Convivendo

A Lula e a Baleia: os impactos do fim de um casamento na vida dos filhos

Criança branca com expressão triste e pais brigando atrás.
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Escrito por Vanderlei Tenório

De acordo com o Instituto de Crescimento Infanto-juvenil (ICIJ), quando um casal decide se separar, frequentemente a maior preocupação é com os filhos: Será que vão ficar bem? Como dar a notícia a eles? A apreensão é justificada, especialmente quando os filhos ainda são crianças, pois eles não têm entendimento total da situação e podem sofrer grandes prejuízos com o divórcio, inclusive em seu desenvolvimento a longo prazo. Por outro lado, os especialistas são unânimes em afirmar que é melhor ter pais separados do que um lar de brigas constantes e desarmonia.

Normalmente, o casal que já passou por um processo de divórcio tenta ao máximo evitar que o fim do relacionamento afete seus filhos. Infelizmente, isso é impossível porque não é realista dizer às crianças que nada vai mudar, pois mesmo que os pais ajam com cautela e assumam a responsabilidade emocional, certas coisas mudarão. Por exemplo, é impossível para uma família continuar morando na mesma casa após a separação, então os hábitos de vida dos filhos mudarão muito.

Ainda segundo o Instituto de Crescimento Infanto-juvenil (ICIJ), a rotina, aliás, é um ponto importante. Saber o que vai acontecer ao longo do dia ou como será a semana é importante para o equilíbrio psíquico de qualquer criança. No caso de um divórcio, quanto mais rápido a nova rotina for implantada e explicada para a criança, melhor será sua adaptação e facilita muito se a criança puder fazer pequenas escolhas nesse novo dia a dia de acordo com a criação de regras e combinados em conjunto com os pais.

Partindo dessa premissa, o longa ‘‘A Lula e a Baleia’’ expõe excepcionalmente essa questão, como esse processo impacta na relação pais x filhos. Na narrativa textual, há diálogos densos e bem escritos que focam em apresentar as preocupações com os detalhes do dia a dia, a dinâmica do pós-divórcio e o impacto do processo extrajudicial na vida de cada membro da família.

‘‘A Lula e a Baleia’’ é o 4º longa-metragem de Noah Baumbach, mesmo diretor, produtor e roteirista do sucesso de crítica ‘‘História de um Casamento’’. Filho do escritor, acadêmico, ensaísta e crítico de cinema Jonathan Baumbach (1933-2019) e da crítica de cinema Georgia Brown, Baumbach tenta reproduzir com intimidade, veracidade e visceralidade o ambiente de narcisismo e hipercompetividade intelectual em que cresceu. O longa é uma adaptação semi-autobiográfica e parcialmente ficcional que foca detalhar de forma meramente fictícia o conturbado processo de divórcio dos pais de Baumbach e pelo roteiro Noah foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original (2006). Bora entender o título do filme, que faz alusão direta a um conto de terror infantil do ‘pai do verso livre’, o poeta, ensaísta e jornalista estadunidense Walt Whitman (1819-1892). Em si, metaforicamente representa a luta entre um cacholote (Physeter macrocephalus) e uma lula gigante (Architeuthis) no famoso Museu de História Natural de Nova York. Paradoxalmente, Baumbach reproduz esse arrasamento em seu roteiro ao analisar metodicamente a relação conflituosa e a luta de egos de seus pais intelectuais.

Homem e mulher negros de costas um para o outro.
Alex Green / Pexels

No artigo científico “Casamento contemporâneo: O difícil convívio da individualidade com a conjugalidade”, Terezinha Feres-Carneiro analisa: “Quem se separa é o par amoroso, o casal conjugal. O casal parental continuará para sempre com as funções de cuidar, de proteger e de prover as necessidades materiais e afetivas dos filhos. […] Costumo afirmar que o pior conflito que os filhos podem vivenciar, na situação da separação dos pais, é o conflito de lealdade exclusiva, quando exigida por um ou por ambos os pais”.

