar a recarregar as baterias para cada nova fase; perdoar-se é libertar-se! O que foi feito no passado, lá deve ficar, o ensinamento você deve trazer junto com você. Xiiii… para a sua escalada na montanha do sucesso, nada de peso extra na mochila, tá bem?

5. Hoje é hoje… tranquila, amiga… um dia de cada vez e entoemos o ”vamoquevamo” nosso de cada dia! Se não rolou nada bacana hoje, calminha… recarregue as energias, medite, busque forças e trate de fazer as pazes contigo hoje, para amanhã esta relação estar mais fortalecida que nunca!

6. Saber de nossos direitos, sempre! Não há nada mais realizador que estarmos aparadas na lei e defendermos nosso direitos… Eu me lembro de certa vez conversar com uma mulher de uma dessas ONGs que trabalhei. Ela me contou como estava feliz com a possibilidade de escolher quando ter seu filho, e, se não o quisesse, como evita-lo, assim como evitar também doenças sexualmente transmissíveis… ela me contava tão resoluta, crente e decidida com aquela informação, que imaginei um esquadrão de mulheres, todas de posse de seus direitos e garantias respeitadas.

Você também pode gostar

Bem, Estimadas, aqui relatei parte da entrevista e espero ter contribuído com um pouquinho mais de conhecimento, uma simples troca de ‘saberes’.

Abraços, fiquem todos bem e adiante sempre! Até nosso próximo encontro! Força, sempre!

Sobre o autor

Claudia Jana Sinibaldi Bento

Claudia Jana Sinibaldi Bento

Olá, sou a Claudia Jana Sinibaldi Bento, metade brasileira, sendo a outra metade encontrada na Espanha… rs... e aqui compartilho o que aprendi ao longo desta trajetória, seja estudando, traduzindo, escrevendo, lendo ou conversando… ah, melhor ainda: conhecendo pessoas que me acrescentaram o que carrego como sendo meu tesouro mais precioso: conhecimento. São anos aqui e ali, onde me chamam ou aonde eu simplesmente vou, para aprender, ajudar, sentir… e assim sigo esta estrada rumo ao autoconhecimento, evolução e simplicidade! Vem comigo aprender! Ah, também quero aprender com você!

Email: cjsinibaldi@gmail.com