Convivendo

Adolescência Invisível II

Adolescente segurando um skate enquanto anda
Daria/Unsplash
Elidiane Borges
Escrito por Elidiane Borges

A sociedade funciona segundo suas próprias normas. A compilação dessas normas é algo construído ao longo da formação dessa comunidade e conta com aspectos concretos e também reflete aspectos inconscientes do coletivo.

A adolescência é uma fase de transição, mudança, experimentação, questionamento, escolhas, erros, confrontos… parece uma fase só de sofrimento, porém, através desse turbilhão é que advém o florescimento da essência daquela pessoa, o renascimento, o crescimento, o desenvolvimento. Ou seja, a verdadeira entrada na vida adulta.

Para todo lado que se olha, percebemos a infância e a vida adulta. A adolescência é invisível, é negada, é disfarçada, escondida, desconsiderada. Fazem com que ela se torne invisível. No comércio, nas políticas públicas, até nas escolas, a infância tem prioridade, mas a adolescência é esquecida. Em alguns ambientes parece até que adolescência é doença, algo demoníaco.

A adolescência incomoda uma sociedade que não cresceu, uma sociedade que não evoluiu, uma sociedade que não desenvolveu. Portanto, para amenizar o próprio sofrimento, essa sociedade apaga a adolescência, ela nega aos seus próprios jovens a possibilidade de vivenciar essa fase turbulenta, mas imprescindível,

Homem andando por um túnel
Warren/Unsplash

Entrar na vida adulta é poder realizar esse luto da criança que foi, e receber o adulto que chega. É uma fase extremamente importante para as elaborações psicológicas e emocionais.

Mas e quando essa vivência é negada pela sociedade? O que uma sociedade que não enxerga a adolescência como parte da jornada demonstra?

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Fazendo uma analogia podemos entender que uma sociedade que não permite a vivência da adolescência ainda vive presa à infância. Não é capaz de gerenciar a vida adulta com as responsabilidades que ela traz.

Sobre o autor

Elidiane Borges

Elidiane Borges

Psicóloga há 17 anos, especialista em psicologia analítica junguiana pelo Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Atuei nas áreas da psicologia social, educacional, clínica, das corporações, pública e privada. Tenho experiência com crianças, adolescentes, adultos, idosos, grupos, famílias e casais. Estou sempre me reciclando e buscando novas abordagens e conhecimentos no meu campo de atuação. Atendo por convênios e particular, em meu consultório físico, em domicílio, acompanhamento terapêutico e realizo atendimentos remotos por meio de plataformas virtuais, tais como Vittude e Psicologia 24hs, também via Skype, e-mail e WhatsApp. Meu enfoque é na psicologia analítica junguiana, psicologia positiva e mindfulness. Recentemente tenho me dedicado também ao reiki usui tibetano, meu novo campo de estudo e atuação. Tenho flexibilidade de horários e várias ferramentas para atendimento à distância para contemplar suas necessidades e possibilidades. Entre em contato para agendar seu atendimento de forma remota, privativa e sigilosa, integrando ética, conforto e tecnologia para seu bem-estar psicológico, emocional e espiritual.

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