A pesquisadora relata uma situação rotineira, que é quando os pais têm dificuldade de se distanciar da própria dor para olhar para a dor do filho. Além disso, fazer esse movimento de distinguir a conjugalidade da parentalidade é difícil para os pais (um deles ou ambos). Por isso o ideal é buscar a ajuda de um psicólogo, de modo a elaborar a situação para si mesmos e conseguirem evitar transferir suas dificuldades em relação ao ex-parceiro para a criança ou de contaminar a percepção do infante com as próprias opiniões sobre o pai ou a mãe.

O longa-metragem inicia com uma partida de tênis em família. No jogo, Bernard Berkman (o ganhador do Emmy de melhor ator em série dramática, Jeff Daniels) e seu filho mais velho, Walt (o indicado ao Oscar de melhor ator, Jesse Eisenberg), estão de um lado da quadra, enquanto sua esposa, Joan (a indicada ao Oscar de melhor atriz, Laura Linney), e o caçula, Frank (Owen Kline, filho do ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante, Kevin Kline), estão do lado oposto – ironicamente o jogo representa a futura disputa conjugal que o professor Bernard e sua esposa travarão um contra outro.

“Mamãe e eu contra você e papai”, diz Frank antes de iniciar o jogo. A frase serve, em grande parte, para caracterizar a relação entre os membros da família e é um prelúdio do posicionamento de cada um ao longo do desenrolar dessa ruptura conjugal.

O jogo termina com uma briga do casal, o que revela o desgaste da relação. É com esse início que Baumbach apresenta a excêntrica família Berkman. O enredo tem como pano de fundo a cidade de Nova York (Brooklyn) da segunda metade da década de 80 (1986) e, como já comentado acima, apresenta questões pessoais vivenciadas pelo próprio Baumbach no decorrer de sua adolescência.

Criança branca com expressão triste enquanto os pais brigam atrás.
Vadim Guzhva / 123rf

Bernard é um professor de literatura que outrora fora um escritor de sucesso. No momento, ele encara o declínio de sua exitosa carreira às sucessivas negações de editoras em lançar seu novo romance, o que ironicamente coincide com a ascensão profissional de sua esposa Joan, que desponta como revelação no mundo literário, emplacou um artigo na revista ‘The New Yorker’ e assinou um contrato para publicar um livro. O sucesso de Joan, especialmente na área de fracasso de Bernard, serve como um balde de água fria num casamento falido e já marcado pelos inúmeros casos extraconjugais de Joan, dos quais Bernard tem ciência.

Nos minutos iniciais do longa, Bernard e Joan se separam e o pedido de separação parte de Joan. Podemos notar que, embora a briga que culmina com o pedido de separação tenha se iniciado com a discussão sobre os casos extraconjugais de Joan, fica claro que Bernard não deseja deixá-la, mas também não é capaz de externar esse sentimento. Assim como foi em todo o período em que estiveram casados, ele encara a situação com arrogância e, em vez de expressar seus sentimentos, trata o momento como mais uma de suas reflexões banais.

Após comunicarem aos filhos o término do casamento, Bernard aluga uma casa e exige de Joan que seus filhos fiquem com ele em dias alternados (ou seja, Frank e Walt devem ficar um dia na casa dele e outro na casa dela). Essa organização confunde os filhos, que não conseguem se estabelecer em nenhuma das casas. Uma atenuante é que Frank tem ligação afetiva mais forte com sua mãe e relutou em dormir na casa do pai, chegando até a fugir de lá algumas noites. Walt, por sua vez, revoltado ao saber das infidelidades de sua mãe, recusa-se a frequentar sua casa e mora exclusivamente com Bernard.

