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Constelações: Um convite para o inconsciente

Carlos Bruno Freire
Escrito por Carlos Bruno Freire
Na maioria das vezes a Constelação Familiar nos entrega o breu, não as respostas claras feito a luz do sol. Será que estamos mesmo preparados para receber mais mistério? Será que de fato compreendemos a Constelação Familiar? O que temos contra o escuro e a pouca luz? Seja muito honesto e muita honesta aqui agora: você suporta bem o vácuo?

Estou falando isso porque percebo as pessoas ávidas por respostas e por mecanismos de fast cura. Não tem esse produto fast nas prateleiras da Constelação Familiar. A urgência não combina com o jeitão dessa abordagem. Eu não sei por que a maioria das pessoas chegou a essa conclusão: “pra resolver rápido, faz Constelação Familiar”. Não é assim. A sessão é mesmo breve. Uma só sessão já traz à tona muita coisa interessante. Mas não é porque o diagnóstico é brevíssimo que ela será um agente de dissolução de questões a jato.

Família de mãos dadas

Como assim? Mês um, mês dois, mês três, um ano, dois anos, 10 anos. Quem compreende essa lógica do tempo sobre o tempo voa com o método das Constelações Familiares. Voa porque quer vivê-la com tudo o que ela oferta (incluindo a “lentidão”). Mas quem só quer usá-la como quem usa um shampoo, um carro, uma TV ou um alívio não entendeu muito. Vou voltar a falar do abismo, do escuro e do mistério.

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Quem já viveu mais de 40 anos aí sabe que é nos momentos de trevas que mais crescemos, certo? O sofrimento é fértil. Bert Hellinger fala muito da Noite Escura do Espírito de São João da Cruz. Essa Noite Escura é punk. Purificação total. É quando nós chegamos ao esgotamento e dizemos “eu abro mão”. Pra continuar adiante, algumas vezes é preciso abrir mão de algumas coisas, de algumas pessoas e de alguns hábitos.

Nesses momentos nossa alma não acredita mais em nada. Assemelha-se ao que dizem sobre o fundo do poço (lugar escuro também). É quando você baixa a guarda e sacode a bandeira branca, dizendo: “me rendo”. Eita! Hora boa pra se aprender algo. A razão está esgotada e a alma pode atuar (enfim). Ah, lembrei-me aqui de outro algo que é também escuro: a palavra “aluno”. É linda, essa palavra. Já pensou nela? “A-luno” quer dizer ausência de luz; desisto, bandeira branca, me ensina seus métodos, pois os meus estão um tanto insuficientes.

Percebe, então, como o escuro pode ser bom? Bert Hellinger não observou só as claridades, mas também as escuridões da alma. Como elas são importantes! Como as desprezamos, porém! Estamos melhorando nisso, mas ainda falta um bocado de chão nessa trajetória de “amar também os nossos mistérios”. Claro que não estou sugerindo que você vire o Batman, morcegando por aí. Parece-me que só anda bem na claridade quem respeitou a sombra (tema caro a C.G Jung, psicanalista).

Levantando filho

A Constelação Familiar não entrega o resultado em si; ela entrega movimento. A Constelação Familiar não entrega luz apenas; ela traz mistério e breu também. Se você não suporta uma charada, então poderá mesmo rejeitar esse trabalho. Se você compreende a amplitude e a beleza das incógnitas, então poderá se entender bem com a Constelação Familiar. O vazio é e ponto. E a gente o deixa sendo. Esse é o convite!

Sobre o autor

Carlos Bruno Freire

Carlos Bruno Freire

Há 14 anos atrás um processo de transformação consciente tomou forma em minha vida. Atravessava um momento desafiador nessa época e muitos dos caminhos que eu percebia possíveis me levavam para lugares ainda piores.

Eis que me veio um pensamento: se eu partir do pressuposto de que sei exatamente o que fazer, não abro espaço dentro de mim para novas possibilidades.

Então, antes de dormir, em minhas conversas com uma inteligência superior, eu disse que não sabia de mais nada e pedi que um caminho me fosse mostrado. No dia seguinte, acordo e pego meu celular para verificar mensagens, como de costume.

Eis que surge um convite de uma prima com quem eu não falava fazia um tempo dizendo que participaria de uma vivência chamada O CAMINHO DO AMOR.

Oi? Como é mesmo o nome? Eu durmo pedindo uma direção e acordo com um caminho que aponta para o amor? Foi quando o recomeço se deu e o processo de ressignificação começa.

De lá pra cá, cursos, treinamentos, vivências, imersões. E neste movimento todo sigo recolhendo ferramentas e desenvolvendo habilidades que me levam para outros níveis.

Constelação, PNL, Coaching, Eneagrama, Thetahealing, Deeksha, Renascimento.

Hoje eu consigo integrar todas essas competências em processos mais completos, em que o único objetivo é auxiliar o maior número de pessoas em seu processo de desenvolvimento humano e evolução espiritual, de forma integral e sistêmica.

A missão é impactar a vida de toda e qualquer pessoa e possibilitar que cada uma delas consiga atingir o nível mais elevado em todos os setores da própria vida.

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