Budismo Espiritualidade

Amor e apego, segundo o Budismo

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

O precioso ensinamento da mestra budista Jetsunma Tenzin Palmo no seu livro  intitulado “No Coração da Vida” elucida questões de relacionamentos como o casamento, namoro e etc. Ela sintetiza essa questão, falando que nós constantemente confundimos amor com apego:

“O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com o apego. Sabe, nós imaginamos que o apego e o ciúmes que temos em nossas relações demonstram que amamos. Quando na verdade é só apego. E isso nos causa dor. Porque quanto mais nos agarramos a algo, mais temos medo de perder.

“Nós imaginamos que o apego e o ciúmes que temos em nossas relações demonstram que amamos. Quando na verdade é só apego. E isso nos causa dor”

E então, se nós perdermos, vamos sofrer. O que quero dizer é que amor genuíno é… Bem, o apego diz: ‘Eu te amo, por isso quero que você me faça feliz’. O amor genuíno diz: ‘Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. E se isso me incluir, ótimo. Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.’. E são dois sentimentos totalmente diferentes.

O apego é como segurar com muita força. Mas o amor genuíno é como segurar muito gentilmente, alimentando aquilo, mas permitindo que as coisas fluam. Não é ficar preso com amarras. Quanto mais amarrarmos o outro, mais nós sofremos.

Em qualquer tipo de relacionamento no qual pensamos que podemos ser preenchidos pelo outro está fadado a ser complicado. O ideal seria que as pessoas se juntassem já tendo esse sentimento de preenchimento próprio, e se juntassem para apreciar a companhia do outro em vez de esperar que o outro supram a necessidade de preenchimento que elas não sentem sozinhas.”

O apego é como segurar com muita força. Mas o amor genuíno é como segurar muito gentilmente, alimentando aquilo, mas permitindo que as coisas fluam

Através desta frase podemos entender o que ela quer dizer quando achamos que amamos alguém. Amor é um laço muito mais profundo nas nossas vidas que influencia a vida de outra pessoa. Ou outras, em alguns casos. A prática do apego é muito mais comum, pois acreditamos que devemos ser correspondidos ao sentirmos afeição por alguém, consequentemente acreditando que é amor.

E ela finaliza: “Quando começamos a conhecer o ouro, reconhecemos que ele(a) pode não ser o Príncipe Encantado ou a Cinderela. É apenas uma pessoa comum, que também está lutando. E a menos que sejamos capazes de enxergá-las, de gostar delas e de sentir desejo por elas, e também ter compaixão e ternura, será um relacionamento difícil.”

Portanto, vamos praticar o amor em sua essência e pureza, enxergando a pessoa como ela merece. Da melhor maneira possível, sem impor nem induzir ninguém.


Escrito por Bruno Melo da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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