Além dele e seus filhos, em sua nova casa Bernard hospeda Lili (a ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante, Anna Paquin). Lili é uma estudante de literatura que se muda para a casa de seu professor e passa a ser desejada pelo pai e pelo filho, embora eles não percebam o interesse do outro. O conhecimento só vem à tona quando Joan critica Bernard por estar tendo um caso com ela, que tem apenas 20 anos, e avisa que Walt gosta dela. Walt, por sua vez, descobre o caso do pai com a aluna quando flagra os dois no quarto de Lili.

O flagrante causa ruptura entre pai e filho. Antes dessa ruptura, porém, é necessário entender a relação entre os dois. A primeira cena de jantar em família, quando todos ainda viviam na mesma casa, assim como o jogo de tênis supracitado, já antecipa uma questão que é central na narrativa: a relação entre Bernard e Walt, que, a princípio, aparentava ser uma relação de cumplicidade, de aprovação e de admiração do filho em relação ao pai, aos poucos se revela uma relação de dependência do pai à atenção de seu filho, que depois de sua ruína e decadência profissional passa a ser sua única plateia.

Nesse jantar, Walt relata que lerá “Um conto de duas cidades” (1859), do romancista inglês Charles Dickens (1812-1870), na escola e pergunta a opinião de seu pai sobre a obra. Diante do pouco entusiasmo do pai, Walt decide não “perder tempo” lendo esse clássico da literatura inglesa, mesmo sua mãe tendo argumentado que é necessário que ele leia e tire suas próprias conclusões. Isso reafirma a predileção Walt por seu pomposo pai quase em tom de devoção.

Em diversos outros momentos, Walt exterioriza comentários sobre livros e filmes que se baseiam no que ouviu seu pai dizer, embora não tenha reais conhecimentos sobre essas obras. Sua imitação do pai não se resume a comentários pseudointelectualizados, mas também em relação aos seus relacionamentos afetivos.

Walt conhece e passa a se relacionar com Sophie (Halley Feiffer), sua colega de escola. O relacionamento entre os dois deixa clara a imaturidade do menino. Uma imaturidade sexual, haja vista sua ejaculação imediata após um rápido toque íntimo de sua namorada, e, principalmente, uma imaturidade emocional, visto que Walt fica todo o tempo em dúvida se deve continuar com Sophie, mesmo gostando dela, porque na visão dele “pode conseguir coisa melhor”. Essa sua imaturidade fomentada pela prepotência e arrogância “copiadas” do comportamento de seu pai acaba magoando Sophie e causa o fim do relacionamento.

Observe que o tratamento de Bernard em relação ao namoro de Walt pode explicar, em parte, a impossibilidade de relacionamento entre ele e Joan. Ao conversar com seu filho sobre o relacionamento com Sophie, ele sempre deixa claro para o filho que ele deve se ver superior a ela, que a mulher pode ser um obstáculo na vida de um homem genial (como ele se considera) e que é preciso cautela ao assumir o compromisso com alguém, o que é puramente escroto da parte dele enquanto pai.

Em sua ânsia de ser igual ao pai, que ele considera genial, Walt chega ao ponto de cantar no festival da escola a música “Hey You” (1980), do Pink Floyd, como se fosse sua. Ele ganha o festival. No entanto, quando a verdade é descoberta, é obrigado a devolver o prêmio e seus pais são chamados à escola.

A atitude do pai diante dessa descoberta é mais uma vez uma prova de sua soberba e arrogância. Ele não critica o menino, pois, como já foi dito, Bernard se considera acima de qualquer regra e convenção social e a lei e a verdade se aplicam aos outros, meros mortais, não a eles. O único problema que o pai aponta para o filho é o fato de que, por norma da escola, Walt terá de frequentar um terapeuta. Já de início, Bernard afirma para o filho que, provavelmente, ele será atendido por alguém sem qualificação.

