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A luz e a escuridão

Mulher sorri e abraça a si mesma.
Roman Samborskyi / 123RF
Escrito por Luiz Guimaraes

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:16)

Essas sábias palavras são estímulos para que busquemos constantemente a luz. Sem ela, nada vemos no âmbito físico. Mas esse despertar é muito mais profundo, já que requisita a visão do nosso verdadeiro mundo que é o do Espírito. Para que o diamante espelhe o seu brilho, impõe-se-lhe a lapidação. O Espírito, também imperfeito, necessita do esmeril para que venha reluzir a sua luz obscurecida com as nódoas existenciais da longa caminhada evolutiva.

Enquanto não nos atentarmos para essa necessidade, estaremos fadados a continuar com as dores e sofrimentos que nos fustigam. As mudanças se fazem necessárias e quanto mais delongarmos esse processo de burilamento regido pela Lei Divina, mais sofrimentos teremos, visto que, enquanto não totalmente liberta a consciência, as cobranças acontecerão incessantemente.

Alcançando as virtudes latentes no Espírito, estaremos seguindo as palavras e o exemplo do Cristo. Não nos esqueçamos de que Deus é o Criador Supremo e nós, na condição de filhos, somos cocriadores. Em João 10:34, consta: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?” Com essa assertiva fica evidente nossa imensa capacidade de realização.

Sócrates (470 a.C.–399 a.C.) já dizia: “Conhece-te a ti mesmo”. Jesus, com a sua sabedoria, ensinou-nos, segundo João 8.32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O conhecimento do nosso Eu nos trará as verdades adormecidas e, quando reveladas pelo despertar da nossa consciência, levar-nos-á ao necessário ajuste para seguirmos o caminho da luz.

Mãos erguidas em direção à luz.
Luis Dalvan / Pexels

Encontramos no Livro Autodescobrimento – Uma busca interior, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis, 17ª Edição, pg.158: “A libertação do Eu profundo ocorre à medida que se desenfeixa dos desejos – raga (as paixões) do conceito budista —, a fim de alcançar a realização interior”.

Esse processo de transformação e renúncia dos velhos hábitos, onde o orgulho e o egoísmo predominam, leva-nos ao desconforto, já que estamos acostumados com atitudes que conflitam com a humildade e a caridade, virtudes basilares do ser Cristão. Na obra Voltei, 1ª Edição – Editora FEB, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Irmão Jacob, item Novo Despertar, consta: “Ora, vigia, movimenta-te no esforço digno e sê feliz, meu amigo! A tua luz crescerá com a dilatação de teu devotamento ao Bem Infinito”

Precisamos mergulhar em nosso interior e expandir a luz que lá permanece tênue. Estaremos, assim, consolidando a nossa condição de cocriadores da obra de Deus, levando as verdades divinas para todos que conosco convivem. Dessa forma, a nossa candeia não permanecerá “debaixo do alqueire”. (A escuridão nada mostra, é anônima, enquanto a luz, por ser a verdade, nada esconde).

Sobre o autor

Luiz Guimaraes

Sou médico diplomado no ano de 1972, pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco. Já era funcionário do Banco do Brasil e em 1977 assumi o cargo de médico no serviço da Instituição. Em 1988, assumi a chefia daquele serviço e em 1996 aposentei-me. Escrevo para o Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco (ambos em Recife) sobre a Doutrina Espírita e também sobre nossa conjuntura política. Sou membro efetivo da Academia Pernambucana de Música desde 1998.

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