Autoconhecimento

Coletânea II

Livro de poesias sobre uma mesa de madeira, com uma folha caída sobre suas páginas.
123RF/dolgachov
Carlos de Campos
Escrito por Carlos de Campos

I

Homem de camiseta e mulher de vestidos sentados no chão, enquanto ele a abraça.
Casal sentado enquanto o homem abraça a mulher.

Educar

O desejo de vingança só atrasa a vida

Te amo!

O ensinamento que precisa ser vivenciado

Por todos os que respeitam a existência.

Quem ama também busca a justiça

A justiça existe para corrigir as injustiças

O transbordar de amor não anula o nosso desejo por justiça

Seja justo na mesma medida que o amor o é.

Respeito não significa submissão

O respeito no dia a dia é essencial

Respeitar não nos isenta da possibilidade de questionar, quando necessário.

Sai da caixa da obediência cega

Do amor que espera algo em troca

Sou amor, respeito e justiça.

II

Escrivaninha de madeira com cadernos, lápis, uma bolsa e um relógio em cima.
Foto: Pixabay

Com o pé no chão

Um medo excessivo e descomunal

Continua a atormentar

Tenho uma enorme perda de energia emocional

Quando isso acontece, sei que preciso me cuidar.

Na busca encontro!

O equilíbrio é a solução!

Desta maneira, me mantenho são

Longe de debates infrutíferos que só incomodam a razão.

O momento é de serenidade e vigilância

Cuidando da mente

Para não perder a paz tão necessária.

O apelo social desequilibra por não nos dar as garantias

Que a solução venha até o fim do dia

Continuo escrevendo, protestando com o pé no chão.

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III

Pessoa com roupas de frio segurando uma xícara de café quente.
Foto de Brigitte Tohm no Pexels

O Inverno da Alma

Sou a abundância em tempo de penúria

O manancial à disposição

A radiação do amor no momento da solidão

O eterno e finito com alguma razão.

A maldade que me habita

Que sonda a integridade

Sorvendo um a um dos pensamentos

Sucateando o pouco que restou de minha mente.

Não devo seguir a consciência

Sem antes cuidadosamente analisá-la

São tantas as divergências interiores

Que sou o que não gosto de ser.

A empolgação é superior ao medo do desconhecido

Em nenhuma verdade me fundamento

Só percorro o caminho recomendado.

Onde o sol nasce é exatamente onde estou

Quando o inverno chegar na gratidão quero estar

Ninguém está ligando para mais nada.

IV

Homem em pé sobre uma rocha, em frente ao mar.
Foto de ArtHouse Studio no Pexels

Vivendo e superando o impossível

Tímido no amor

Entregue ao medo

Só e desesperançoso

Tateando em busca do novo.

Preocupações não param de chegar

Ouço por todos os lados pessimistas exacerbados

Na vida devemos escolher

E ser o que melhor nos aprouver.

Vem o tempo ainda mais difícil!

Se manter com a mente sã é a melhor opção

Não se deixe abalar por tanta confusão.

Odiar só lhe fará sofrer!

Movimente-se em direção da serenidade

Nada nunca foi resolvido com violência.

Sobre o autor

Carlos de Campos

Carlos de Campos

Quem é Carlos de Campos?

Era uma vez um poeta, filósofo e teólogo
Era ele avesso a trivialidades.
Vivia refletindo sobre a vida com sua poesia.

Costumava questionar
Toda sombra instalada
Organizando as ideias
Sua poesia gritava.

Era de se admirar!
Entre sinuosas linhas, focando o autoconhecimento
Sua mensagem auxiliava.

O poeta era ligeiro
E nada o constrangia
Com a força da palavra
Muitos versos nos trazia
Na voz um canto festivo
No peito uma euforia
De chegar ao equilíbrio no convívio do dia a dia.

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Email: [email protected]
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