Criança branca com expressão triste e os pais com expressões sérias atrás.
Katarzyna BiaÅ‚asiewicz / 123rf

Vamos falar de Frank, que é o filho mais novo de Bernard. Frank é completamente desligado de Bernard e devido a isso busca uma identificação com seu professor de tênis, Ivan (William Baldwin), que é o atual namorado de Joan. Frank busca, a todo custo, um desligamento total de Bernard, seja afirmando que seus traços físicos são os mesmos de sua mãe, seja se autoproclamando um “filisteu”, que é a expressão que seu pai usa contra Ivan, para acusá-lo de não se interessar por livros e filmes. Ser um filisteu significa, para Frank, ser diferente de seu pai e é isso que ele almeja; diferentemente de Walt, que idolatra seu pai.

A separação dos pais e a obrigação de ficar um dia em cada casa trazem consequências graves para o menino, que passa a beber cerveja e outras bebidas alcoólicas em casa, sem que os pais percebam, e a se masturbar em locais públicos e espalhar o sêmen pela escola. A cena em que os pais são chamados na escola mostra o descaso deles em relação a Frank. Eles não fazem ideia do que está acontecendo com a criança e já chegaram ao ponto de deixá-lo só em casa por várias horas, enquanto a mãe viajava com o namorado e o pai estava no jantar com Walt e Sophie. Sem se identificar com o pai e sem encontrar na mãe a força e a presença de que necessita no momento, Frank segue sozinho na trama, protagonizando cenas solitárias e recebendo alguma atenção apenas de seu irmão.

Segundo a psicóloga portuguesa Elisabete Condesso, na adolescência é normal haver uma desidealização dos pais, em que eles deixam de ser os seres perfeitos para serem percebidos como pessoas sujeitas a falhas, o que é importante no processo de autonomia da criança. Durante a separação dos pais, porém, esse fenômeno se acentua e, muitas vezes, os filhos acusam os pais em relação à sua conduta de abandono mãe/pai, criticam-nos relativamente às suas atitudes de pseudoadolescência.

Ainda segundo Condesso, é uma fase muito sensível do desenvolvimento do adolescente devido ao surgimento de diversos problemas, seja devido à sua sexualidade, seja devido a si próprio, aos outros e ao mundo que o rodeia. Assim, nessa fase, a ambivalência dos pais e os seus problemas não facilitam esse processo de autonomia devido a essa grande instabilidade e à sua grande necessidade de referências afetivas significativas e consistentes. Em certos casos, no entanto, pelo contrário, o confronto com as dificuldades dos pais os leva a assumirem e entrarem mais depressa na vida adulta.

Sobre a visão de um adolescente acerca da separação de seus pais, convém citar um trecho da canção Older, do álbum ‘‘Loser’’ (2018), da cantora estadunidense Sasha Sloan:

Eu costumava me perguntar por que

Por que eles nunca poderiam ser felizes

Eu costumava fechar meus olhos e

Orar por uma família inteira

Onde estava tudo bem, uma que parecia

Minha

Eu jurei que nunca seria como eles

Mas eu era apenas uma criança naquela época

Menino branco olhando pessoas de papel.
Oksana Bratanova / 123rf

Quanto mais velho fico, mais vejo

Meus pais não são heróis, eles são

Como eu

E amar é difícil, nem sempre funciona

Você apenas tenta o seu melhor para não se machucar

Eu costumava ficar brava, mas agora eu sei

Às vezes é melhor deixar alguém ir

Se quiserem saber mais, assistam ao vídeo do canal do psicoterapeuta Leo Fraiman sobre quando e como falar com os filhos sobre separação: https://www.youtube.com/watch?v=1ZIgMqPTv3I

Assistam também à entrevista de Leo Fraiman concedida ao programa ‘‘Tv Mulher’’, em que ele fala sobre a dor da separação: https://www.youtube.com/watch?v=93Lz7GAbHG0

Como indicação de livros, leiam estes:

