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Abusadores

Homem com a mão sobre a testa.
Foto: Reprodução/Internet
Miriam Salete
Escrito por Miriam Salete

Para que haja uma relação, é necessário haver pelo menos dois elementos, no caso, um abusador e um abusável. O abusador contém uma boa dose de psicopatia e um histórico complicado.

Mas não é para o abusador que vou escrever agora, e sim para o abusável.

O abusável é um ser carente que precisa do outro.

Ok, somos seres gregários e precisamos de alguém, mas o grau de importância que o abusável dá ao outro é excessivo, ele depende do outro.

Depende do outro para ser validado, para ser protegido, para perceber seu valor, para que o apoie, o perceba, e que, principalmente, corresponda a todas as suas expectativas.

E com esse perfil, uma pessoa só pode ficar porosa, cheia de lacunas a serem preenchidas, e por quem?

Mulher com expressão triste debruçada sobre as teclas de um piano.
Foto de wendel moretti no Pexels

Pois é, pelo abusador.

Esse tipo de relação é mais frequente do que se imagina, e é permeada de vários matizes, desde pequenos abusos, até assassinatos do corpo e da alma.

A princípio, o abusador vem camuflado de benfeitor, príncipe/princesa, aquele que vê em você o que ninguém nunca viu, que percebe suas necessidades e as satisfaz, que preenche expectativas…

É a “fome com a vontade de comer”. A fome de afeto, de acolhimento e preenchimento, com a vontade de comer vidas.

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O abusador quando descoberto, revelado, não se detém, apenas muda de táticas; se mostra arrependido, pede perdão, traz presentes, se precisar até chora, mas continua abusador, numa relação de “morde assopra”.

Para que a gente perceba que está em alguma relação abusiva, é preciso “iluminar”, colocar luz (lucidez) em nossas relações.

Da mesma maneira que o outro percebe nossas carências, nós também precisamos percebê-las, e preenchê-las, supri-las.

Mulher sentada no sofá, chorando, enquanto um homem gesticula atrás com expressão agressiva.
Foto: Aleksandr Davydov/123RF

Relações de abuso acontecem o tempo todo; entre parceiros (homo ou hétero), pais e filhos, mães e filhos, vizinhos, amigos, colegas de trabalho…

Onde houver pessoas, haverá as que se enfraqueceram e as que enfraquecem o próximo, as que drenam a energia do outro tal qual um vampiro.

Qual a saída?

Perceber, iluminar, ver!!!

E crescer.

Cresça!!!

Cresça em autoestima, em responsabilidade pela própria vida, em empenho e dedicação a você, em amor-próprio.

Esse é o antídoto.

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Como identificar e livrar-se desse tipo de relação

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Sobre o autor

Miriam Salete

Miriam Salete

Sou formada em Letras e Psicologia, tenho pós graduação em Psicossomática e Análise Junguiana. Sou Practitioner dos Florais de Bach (o que equivale a uma pós graduação, que finalizei no Bach Centre de Londres). Fiz diversos cursos: psicoterapia breve, Gestalt terapia, cromoterapia, terapia cognitiva comportamental, psiconeuroendocrinoimunologia.

Tenho como propósito de vida na minha profissão, levar a pessoa que me procura à possibilidade de descortinar a causa de seu sintoma, de seu desconforto/sofrimento, num processo de autoconhecimento. Levá-la a uma ampliação de consciência que vise uma consistência maior, uma conquista de si mesmo e de seu domínio.Conto nesse processo, com a ajuda terapêutica dos Florais de Bach desde 1989, visto que eles são descortinadores de sintomas.

Escrevi 4 livros e escrevo sobre comportamento humano. Meu primeiro livro foi sobre o Eu interior que chamei de Mim. O segundo foi sobre nossos conteúdos obscuros, sombrios; a sombra. O terceiro foi um infantil e agora, ainda em lançamento um sobre minha experiência com o câncer.

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