Autoconhecimento

A Vida quer mais de você

Foto em preto e branco de mulher jovem olhando pela janela do carro. Fora vemos árvores e mata fechada. A mulher apoia sua boca na mão esquerda, de forma pensativa.
Carlos Bruno Freire
Escrito por Carlos Bruno Freire

Ter, eventualmente, pensamentos e emoções ditas disfuncionais pode ser ótimo, desde que este estado de alma o leve rumo ao “mais” – desde que isso seja para você o limão para fazer a limonada. Tenho dito aos meus clientes: a felicidade está no tempo; no quanto de tempo você gasta na sua dor chupando limão. Dez minutos, dez meses ou dez anos? A pessoa que diz: “Sabe, estou bem magoada com isso e aquilo” e, contudo, não faz nada depois disso, vive mal, muito mal.

Mulher jovem com roupas pretas e  joelhos flexionados apoia os braços e seu rosto nos joelhos. Ela está sentada em um rochedo preto próximo do mar.

Esse tipo de postura demorada na mágoa encaminhará você para o “menos”. Bem como aquele que sente raiva por algum motivo e consegue transformar essa emoção em impulso é alguém encaminhado para o “mais”. Esse conceito de “ir para o mais” e “ir para o menos” aprendi em uma das imersões que fiz. Bert Hellinger também usa algumas expressões bem parecidas. Ele sempre pergunta aos seus clientes: “Esse tipo de demanda e objeção o leva para um lugar de mais força ou menos força?” Bert nos ensina a sentir o que tem “mais força” e o que tem “menos força”.

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Às vezes uma pessoa pensa que está se posicionando e se expressando, mas na verdade ela está aprisionada em um lamento. Frases do tipo: “eu não acho isso justo”, “eu não concordo de forma alguma”, “isso precisa ser feito de tal e tal jeito ou vou embora”; frases desse tipo, muito categóricas e usadas para quase todas as situações do cotidiano, indicam um perfil mais inflexível e menos adaptativo. Percebo isso conversando com amigos e clientes. Ser adaptado soa como ser acomodado e isso gera um certo desconforto.

A fim de combater a “acomodação”, essas pessoas brigam, brigam e brigam. Elas precisam se posicionar, por medo de serem taxadas de “em cima do muro”. Elas pensam que estão tomando alguma atitude e agindo de forma positiva, mas esses são caminhos de “menos força” – pelo menos é isso que eu sigo percebendo. A longo prazo a bateria acaba e o sujeito já não se sustenta mais em pé. O nível de esgotamento fica altíssimo!

Há uma sensação de movimento, uma espécie de ilusão de ótica da nossa alma. Tipo pastel frito inchado de ar quente. Parece recheado e cheio, mas é quase vazio. Quase. Chamamos isso de movimento substitutivo. É uma pseudoação (é fake, falseada, é rodar em círculos). Protela-se o problema, adia-se a celeuma, mas não se resolve nada daquela questão. Se tem uma coisa que tenho aprendido com as Constelações Familiares e sua filosofia prática é que o sofrimento precisa ser acolhido e olhado. Quando a gente compreende a dor como algo poderoso e aurífero, a gente extrai lições muito impactantes que nos servem de apoio em momentos complicados.

Mulher segurando echarpe próxima ao rosto com a intenção de cobri-lo. Atrás dela, vemos uma cachoeira.

É isso. Não há como nos imunizarmos dos infortúnios e dos sofrimentos inerentes à vida, pois entramos na nave e as regras do jogo na embarcação são essas. Alegria e tristeza andam juntas, e pronto. Nossa alma ganhou inteligência em algum ponto da evolução, mas ainda não somos mestres quanto a seu manejo. Com a inteligência ganhamos também, quase que como um forte efeito colateral, uma montanha de emoções que nos atordoam muito e ainda não sabemos lidar com todas elas. Sabe quando tomamos um medicamento para o coração, mas ficamos zonzos e enjoados? Penso que esse foi o preço. Tem sido o preço. Mas estamos a caminho e aprendendo do jeito que nos é permitido fazer. Há sempre um caminho!

Sobre o autor

Carlos Bruno Freire

Carlos Bruno Freire

Há 14 anos atrás um processo de transformação consciente tomou forma em minha vida. Atravessava um momento desafiador nessa época e muitos dos caminhos que eu percebia possíveis me levavam para lugares ainda piores.

Eis que me veio um pensamento: se eu partir do pressuposto de que sei exatamente o que fazer, não abro espaço dentro de mim para novas possibilidades.

Então, antes de dormir, em minhas conversas com uma inteligência superior, eu disse que não sabia de mais nada e pedi que um caminho me fosse mostrado. No dia seguinte, acordo e pego meu celular para verificar mensagens, como de costume.

Eis que surge um convite de uma prima com quem eu não falava fazia um tempo dizendo que participaria de uma vivência chamada O CAMINHO DO AMOR.

Oi? Como é mesmo o nome? Eu durmo pedindo uma direção e acordo com um caminho que aponta para o amor? Foi quando o recomeço se deu e o processo de ressignificação começa.

De lá pra cá, cursos, treinamentos, vivências, imersões. E neste movimento todo sigo recolhendo ferramentas e desenvolvendo habilidades que me levam para outros níveis.

Constelação, PNL, Coaching, Eneagrama, Thetahealing, Deeksha, Renascimento.

Hoje eu consigo integrar todas essas competências em processos mais completos, em que o único objetivo é auxiliar o maior número de pessoas em seu processo de desenvolvimento humano e evolução espiritual, de forma integral e sistêmica.

A missão é impactar a vida de toda e qualquer pessoa e possibilitar que cada uma delas consiga atingir o nível mais elevado em todos os setores da própria vida.

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