“Me larga!: Separar-se para crescer”, de Marcel Rufo

“O livro que você gostaria que seus pais tivessem lido”, de Philippa Perry

“Manual do bom divórcio”, de Diana Poppe

“Quando os pais se separam”, de Françoise Dolto

Fontes consultadas para compor este artigo:

BELMIRO, Marcia. Quando os pais se separam, como auxiliar os filhos. Instituto de Crescimento Infanto-juvenil. Rio de Janeiro, 23 mar. 2021. Disponível em: https://institutoinfantojuvenil.com.br/quando-os-pais-se-separam-como-auxiliar-os-filhos/. Acesso em: 23 mar. 2021.

WELLEN, Hérica. A lula e a baleia: sobre separações humanas e distanciamento social. Blog da Revista Espaço Acadêmico. Maringá, 23 mar. 2021. Disponível em: https://espacoacademico.wordpress.com/2013/05/15/a-lula-e-a-baleia-sobre-separacoes-humanas-e-distanciamento-social/. Acesso em: 23 mar. 2021.

CONDESSO, Elisabete. Impacto da separação nos filhos adolescentes. PSICOAJUDA, Leiria, 29 de mar. de 2021. Disponível em: https://www.psicoajuda.pt/psicologia-adolescentes/impacto-da-separacao-nos-filhos-adolescentes/#:~:text=Geralmente%2C%20o%20impacto%20da%20separa%C3%A7%C3%A3o,luto%2C%20num%20processo%20dominantemente%20depressivo. Acesso em: 29 mar. 2021.

Artigo científico utilizado:

FÉRES-CARNEIRO, Terezinha. Casamento contemporâneo: o difícil convívio da individualidade com a conjugalidade. Psicologia Reflexão e Crítica, Porto Alegre, vol. 11, número 002, p. 06-07, 1998.

Sobre o autor

Vanderlei Tenório

Faço parte de um grupo formado por 39 perfis de influenciadores de geografia para o Instagram, em que tenho um projeto chamado Cinema e Geografia. Esse projeto é voltado para todos os públicos. Um dos princípios que me levaram a criar esse perfil foi o de iniciar um canal de difusão do olhar geográfico e da educação de forma factual e didática. Criando uma ponte entre os conceitos científicos em contraponto com a parte lúdica das análises de filmes, quando aprendemos por meio do entretenimento, tudo fica mais fácil também. Por meio de histórias, tudo fica mais natural, e não falo apenas das histórias contadas em filmes; grande parte da nossa vida é regida por narrativas desde que nascemos. Mesmo que a gente pegue uma história pela metade, seja na TV, seja por alguém contando, é fácil ser capturado e acabar se interessando por sua continuidade.

É possível que você encontre pessoas que não tenham o costume de assistir filmes rotineiramente, mas é comum encontrar pessoas dispostas a receber alguma indicação, comentário ou relato da história de algum filme de que você tenha gostado, e esse fator tem sido um diferencial importante no projeto. Os filmes nos libertam de situações ruins e chatas ou de quaisquer outros hábitos cotidianos. Principalmente se você assistir no cinema, que é um ambiente voltado para o mergulho. O ato de assistir torna-se uma terapia necessária nos dias atuais.

Minha coluna terá o objetivo de explicitar como o cinema revela um potencial educativo próprio capaz de educar os sentidos e a sensibilidade, mediante um impacto emocional, do qual pode derivar uma reflexão a partir do viés dos conteúdos filosóficos, históricos, psicológicos, sociológicos, políticos, geográficos, antropológicos e científicos, desenvolvendo a inteligência emocional e intelectual, incidindo no nível da intuição e da imaginação. Pretendo esclarecer como a sétima arte funda uma linguagem específica na tentativa de retratar diferentes realidades sob o ponto de vista comportamental e emocional. Outras temáticas sobre as quais discorro em minha coluna são qualidade de vida, cotidiano, saúde, bem-estar, lazer, educação e cultura.

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