Autoconhecimento

A VIDA ARMADILHAS ENIGMAS POETA NILO DEYSON

As pessoas sofrem não pelo sofrimento em si, mas pela desilusão de esperarem uma vida sem dores.”

Todos os ciclos da vida empregam mutações, logo tudo se transforma. No mundo líquido tudo se move no tempo, ainda que reste um pouco de outros tempos. Só as sombras do passado, o espelho se quebrou. A chuva lá fora faz queimar dentro da alma. A espera do amanhã por alguém que não vai chegar ecoa o silêncio apressado.

Urgente é a hora de correr, evitar novos dias tristes sem a vontade de viver pela vida que fugiria da tristeza. O que fazer da vida que tenho agora? Ela, sem você, parece um corpo além de mim, nada resta do bastante de um minuto de poder andar com você. Quem é esse outro que chamo de você? Seria uma posição social? Outra pessoa? Outro estilo de vida? O que me resta do fruto que colhi das vinhas do tempo?

Sei que a vida é uma tragédia, na qual quem nos vê chegar, ri, e nós choramos. Quem nos vê partindo, chora, e nós dormimos.

Para que eu fui me entregar a essa vida sem saber lidar com a loucura dessa doçura de sensações mil, em que meu coração não poderia suportar tantas paixões mil de uma vida eclética, segredos sagrados de uma entrega.

Parei seu olhar diante de mim para te causar conflitos, invadi sua vida sem deixar saídas. Inventei a existência para mim, me fiz, te criei na minha mente e agora você sou eu. O futuro da loucura não é nenhum brinquedo, apenas sei; o amor, para valer, faz morrer, matar para a rotina não entrar e a vida só valerá se nela perdido e livre eu me procurar, sem me permitir achar.

Foto do poeta Nilo Deyson em uma praia.
Poeta Nilo Deyson

Porta do espanto, perco meu chão sem horas para me achar. Meu guarda-roupa desarrumado, eu perco o meio de uma possível razão, em milhares de pensamentos meus, milhões de neurônios estão em movimento. Minhas ações pós 40 são do calor de uma juventude não resolvida, vivida da coisa mais bonita, de uma perfeita magia que a lua ficou ansiosa em noites boêmias sem poder assistir acontecer.

Eu, sensível poeta enviado pelo Grande Arquiteto do Universo para sonhar acordado nas asas da forte paixão, derramo minhas poesias por aí, onde o amor forte toca nos desacreditados e, pelas mãos, a poesia conduz ao romantismo raro para esses tempos.

Quem me dera se o amor vencesse sem dor, sem mortes, sem ardor no ferido coração que se arranha com as unhas para tirar de dentro as cores presas que sem sentido ainda estão ali. Enquanto viver, quero a loucura da razão esquecer, trocar pela racionalidade das emoções, coisas do coração, coisas que eu sei, coração corruptor de bons comportamentos sociais, que só causa desastres.

O que é a vida? Comecei olhando a juventude, vi a madrugada dos desejos emotivos. Filme colorido, fico mudo sem razão, nem digo nada, sem caminho, em segredos varro lágrimas de minha vida não vivida, coisas perdidas. Sonhei para mim sonhos lindos no momento de esquecer um mundo louco, confuso, devo encontrar um caminho; quem sou eu? Eu sou você que lê, sensações mil de incertezas, angústias, alegrias, entusiasmado por um afã próximo de se tornar épico na fração de segundos que nunca mais voltará a não ter acontecido.

A vida dos cadáveres adiados, mistérios, dorme, tudo dome sob o mundo dos mistérios onde o véu cai no infinito como vestes que revelam os céus, os deuses que olham para nós dois pelo que passou E ficou para depois do além, para depois de mim, ninguém viveu assim.

Poeta Nilo Deyson, no mundo dos mortos, sonha todos os universos de sonhos, além da tristeza, além do universo; levando lembranças, déjà vu de outros que ficou para depois de um passo daqui. Ninguém sente tantas poucas sensações mil como sinto, que permaneça sem subir ao céu, ascender ao santo mistério dos infernos na ausência da escuridão das coisas inventadas por interesse do amor ou dor poder de tomar.

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A armadilha da vida é viver organizado, na disciplina, rotina velada ao ir e vir no mesmo caminho. Livres somos, condenados ao espaço vazio do ser diante do nada; sem medo de viver. Estrague a vida como quiser, ela não vale tanto perder sem sentir em potência ou se entregar por qualquer inclinação que te puxe por pertencimento.
O que faz sentido? O que vale fazer na vida nesse exato momento em que você terminou de perder seu tempo aqui?

NO GOOGLE: Poesias do Poeta Nilo Deyson

Nilo Deyson Monteiro Pessanha
É Poeta, Filósofo, Escritor, Colunista e Palestrante.
Lançou livros de Filosofia e diversas antologias.
Possui centenas de artigos publicados.
Fundador da Filosofia da imparcialidade participativa.

Sobre o autor

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Sou filósofo, escritor, poeta, colunista e palestrante.
Meus trabalhos culturais estão publicados em diversas plataformas. Tenho obras e livros publicados.

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Sou uma incógnita que deve ser lida com atenção e talvez somente outras gerações decifrem meu espírito artístico. Sou muitos em mim e todos se assentam à mesa comigo. Posso não ser uma janela aberta para o mundo, mas certamente sou um pequeno telescópio sobre o oceano do social.

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